Destaque, Tecnologia

3 pontos a considerar na hora de escolher um software para PME

Você já parou para se perguntar quais são os pontos que devem ser considerados na hora de escolher um software de gestão para PME? Será que você sabe o que é importante e o que vai fazer a diferença para a sua pequena ou média empresa?

Neste post eu vou ajudá-lo a responder essa pergunta, mostrando algumas características que você deve observar para escolher um bom software. Vamos lá?

1. Entenda a sua empresa

Antes de mais nada, é preciso que você entenda o seu negócio, ou seja, conheça a fundo o setor em que você atua, saiba qual é o tamanho exato da sua empresa e o volume de suas atividades.

Além disso, é necessário também que você compreenda o momento em que você está e aonde pretende chegar. Com base nesses dados, você poderá começar a definir qual é o melhor sistema para a sua organização.

Eu posso afirmar que, com essas informações em mãos, você já tem meio caminho andado, pois elas representam boa parte das características da sua organização.

Assim, será possível definir quais módulos serão necessários e escolher entre as diferentes formas de integração, relatórios e demonstrações que precisarão ser geradas e enviadas ao governo e outros órgãos.

2. Conheça as suas necessidades

Além de conhecer a sua empresa, recomendo que você entenda exatamente quais são as suas necessidades como gestor.

De nada adianta ter em mãos um excelente software com múltiplas funções se você não utilizar esses dados para nada. Portanto, é preciso compreender como funciona o seu cotidiano gerencial.

Comece analisando, por exemplo, se você precisa acompanhar de perto o fluxo de caixa (que é uma ótima ferramenta financeira e de gestão) e de que maneira quer observar os custos da empresa.

Com base nessas informações, fica mais fácil definir qual o tipo de sistema mais adequado e útil às necessidades do seu negócio e às suas demandas como gestor.

3. Saiba mais sobre o software para PME

Uma boa dica que posso dar é pesquisar diferentes softwares e tentar entender o que eles oferecem como diferencial.

Lembre-se de considerar o custo-benefício, mas também leve em conta a praticidade, o suporte e a usabilidade do sistema. É muito importante que ele tenha uma linguagem acessível a todos os seus colaboradores e que seja fácil de operar.

Outro ponto que eu recomendo verificar é o atendimento da empresa desenvolvedora. Essa questão é essencial no caso de alguma dúvida ou se você precisar de suporte.

A segurança dos dados também é uma questão a considerar na escolha do software para PME, já que você quer garantir que os dados de sua empresa estejam sempre seguros e acessíveis.

Neste post, eu mostrei que é preciso conhecer várias características da sua empresa e da sua gestão para optar por um software para PME. Essa é uma decisão muito importante para o futuro da sua organização, portanto siga minhas dicas e escolha com sabedoria!

Se ficou alguma dúvida ou se você quer conhecer soluções tecnológicas para a gestão do seu negócio, que tal entrar em contato conosco?

Read More...

Empresário e Pessoa física

Entenda o pró-labore e a divisão dos lucros

Saiba a diferença entre os dois para fazer a apuração corretamente

Quem era funcionário registrado e optou por abrir sua própria empresa nota que a burocracia é bem maior do que enfrentava anteriormente, em sua posição de colaborador. E numa coisa que muitos esbarram é a diferença entre pró-labore e divisão de lucros.

Uma boa fonte para explicar estes meandros é o Portal Tributário, local onde busquei as informações a seguir.

O que é pró-labore?

O pró-labore é como se fosse um salário, mas ao invés de ser destinado a um funcionário, é pago para um ou mais sócios da empresa por exercerem a função de administradores.

Vou te dar um exemplo: se uma empresa tem dois sócios, pode ser que ambos tenham entrado com o capital, mas que apenas um administre a companhia no dia a dia. Nesse caso, os dois receberão juros ou distribuição de lucros, mas o sócio-administrador precisa receber um pró-labore por seu trabalho mensal. Nada mais justo, né?

Sobre o pró-labore recaem os impostos que também são pagos pelos trabalhadores comuns, como contribuição previdenciária da empresa (20%) e da pessoa física (11%). Também é necessário reter imposto de renda na fonte — nesse caso o cálculo é baseado na tabela progressiva, onde a alíquota máxima é de 27,5%.

Quais são as obrigatoriedades do pró-labore?

