Comunicação, Empreendedorismo, Empresário e Pessoa física

4 conceitos básicos de gestão que todo empreendedor precisa dominar

 

Vocês querem saber o meu segredo para escrever os posts dou VouClicar.com? Pesquisa, muita pesquisa. Acredito que o estudo deveria ser uma constante na vida de qualquer empreendedor. As vezes, com o sucesso, esquecemos de pequenas coisas que podem ser revisitadas ou, simplesmente, deixamos de aprender coisas novas.

Foi justamente inspirado nessa ideia que resolvi fazer o nosso post de hoje. Vou trazer para vocês alguns conceitos de gestão que todo empreendedor precisa dominar e guardar no bolso. Vou abordar desde o conceito de metas SMART até o Balanced Scorecard. Confira tudo isso logo a seguir.

  1. Metas SMART

O primeiro conceito de gestão que vou apresentar são as metas SMART. Basicamente, é um padrão de qualidade para as metas, pois, se elas tiverem todos os elementos necessários de acordo com esse padrão, então, significa que são plenamente realizáveis por você e seus colaboradores.

SMART, em inglês, significa inteligente, mas também funciona como uma sigla, de modo que cada letra se refere a um elemento indispensável para que uma meta seja ideal. De acordo com o padrão, os elementos são: especificidade (specific), mensurabilidade (measurable), atingibilidade (attainable), relevância (relevant) e temporalidade (time-based).

  1. Análise SWOT (FOFA)

Muito importante na área do empreendedorismo é a análise SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities and Threats). A tradução para o português é memorável — chamamos de análise FOFA (Forças, Oportunidade, Fraquezas e Ameaças). Um pouco mais suave, não?

Estamos falando da análise do ambiente interno e externo. Na sua empresa, você deve procurar por forças e fraquezas do negócio (ambiente interno). Acontece que isso não é o suficiente. Também é fundamental avaliar o as oportunidades e as ameaças do mercado (ambiente externo) para ter uma visão completa de onde a sua empresa está.

  1. Pirâmide de Maslow

Acredito que se preocupar com os colaboradores é mais do que um diferencial, mas um dever. Você concorda? Por sinal, normalmente, quanto mais a empresa trabalha para garantir a satisfação dos colaboradores, maior será o nível de motivação. A questão é: quais são as principais necessidades dos profissionais?

É justamente sobre isso que se trata a Pirâmide de Maslow. São várias camadas de necessidades que seguem uma ordem de hierarquia. Temos as carências fisiológicas, ligadas à saúde e ao bem-estar, a necessidade de segurança no ambiente de trabalho, de autoestima, de relacionamento interpessoal e, acima de todas essas, a realização pessoal.

  1. Balanced Scorecard

Para concluir o material de hoje, deixo com vocês o nosso último conceito de gestão: o Balanced Scorecard. Estamos falando de um modelo de gestão de negócios que é muito utilizado em muitas empresas — algumas delas, inclusive, utilizando-se da tecnologia para aplicá-lo com maior afinco.

De acordo com esse conceito, toda a empresa precisa trabalhar alguns pontos-chave para ter sucesso. Vamos conferir cada um deles?

  • Gestão estratégica;
  • Mensuração de progressos;
  • Estratégia;
  • Objetivos;
  • Indicadores;
  • Metas;
  • Iniciativas estratégicas.

Cada um desses pontos deve ser avaliado isoladamente, mas é importante sempre que você tenha em mente o todo, ou seja, o que a empresa é, representa para o mercado e, principalmente, onde ela quer chegar.

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#ClicoResponde, Empreendedorismo, Empresário e Pessoa física

Você sabe o que é necessário para administrar uma pequena empresa?

Até já imagino sua resposta para a questão que nomeia o post de hoje: “Claro que sei como administrar uma empresa! Garra, força de vontade, honestidade…”

Sim, você está inteiramente certo! Só que, para uma boa administração de uma pequena empresa, é preciso adotar algumas condutas e atender a requisitos essenciais — como a elaboração de um plano de negócios, por exemplo.