Primeiramente, os administradores que receberão um pró-labore devem fazer parte do contrato social da organização, ou seja, devem ser sócios da empresa.

Em relação à contabilidade, o pró-labore deve ser registrado como uma despesa operacional da empresa. Com isso, incidem sobre ele alguns impostos específicos dependendo do regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), podendo chegar a percentuais bastante altos.

Na maioria dos casos, são retidos 11% de INSS. Se a empresa for optante pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, a taxa pode ser mais alta. O mesmo vale se o sócio trabalha em outra empresa, não importando se é como administrador ou empregado. Como você deve ter percebido, tudo deve ser feito em conjunto com um contador de confiança para evitar erros.

Como calcular o pró-labore?

O primeiro passo é estudar o mercado e entender as médias de remuneração, ao mesmo tempo em que se define as responsabilidades do administrador. Também é altamente aconselhável que a empresa estabeleça um valor maior do que o salário dos funcionários, dentro da capacidade do negócio, para evitar suspeitas de sonegação fiscal.

Esse valor deverá ser formalizado através de cláusulas específicas no próprio contrato social da empresa. Caso exista necessidade de alterar o valor de remuneração no futuro, isso só poderá ser feito com o consenso dos sócios ou outra forma de decisão que esteja estabelecida no contrato social. De modo geral, posso dizer que o contrato social é quem manda!

O que é a divisão dos lucros?

Essa modalidade é um pouco mais fácil de entender, que ver? Divisão de lucros é exatamente isso: a partilha do que sobrou da companhia entre seus donos. Por isso, a empresa precisa ter tido resultado positivo.

Quais são as obrigatoriedades da divisão de lucros?

A divisão dos lucros depende de resultados positivos no caixa da empresa. Então, necessariamente, os valores devem ser apurados e demonstrados contabilmente. O lado bom é que, neste caso, não há contribuição previdenciária ou o Imposto de Renda (lucros apurados a partir de 1996), desde que satisfeitas todas as determinações legais.

É importante lembrar que não existe nenhuma lei que torne a distribuição do lucro obrigatória entre os funcionários. Ainda assim, a Lei n° 10.101 regula essa participação dos colaboradores nos resultados da empresa como um instrumento de incentivo à produtividade e integração entre o capital e o trabalho.

Como calcular a divisão de lucros?

A divisão dos lucros normalmente é proporcional à parcela de cotas de cada sócio na constituição do capital social, discriminada no contrato social. Por exemplo, se uma empresa foi constituída com R$ 50 mil de capital social e um sócio investiu R$ 30 mil, ele vai receber 60% do lucro. A periodicidade dessa distribuição também deve ser definida no contrato social.

Entretanto, se os sócios desejarem, poderão estabelecer outra forma de distribuição do lucro líquido no contrato social. A única obrigação é que essa distribuição não seja de 100% para apenas um dos sócios.

Mas afinal, qual dos dois é melhor: pró-labore ou divisão dos lucros?

Você sabe por que tantas empresas optam pela divisão dos lucros?

Muita gente acaba dando preferência para a divisão dos lucros porque ela é livre de impostos. Para não ter que pagar tributos, alguns sócios escolhem receber somente um pró-labore mínimo e a maior parte desse dinheiro junto com a parcela deles do lucro.

Mas não pense que a coisa é assim tão simples. Para lançar o pró-labore na divisão do lucro, a empresa precisa ter uma contabilidade muito bem-feita! Tudo tem que ser comprovado direitinho na escrituração contábil, separando o que é remuneração referente ao trabalho em si e o que diz respeito ao capital social da empresa.

Isso deve ser feito, por exemplo, através de cheques emitidos pela empresa (que é a pessoa jurídica) e depositados em nome do sócio (que é a pessoa física). Sem esquecer que tudo isso só vale se a empresa tiver lucro. Então é preciso ter um DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) muito bem apurado.

Na dúvida, leia este outro artigo que eu escrevi: Como saber se sua empresa está dando lucro?

E o pró-labore?

Apesar de ser mais difícil de entender no primeiro momento, o pró-labore é um pouco mais simples de ser feito, já que é mais parecido com um salário. Além disso, o sócio pode receber pró-labore mesmo que a empresa tenha prejuízo.

Imagine se um sócio depende desse dinheiro para pagar suas contas ou sustentar a família. Ninguém garante que a empresa vai dar lucro absolutamente todos os meses, certo? Pode ser que, nesse caso, o pró-labore seja a melhor opção.

E se a sua contabilidade ainda não estiver 100% organizada, também é melhor fugir da divisão dos lucros, porque você pode acabar se complicando com a Receita. Ninguém gosta de tomar multa, não é mesmo?

Como você viu, as duas opções têm vantagens e desvantagens. Você precisa avaliar qual é a mais compatível com a realidade atual do seu negócio. Assim, ninguém terá problemas e todos sairão satisfeitos.

Espero que tenha ajudado! Se ainda ficou alguma dúvida sobre este assunto, mande pra gente. Toda sexta-feira o #ClicoResponde a uma dúvida. 🙂

Read More...

Empreendedorismo

Saiba quais são as melhores práticas de pequenas empresas de sucesso

Bons exemplos de pequenas empresas que deram certo mesmo durante períodos de crise estão por toda parte. E diante de uma concorrência cada vez mais acirrada, se destaca aquela que consegue entender — e usar — seus erros e acertos para vencer os desafios do caminho. Para que um empreendimento dê certo, não existe receita de bolo ou regras definidas: é preciso ter persistência e um bom planejamento.

Mas para quem está com medo de se entrar no mercado e lançar-se no empreendedorismo, separamos alguns exemplos para mostrar que, com vontade e determinação, é possível superar a crise e vencer mesmo em cenários voláteis. Preparado? Vamos lá!

Brasil Cowboy: gestão eficiente

A empresa Brasil Cowboy, de Campo Grande (MS), foi finalista do MPE Brasil – Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas em 2015, que oferece gratuitamente um diagnóstico de gestão para as participantes. Criada em 2009, a empresa está se destacando no comércio virtual com a venda de botas, roupas e acessórios do estilo country e sertanejo. O negócio já figura entre as pequenas empresas de sucesso no mercado.

Sua gestão eficiente vai desde o acompanhamento de métricas até a escolha de profissionais capacitados para atuarem nas atividades, o que vem rendendo à Brasil Cowboy um crescimento de 30% ao ano.

Atualmente, a empresa conta com dez funcionários escolhidos segundo os critérios do Balanced Scorecard (BSC) — uma das metodologias mais eficientes e eficazes para medir desempenho. Seguindo práticas de gestão bem delineadas no planejamento estratégico, a empresa já conseguiu lançar produtos da própria marca, o que reforça a importância de manter um modelo de gestão com base nos processos e pessoas envolvidas.

Ciao Mao: customização interativa

A marca Ciao Mao, criada pela designer Priscila Callegari, está mostrando que é possível crescer em meio a uma economia abalada. Seguindo o conceito de customização interativa, a ideia é criar sapatos que aliem conforto e charme.

A empresa faz tênis, botas, sapatos, sapatilhas, tudo em couro e em salto baixo. No processo de confecção, o cliente pode participar e dar o toque que deseja à peça, como uma franja, um cadarço ou outros adereços. Isso é o que se chama customização interativa, e vem sendo o diferencial da Ciao Mao.

A produção já chega a 80 pares por mês, que custam, em média, R$ 500 cada. Cada produto tem edição limitada, podendo ser fabricadas, no máximo, 18 unidades de cada par. A empresa aposta em um estilo diferente e na integração total do cliente ao processo, ou seja, um adeus à padronização — o lema da Ciao Mao.

ClearSale: referência em gestão de pessoas

A empresa se destaca no mercado antifraude por meio da disponibilização de um programa completo, com as melhores soluções para que lojas virtuais possam realizar suas operações com segurança. Assim, o cliente pode efetuar o pagamento e não ter nenhum tipo de problema com cartão clonado ou outros tipos de ataques.

Pedro Chiamulera, fundador da ClearSale, investe em três principais estruturas: Inteligência Estatística, Tecnologia e Pessoas, o que permitiu à empresa ser uma das mais especializadas na prevenção de fraudes e no desenvolvimento de modelos estatísticos altamente qualificados. Já o foco da cultura interna do empreendimento é estimular o esforço individual, mas reconhecer que a vitória é coletiva, o que motiva seus colaboradores a buscar um desempenho cada vez melhor.