E, lamento informar, nem toda a “garra, força de vontade e honestidade” do mundo, por mais importantes que sejam, eliminam a necessidade de um plano bem-feito.

Para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre como administrar uma pequena empresa, preparei o post de hoje. Acompanhe as minhas dicas!

Conheça a fundo o ramo no qual vai atuar

Muita gente pensa que basta identificar um ramo próspero, que esteja “bombando”, e se aventurar. Mas lançar-se em aventuras é coisa para o Indiana Jones, não para nós, verdadeiros empresários.

Ao pensar em consolidar uma marca, ou estar no “top 10” do seu ramo, você terá que conhecer todos os aspectos do negócio: desde a infraestrutura necessária, passando pelos suprimentos, quais os tipos de funcionários que vão se adequar melhor a ele, e mais uma série de “detalhes” que só alguém com profundo conhecimento do ramo é capaz de usar a seu favor.

Isso não significa que você não possa aprender: no caso do ramo que está em evidência, vale se interessar, buscar autoridade no assunto e arregaçar as mangas!

Basta ter em mente que você ainda está começando. Não dê um passo maior do que a perna. Construa uma base sólida e use-a como plataforma para futuros avanços. À medida que você aprender a lidar melhor com o seu ramo de trabalho, poderá se “aventurar” um pouco mais.

Faça uma gestão financeira séria

Quantas vezes eu já vi gente altamente qualificada, com capital de giro disponível e munida de boa vontade e força de trabalho perder-se na gestão financeira de uma pequena empresa! Triste, mas verdadeiro. De nada adianta investir alto em um negócio se você não fizer uma gestão financeira saudável e equilibrada.

Coisas bem básicas, como conferir o orçamento dos negócios regularmente ou separar o orçamento pessoal e empresarial, não podem ser negligenciadas. Não se prive de investir em métodos de controle financeiro quando sua empresa for crescendo. O custo que geram vale a pena porque eles podem evitar muitos problemas.

Delegue tarefas, mas assuma a responsabilidade

Administrar uma empresa pequena requer pulso e presença constantes. Delegar funções e responsabilidades faz parte de uma boa administração, mas deixar tudo na mão de outras pessoas é prejuízo na certa — por maior que seja sua confiança em um gerente, diretor ou outro colaborador.

Pode ser ótimo dividir as funções e os compromissos com os funcionários, desde que eles saibam com clareza que é você que está no comando e sabe tintim por tintim o que acontece na empresa. Se você joga todas as responsabilidades para o resto da equipe, dificilmente ela respeitará sua autoridade.

Lembre-se: sua empresa dificilmente anda bem quando você está ausente!

Mantenha absoluto controle sobre seu estoque

Seja lá qual for o tamanho do seu estoque — se são apenas alguns itens em uma prateleira, ou caixas e mais caixas no almoxarifado —, mantenha total controle sobre ele. É ali que estão seus recursos, seu material de trabalho.

Faça contagens, use planilhas que possibilitem uma clara visão de cada mercadoria e/ou produto. Uma dica que posso dar é que você escolha um bom sistema de gestão. Não permita perdas, cuide do que é seu!

Dependendo da escala, erros na contagem do estoque podem significar prejuízos consideráveis no seu faturamento.

Escolha bem sua equipe

Na gestão da pequena empresa, ao surgir uma vaga a ser ocupada, é comum que funcionários mais antigos indiquem amigos ou parentes — e aí vira aquela bagunça! Os parentes passam a receber vários cargos importantes, mesmo não estando devidamente qualificados.

Tenha uma visão profissional do processo de contratação de pessoal, sempre se baseando em análise de currículo, experiência na área e, acima de tudo, na honestidade comprovada de quem vai ajudar a transformar sua pequena empresa em um grande empreendimento.

Não é errado ter uma família inteira ou um grupo de amigos trabalhando juntos, desde que todos estejam lá pela qualificação e pela própria capacidade.

Defina metas concretas e plausíveis

Gestores sempre escutam que não devem dar um passo maior do que a perna, certo? Mas talvez você ainda não saiba exatamente qual é o tamanho da sua perna!

Muitos bons empreendedores acabam perdendo grandes oportunidades por não saberem como criar metas para seus negócios. E você não vai querer cair nessa armadilha.

A escolha de metas envolve alguns fatores-chave, como:

  • Recursos disponíveis;
  • Período disponível;
  • Capital humano.

Se você não levar esses pontos em conta, é bem provável que crie uma meta muito conservadora, sem grande crescimento, ou uma exagerada demais, sem chance de ser alcançada no tempo previsto.

Se você tiver dúvidas nesse momento, converse com sua equipe. Eles podem dar insights melhores sobre os pontos de maior dificuldade do processo, além de algumas dicas para alcançar metas maiores.

Planeje tudo de forma estratégica

Antes de mais nada, entenda por “planejamento estratégico” uma agenda ou conjunto de ações com um objetivo específico. Se você tem uma estratégia, então sempre saberá como proceder.

Mas um planejamento é como se perguntar “como vou fazer essa estratégia dar certo? ”. Ela deve guiar o progresso geral da empresa, enquanto o planejamento leva os negócios nessa direção. Elaborando um plano, você não sabe só o que deve fazer de forma geral. Sabe exatamente o que deveria estar realizando agora!

Trabalhar com um plano poupa bastante tempo no longo prazo. Quanto menos vezes você tiver que interromper seu fluxo de trabalho para decidir o que fazer em determinada situação, melhor.

Acompanhe de perto o desempenho

Não é porque você está seguindo o plano que tudo vai magicamente dar certo. O mundo é bem mais complexo que isso e exige flexibilidade. Por isso é importante que você tenha alguns indicadores de performance e acompanhe todos eles ao longo do tempo. Esses serão os seus sinalizadores de que está tudo indo bem (ou não).

O tipo de indicador pode variar de empresa para empresa. Lucratividade e rentabilidade são, quase sempre, os mais comuns. Mas você pode e deve ter outros mais específicos, como o número de conversões por mês, índice de reclamações, entre outros.

Viu como nem tudo é tão simples como imaginamos e há mais coisas entre o primeiro e o mais alto degrau do sucesso empresarial do que supõe a nossa vã filosofia? Pois é, a maneira de administrar uma pequena empresa é decisiva para que ela cresça e se torne um caso de sucesso — ou desapareça entre tantas outras.

 

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Empreendedorismo, Empresário e Pessoa física, Produtos

O impacto da tecnologia na gestão de pet shops

Não importa qual é o seu segmento de mercado. Muito menos se você é proprietário de uma micro, pequena ou média empresa. O uso da tecnologia gera benefícios tangíveis e intangíveis tanto na gestão de pet shops quanto na de uma mercearia. E é exatamente por isso que as soluções tecnológicas que ajudam os empreendedores e gestores têm se popularizado tanto no meio empresarial.

E se você não consegue perceber os benefícios de adotar um software de gestão para pet shops, eu vou explicar direitinho quais são eles e por que você deve repensar seus conceitos!

Os benefícios da tecnologia na gestão de pet shops

Os benefícios das soluções tecnológicas voltadas para a gestão de empresas são comprovados, principalmente, nos aspectos econômicos e de qualidade do serviço para os clientes. Para entender melhor como a gestão de pet shops pode ser otimizada com elas, eu trouxe os principais benefícios:

Otimização do planejamento financeiro

Um pet shop é um negócio como outro qualquer. Ele demanda cuidado com as finanças e atenção na contabilidade. O gestor ou proprietário não pode dar passos maiores do que as pernas — ou seja, os investimentos devem ser bem calculados.