Os resultados estão vindo rapidamente e hoje a empresa é uma das mais sólidas no mercado em que atua. A ClearSale é um exemplo de empreendimento que busca a ampliação do seu core business e de novos posicionamento da marca. Figurando entre as 150 organizações que são referência em gestão de pessoas no Brasil, segundo a Great Place To Work e a VOCÊ S/A, o destaque está no investimento em um ambiente mais saudável para o colaborador, no aperfeiçoamento dos talentos e no exercício da criatividade.

Gostou do nosso post? Sentiu-se inspirado por essas pequenas empresas de sucesso? Assine nossa newsletter e fique por dentro de mais novidades do nosso blog!

Read More...

Empreendedorismo

Como escolher um software de gestão?

Hoje eu vejo que muitas empresas querem se modernizar e, para isso, buscam um software de gestão. Porém, muitos pontos não são levados em consideração na hora da escolha e isso pode trazer problemas futuros. Para escolher um sistema, seja para gestão de clientes ou de empresas, será preciso fazer algumas análises que visam atender às necessidades da sua empresa.

E quando não se tem domínio total do assunto, é sempre bom contar com o conhecimento de experts, como o Vouclicar.com, que podem te ajudar nesse processo. Vou te dar algumas dicas para que consiga fazer essa escolha da melhor forma possível. Vamos lá?

Escolha um software de gestão fácil de implementar

Quando a empresa adquire um software, não basta instalar e começar a usar. Será preciso configurá-lo de acordo com as necessidades do seu negócio, orientar e treinar os funcionários, entre outros. Dependendo do caso, pode ser bastante difícil e demorado esse processo, por isso, busque por alternativas mais fáceis.

Dê preferência aos que não exigem muitas configurações técnicas e que se adequem à sua equipe. Quanto mais simples, mais fácil também será o gerenciamento.

Saiba do que você precisa

Nada de contratar um software só porque te falaram que é bom! Pense no que a sua empresa realmente precisa e como isso pode ajudar.

Se precisa integrar melhor as informações das áreas e aprimorar o negócio, busque um software de gestão. Já se quer organizar as informações do seu cliente e a comunicação com eles, tenha um software para gestão de clientes.

Faça uma lista com as suas necessidades e busque isso em um sistema. Com base nelas é que a configuração deve ser feita.

Considere a segurança

É muito importante que as suas informações estejam seguras, afinal, ninguém quer que os concorrentes tenham acesso aos seus dados ou de seus clientes. Independentemente de escolher a armazenagem em nuvem ou local, é sempre bom verificar como isso será feito.

Se você optar por armazenagem local, terá que ter servidores próprios e uma equipe especializada. No caso da nuvem, verifique quais são as vantagens e a segurança que terá à disposição — e se compensam.

Mobile é ideal para quem tem equipes em campo

Principalmente para as empresas que têm colaboradores trabalhando em campo, ou seja, fora do escritório, os softwares mobiles podem agilizar os processos. Eu já vi vários funcionários na rua utilizando o celular para mandar informações na hora para a empresa e fazer a integração dos dados.

Se esse é o caso da sua, vale a pena considerar essa opção, pois assim as informações ficam mais atualizadas e precisas.

Pense em como pagar

Esse investimento precisa caber no orçamento da sua empresa, não é? Para isso, pode ser preciso negociar com o fornecedor a melhor forma de pagamento, à vista ou parcelado. Nunca pense em um software de gestão como um custo e sim como um investimento, que trará benefícios para a sua empresa em curto, médio e longo prazo.

Agora que você já sabe como escolher um software de gestão para seu negócio, é só levantar as suas necessidades e tornar a sua empresa mais competitiva!

Para isso, recomendo que você baixe o e-book Como escolher um sistema de gestão ideal para o meu negócio e ficar craque no assunto. Depois me fale o que achou, combinado? Até mais!

Read More...

Finanças e Tributos

Análise de desempenho financeiro é aliada na gestão de sua empresa

Para entender como está seu negócio, é preciso entender o comportamento financeiro dele. Veja algumas dicas

Sei que não dá para exigir muito do empreendedor, que vive atolado com todos os variados tipos de demanda do negócio próprio. Contudo, existe um tipo de análise que deve ser priorizada e que, ao menos comigo, mudou totalmente o modo de pensar a minha empresa e planejar estratégias: a análise de desempenho.