O simples fato de colocar um zero a mais em uma conta pode causar uma catástrofe financeira. Por isso, contar com sistemas que validam informações, ajudam a fazer projeções econômicas ou a conferir a contabilidade, além de evitar surpresas desagradáveis, gera economia de dinheiro e de tempo.

Melhorias na gestão do estoque

Não tem coisa pior para um negócio do que o cliente solicitar um produto e encontrar o estoque desfalcado. Por isso, eu sempre ressalto a importância de ficar de olho nos produtos disponíveis e fazer uma gestão de estoque cuidadosa.

Além de lembrar que é preciso reabastecer os produtos para o seu pet shop, a tecnologia que automatiza a gestão dessa parte do negócio evita que o empresário corra o risco de vender produtos vencidos, por exemplo.

Outro ponto importante é a criação de históricos que permitem analisar a demanda de venda de cada produto que você oferece em seu pet shop.

Redução de desperdício de insumos

Quando o sistema aponta que existem produtos prestes a vencer, você pode praticar promoções para eliminar aqueles produtos do estoque. Mas, além de evitar o descarte de produtos fora do prazo de validade, os sistemas de gestão permitem que o proprietário analise a quantidade de shampoo usada em determinado período, por exemplo.

Sozinho, esse dado pode até não dizer muito, mas quando relacionado com outras informações (como a quantidade de banhos e tosas oferecidas), pode apontar o uso desmedido de recursos. Ou seja, é uma excelente forma de identificar desperdícios.

Potencialização do relacionamento com o cliente

Ao contar com uma agenda digital bem abastecida de informações, o gestor de um pet shop pode calcular o tempo dos atendimentos, seja de uma tosa ou na fila do caixa. Isso permite inclusive planejar estratégias para fidelizar clientes.

Com o histórico de compras e visitas, a gestão de atendimento pode ficar mais estratégica. É possível programar disparo de e-mails com ofertas ou lembretes de quando o cliente deve vacinar seu pet ou comprar mais ração. Consegue imaginar as possibilidades?

As mudanças na cultura do negócio

Além de todos esses impactos tangíveis e facilmente mensuráveis, a implementação da tecnologia na gestão de pet shops provoca uma mudança cultural. Ao facilitar o seu trabalho de gestor, a tecnologia permite que você invista seu tempo em ações de marketing e na motivação dos seus colaboradores.

Esse conjunto de mudanças norteia a cultura do negócio para a eficiência das rotinas internas — permitindo até calcular o ROI do seu pet shop —, uma relação melhor com os clientes e o engajamento da equipe.

Por todas essas razões, o impacto da tecnologia na gestão de pet shops merece a sua atenção.

Gostou das minhas dicas? Então, que tal assinar nossa newsletter? Eu sempre disponibilizo novos conteúdos para ajudar você a otimizar a gestão do seu negócio!

 

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#ClicoResponde, Desenvolvimento Humano, Empreendedorismo

Cultura de inovação: entenda o que é

Fico feliz em saber que você está interessado em entender o que é a cultura de inovação, pois essa é uma prática de empreendedores de sucesso que deve ser adotada por qualquer empresa preocupada em crescer, aprimorar os processos e lucrar.

 

Então, chega de enrolar e vamos logo ao que interessa! Descubra a seguir o que é cultura de inovação, quais são as vantagens e como implementar esse procedimento em sua empresa agora mesmo!

 

Por que pensar na inovação?

 

O que você faz com aquela máquina que você tem em casa ou no trabalho, que está velha e ultrapassada, e que começou a dar muitos problemas ou não é mais tão útil como costumava ser? Se você já passou por essa situação, provavelmente deve ter substituído essa máquina por uma mais nova, utiliza tecnologias inovadoras e tem resultados melhores.

 

As empresas também devem passar pelo mesmo processo: antes que fiquem ultrapassadas, elas devem buscar inovações constantes do mercado, para não ficarem para trás em relação à concorrência.

 

Onde entra a cultura de inovação?

 

Já vi muito empreendedor por aí que acaba confundindo inovação com novidade. Quer uma dica fácil para não cometer o mesmo erro? Enquanto a novidade tem a ver com a invenção, o foco da inovação é a geração de resultados que atendam às necessidades e expectativas do seu negócio, envolvendo retorno financeiro.

 

Outro erro comum é se preocupar com inovações que sejam apenas tecnológicas ou materiais. Existe uma importante inovação que precisa ser constantemente realizada, que é baseada nos conceitos, valores, princípios, normas internas e missão da empresa: a renovação da cultura organizacional — e é aqui que entra a cultura de inovação.

 

Assim como uma máquina que enferruja com o uso sucessivo e sem a manutenção adequada, a cultura de uma empresa também precisa passar por mudanças para que não se torne obsoleta e acabe “enferrujando” a organização como um todo.

 

A cultura de inovação deve ser uma filosofia permanente do seu negócio. Assim, tudo que envolve a empresa deve ter como pano de fundo a cultura de inovação, desde os processos, produtos e serviços, recursos humanos e financeiros, até o tratamento dado aos clientes e aos colaboradores, de modo que essa postura seja percebida por todos

 

Quais são os benefícios da cultura de inovação?

 

A cultura de inovação é uma prática importante para revitalizar e garantir o crescimento do seu negócio. E eu vou te contar o melhor: existe uma inovação para cada tipo de negócio, quer ver?

 

Se você já possui um produto ou serviço, você pode utilizar a inovação para trazer melhorias para oferecer aos seus clientes, garantindo também o lucro para seu negócio. Pode ser também que você precise inovar um processo interno, mudando assim a forma como seu produto ou serviço é criado ou oferecido, ou elaborando soluções para otimizar os processos do seu negócio.

 

Você pode ainda implementar a cultura de inovação para promover mudanças na missão e valores da sua empresa. Ou, quem sabe, implantar uma inovação de posição e começar a introduzir seu produto ou serviço em um novo mercado. As possibilidades são muitas, acredite.

 

Ainda não se convenceu? Vou mostrar então os números de um estudo que comprovam que uma empresa preocupada em inovar sua cultura constantemente é a que mais cresce! Ele foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e realizado com mais de 72 mil empresas com mais de dez funcionários. O estudo mostrou que, apesar de as empresas que se preocupam com a cultura de inovação representarem apenas 1,7% da amostra, elas são responsáveis por 25,9% do faturamento da indústria no Brasil, e por 13,2% do número de empregos gerados.

 

Vale a pena sair da zona de conforto para inovar?

 

Eu sei, a cultura de inovação parece muito interessante, mas mudanças podem despertar a insegurança, afinal, é mais fácil se prender ao que é conhecido. No entanto, para crescer e se desenvolver, você precisa tirar seu negócio da zona de conforto e apostar nas novidades. Não me refiro apenas a mudanças no tipo de produto ou serviço oferecido, mas também às pequenas inovações do dia a dia.

 

E sabe onde começa a cultura da inovação? Por você mesmo! Sabe aquela frase “o olho do dono engorda o boi”? Ela vale para o mundo dos negócios também. Todo empreendedor precisa encarar a inovação como uma vantagem competitiva que vai fazer com que sua empresa se destaque no mercado.

 

Como implementar a cultura de inovação no seu negócio?

 

Acho que agora você conseguiu entender a importância de aderir à cultura de inovação, não é mesmo? Deixa eu te dar algumas dicas de como desenvolver essa prática no seu negócio.

 

Uma característica fundamental para quem vai aderir à cultura da inovação é não ter o medo de errar e assumir riscos. Você é um empreendedor! Recupere aquela ousadia que transformou você em dono do próprio negócio e busque novos caminhos para sua empresa!

 

Procure ouvir quem tem novas ideias, mesmo que elas pareçam estranhas, e troque o “não”, dito de prontidão pelo “por que não?”. Muitas vezes, é a partindo de um ponto de vista totalmente inusitado que surge uma mudança gigantesca, que trará benefícios enormes para a sua organização.

 

O segundo passo é usar seu exemplo como inspiração para toda a empresa. Crie em seu negócio um ambiente que permita a troca de ideias e a liberdade, para que todos possam propor soluções para os desafios da empresa.

 

Explore as individualidades! Lembre-se de que cada profissional tem uma habilidade e conhecimento diferenciado e que será bastante útil no momento de encontrar soluções de inovação. E claro, não se esqueça de incentivar aqueles talentos que se destacam. Assim, você acaba fazendo com que outras pessoas também se sintam estimuladas a pensar em novas formas de inovação.

 

Como aplicar os resultados da inovação?

 

Ambiente pronto para ideias inovadoras, as soluções aparecendo. Tudo perfeito? Quase lá! O sucesso da cultura de inovação não depende apenas de um empreendedor aberto a propor e ouvir as propostas de inovação, mesmo que ele tenha conquistado a adesão de toda a equipe. Nada disso adianta se não existir planejamento.

 

Por isso, você precisa criar um plano estratégico para colocar a proposta inovadora em prática. É nessa hora que você vai definir se os recursos financeiros serão suficientes, se existe uma equipe que vai conseguir colocar esse processo em prática e o tempo de ação.

 

Quer uma dica? Já ouviu falar do método 5W2H? Trata-se de uma ferramenta de gestão criada pelos japoneses e utilizada nos processos de inovação de muitas empresas. Não importa o tamanho ou o tipo do seu negócio, basta responder a estas 7 perguntas e você terá em mãos um plano prático para tirar as ideias do papel:

 

What: O que fazer?

Where: Onde a ação será feita e qual sua abrangência?

Why: Por que fazer? Quais serão os benefícios dessa inovação em curto e longo prazo para o seu negócio?

When: Quando a inovação será colocada em prática?

Who: Quem será o responsável pelo desenvolvimento de cada etapa?

How: Como esse processo será realizado e implementado?

How Much: Qual o recurso necessário para investir nessa ação?

E os resultados?

 

Por último, você precisa pensar também sobre quais são as métricas que podem avaliar como a inovação afeta o seu negócio. Se você não fizer uma análise direta do processo de inovação, não vai conseguir mensurar o grau de sucesso desse processo. Como a cultura da inovação está diretamente relacionada à realidade de cada negócio, a métrica ideal será aquela baseada nos indicadores da sua empresa.

 

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#ClicoResponde, Empreendedorismo

4 indicadores de produtividade importantes para o seu negócio

Vou começar o assunto com uma pergunta: você trabalha bem? Não sabe responder?

Sim, essa é de fato uma questão bem complicada, especialmente se você ainda não usa indicadores de produtividade em sua empresa. Eles são a chave para medir e, consequentemente, melhorar o seu desempenho nos negócios.

No começo, eu mesmo não usava muito esses indicadores, pois estava muito ocupado tentando produzir mais. E, claro, todos têm medo de parar para analisar a situação. Mas acredite, vale a pena.

Quando comecei a dedicar uma pequena porção do meu tempo a analisar meus indicadores de produtividade, encontrei vários problemas ao longo do caminho, mas aos poucos consegui melhorar a rentabilidade de todas as equipes. Ou seja, eu não precisei mais queimar neurônios para fechar o mês no positivo.

Aqui estão 4 dos indicadores que mais usei ao longo do tempo e que acredito que estejam entre os mais importantes para qualquer negócio. Dê uma olhada:

1. Ticket médio

Esse aqui é bem simples. Um “ticket” é o quanto seu cliente gastou em uma compra ou contratação. Chamamos de “médio” o valor que costuma sair na maioria desses pedidos ou serviços prestados. Em resumo, é o quanto em média você ganha por cliente atendido.

Esse é um dos principais indicadores de produtividade, especialmente para ver se o seu serviço está dando lucro ou prejuízo. Digamos que, antes de considerar esses números, meu ticket médio era de R$ 100.

Parece bom, não é? Mas e se eu disser que esse era também o custo de todo o serviço prestado, sem contar o trabalho de publicidade e atendimento? Quando descobri que estava tomando esse prejuízo, corri para aumentar meu ticket médio.

2. Taxa de vendas bem-sucedidas

Enquanto o primeiro indicador diz respeito apenas aos clientes que você conseguiu atender, este aqui leva todos em conta, incluindo os que não fecharam negócio. Foi um dos primeiros indicadores de produtividade que comecei a usar, já que, como todo novo empreendedor, eu botava a culpa dos prejuízos no número de vendas.

Basicamente, aqui está a proporção entre pessoas atendidas e clientes adquiridos. Uma taxa de 10% quer dizer que, a cada 10 contatos, apenas 1 traz dinheiro. E, dependendo do custo de cada conversa sem sucesso, isso pode ser um grande problema. Então tive que buscar uma taxa de vendas melhor, procurando pelos clientes mais interessados de antemão.

3. Número de reclamações

Esse é o famoso indicador de insatisfação. Sempre temido, mas que nunca deve ser ignorado. Eu já fui novo e estava acostumado a abafar críticas, já que elas são comuns quando um negócio está engatinhando.

Mas, logo eu percebi que valia a pena ouvir esses clientes e aprender com eles. Com o tempo, comecei a fazer uma análise melhor dessas críticas e tive até bons resultados na minha reputação.

4. Rotatividade de funcionários

Este é um indicador de produtividade que nem sempre recebe a devida atenção, mas que reflete bem o funcionamento das equipes e do trabalho de RH.

Já parou pra olhar quantos colaboradores são contratados e demitidos a cada mês? Já pensou que cada profissional que sai também está levando o seu tempo de experiência na casa e suas habilidades específicas? Bem, já era hora de pensar!

Áreas com muita rotatividade tendem a gerar bastante custo, especialmente em pequenas empresas, com poucos membros. Menor rotatividade também significa que a equipe terá mais tempo para se conhecer e trabalhar melhor junta. Enfim, todos ganham se você não precisar demitir funcionários frequentemente.

E isso é o mais importante que eu poderia passar agora sobre indicadores de produtividade. Se gostou e quiser continuar recebendo minhas dicas, assine a nossa newsletter! Você receberá uma mensagem sempre que eu tiver algo interessante a dizer!

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A nova companhia da empresária que atraiu Bill Gates

A empresária que atraiu a atenção de Bill Gates e, mais tarde, trouxe ao país o braço de tecnologia do influente grupo Tata, da Índia, agora quer vender hambúrguer. Não, Cristina Boner não vai abrir uma rede de fast-food, mas o tradicional sanduíche é um símbolo adequado para o que ela quer vender com sua nova empresa, batizada de Globalweb Cloud.

A companhia, que é a mais nova unidade da Globalweb Corp, fundada por Cristina, segue o conceito identificado por uma sigla ainda pouco conhecida – CSB, de “cloud service brokerage” ou gestão multinuvem. Muitas empresas e governos estão migrando para o modelo da nuvem, pelo qual softwares e dados não precisam ficar nos computadores dos usuários. Em vez disso, são armazenados em centros de dados e acessados via internet. O cliente paga pelo que usa e pode consumir mais ou menos capacidade de processamento sem ter de gastar com equipamentos e softwares adicionais.

O problema, diz Cristina, é que o número de fornecedores na nuvem cresceu tanto que ficou difícil para os clientes saber de quem comprar ou prever quanto será gasto, tamanha a pulverização do mercado. “Os provedores, agora, vão ter de se encontrar ao redor do ‘broker’, que reúne todos eles em um ponto único”, afirma.

A Globalweb Cloud fechou acordos com quase uma dezena de fornecedores das diversas camadas da nuvem, desde infraestrutura até requisitos de segurança. A lista inclui marcas como Amazon, Jam Cracker, Huawei, Panda e IBM. Como quem vai à lanchonete, o cliente escolhe o que quer. Pode pedir um hambúrguer com todos os ingredientes disponíveis ou versões mais leves, escolhendo o que vai levar. “É como adicionar queijo ou tirar o pão”, compara Cristina. Para facilitar, a empresa adotou outra abordagem típica do fast-food – os “combos”. São três combinações prontas: a mais barata custa R$ 6,6 mil por mês; a mais cara, R$ 42,3 mil.

“O mercado adora comprar, mas odeia comprar de maneira errada”, diz a empresária. No portal da Globalweb Cloud, os clientes vão poder comparar preços dos fornecedores e obter orçamentos automáticos, acrescentando e retirando itens até chegar à proposta que considerarem ideal.

A expectativa é que, em dois anos, a Globalweb Cloud atinja um faturamento de R$ 200 milhões. É uma receita expressiva para a Globalweb Corp, que reúne mais cinco empresas de software, serviços e nuvem. Em abril, o grupo encerrou o ano fiscal com faturamento de R$ 280 milhões. No exercício anterior, a receita chegou a R$ 490 milhões. A diferença, segundo a empresa, se deve à venda da Compusoftware, subsidiária de software que foi comprada em janeiro de 2016 pela russa Softline.

A Globalweb Cloud vai contar com um centro de dados localizado em um condomínio erguido em Santana do Parnaíba (SP) pela Odata, controlada pelo grupo Pátria Investimentos. O complexo conta com 12 salas de tecnologia, uma das quais será usada pela Globalweb Cloud. Enquanto a Odata fornece a infraestrutura, como energia e ar-condicionado, cada “condômino” cuida dos serviços a seus próprios clientes. “É como se tivéssemos alugado apartamento em um prédio”, diz a empresária.

Cristina ficou conhecida em 1996, quando mandou um avião sobrevoar Brasília, onde morava à época, com a faixa “Welcome, Bill Gates”. A frase era assinada em nome da TBA, a revendedora de softwares que ela criara quatro anos antes. Foi o estratagema escolhido para chamar a atenção do cofundador da Microsoft, depois que os pedidos para um encontro foram negados. Deu certo. Do prédio do Banco do Brasil, onde participava de uma reunião, Gates viu a faixa e mandou chamar a empresária. Tempos depois, a TBA chegou a ser premiada como a maior revenda de produtos da Microsoft fora dos Estados Unidos.

Em 2002, Cristina formou uma joint venture com o grupo Tata, um dos maiores da Índia, para criar softwares sob medida para empresas no Brasil. A aliança durou cinco anos até a participação da empresária brasileira ser comprada pelos indianos.

A ideia de criar um “shopping” virtual de fornecedores de tecnologia não é nova na Globalweb. Em 2013, a companhia pôs no ar o site Vouclicar.com, com abordagem parecida e foco em empresas de pequeno porte. Em setembro do ano passado, no entanto, Cristina chegou à conclusão de que era hora de mudar. “A conta não fechava”, diz, sobre o descompasso entre investimento e receita. O diagnóstico foi que o valor médio das compras era pequeno demais para sustentar o negócio em longo prazo. “Erramos onde muito outros erraram, em acreditar que a maior parte dos recursos viria da base da pirâmide”, afirma a empresária.

Com a Globalweb Cloud, o plano é expandir a atuação para companhias maiores, com mais capacidade de investimento. A ideia é aproveitar as transformações que essas empresas estão tendo de fazer para reduzir custos, como automatizar processos e investir em robôs de atendimento aos clientes. O site Vouclicar.com continuará em funcionamento. “Sistemas muito novos estão surgindo e vão tomar a dianteira”, diz Cristina. “O mercado já está procurando antecipar qual será a demanda no futuro.”


Matéria Publicada originalmente no Valor Econômico 21 de Setembro de 2017 – Por João Luiz Rosa | De São Paulo – Silvia Zamboni/Valor

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