Sabe aquele monte de informação do que entra e do que sai de dinheiro da companhia? Quando vira o mês, ele não deve ser jogado fora mas, sim, utilizado para identificar o comportamento financeiro, se as vendas aumentam ou diminuem e em qual proporção, se os custos estão sob controle ou crescendo demais e, ainda, identificar porque determinado mês foi melhor do que outro.

Apenas olhando o comportamento passado é possível identificar se o presente está indo bem ou se dá sinais de preocupação.
Para isso eu nem entro em detalhes muito técnicos ou conceitos financeiros avançados. E se você não tiver uma ferramenta de gestão que crie esses dashboards para você, o próprio Excel, com um pouco de habilidade de quem o usa, pode ajudar (apesar de ser muito importante que você migre pra uma ferramenta de gestão mais segura, no caso de uma queda de energia ou perda do computador, por exemplo).

Para ilustrar de forma mais fácil de ser entendido, representei aqui abaixo um modelo que costumo usar na minha empresa, e que você também pode fazer na sua:

ITEM JANFEVMARABRMAIJUNJUL
ReceitaR$ 20.000,00R$ 23.000,00R$ 25.000,00R$ 22.000,00R$ 21.000,00R$ 27.000,00R$ 30.000,00
DespesaR$ 5.000,00R$ 5.300,00R$ 5.500,00R$ 8.000,00R$ 6.000,00R$ 6.000,00R$ 6.000,00
ResultadoR$ 15.000,00R$ 17.700,00R$ 19.500,00R$ 14.000,00R$ 15.000,00R$ 21.000,00R$ 24.000,00

Avaliando os números, eu consigo correlacionar os dados básicos, de quanto entrou e quanto saiu, com o que ocorreu na companhia. Em abril, por exemplo, eu demiti meu gerente (o que elevou meus custos com rescisão contratual e impactou diretamente em meu faturamento que vinha crescendo, em abril e maio). Em junho, chegou meu novo gerente, mais caro (veja que a média de despesa era de R$ 5 mil e agora é de R$ 6mil), mas, em compensação, o faturamento aumentou.

gráfico de análise de desempenho para empresas

gráfico de análise de desempenho para empresas

Abaixo, você vê que consigo analisar o ritmo de crescimento percentual de um mês para o outro:

ITEM JANFEVMARABRMAIJUNJUL
ResultadoR$ 15.000,00R$ 17.700,00R$ 19.500,00R$ 14.000,00R$ 15.000,00R$ 21.000,00R$ 24.000,00
Variação Percentual18,00%10,17%-28,21%7,14%40,00%14,29%
gráfico demonstrativo do crescimento da empresa

gráfico demonstrativo do crescimento da empresa

Estes são apenas alguns exemplos de como é possível fazer a leitura das finanças da sua empresa. Quando falamos de números, as opções de avaliação e correlação são inúmeras.

Por que é importante?

As finanças são um reflexo do que acontece no seu negócio. Com mais informações em mãos, melhor fica sua habilidade gerencial!

 

Read More...

Finanças e Tributos

A importância do contador para sua empresa

Já falei bastante aqui no blog sobre a importância do contador para qualquer empreendimento, afinal, quando uma empresa sai do papel e entra no mercado, as coisas começam a se complicar bastante e esse profissional tem papel fundamental para que tudo funciona da melhor forma.

Basta que comecem as burocracias, as papeladas, as dificuldades e tudo aquilo que não foi imaginado quando a ideia estava linda, leve e solta na mente criativa do futuro empresário para que a presença de um especialista em contabilidade seja mais do que desejada!

No artigo de hoje eu vou falar um pouco mais sobre o que o contador faz, os tributos que ele calcula e as diferentes áreas onde ele pode atuar! Vamos começar?

Primeiro passo: objetivos básicos

Um importante passo neste processo é a escolha do profissional para cuidar da gestão contábil da sua empresa. Fui atrás, mais uma vez, do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP) para entender melhor a importância do contador e qual o objetivo deste profissional (mais uma vez, porque vocês se lembram do post Imposto de Renda 2014: o que o empresário precisa saber?). E a resposta é direta: é papel do contabilista entender da legislação fiscal, trabalhista, tributária e previdenciária. “Sem o parecer dele, é impossível, no Brasil, ter uma gestão eficiente dos negócios”, segundo Cibele Costa, que é diretora administrativa da Organização Contábil Francisca de Paula e especialista em controladoria e gestão estratégica de negócios.

Quais são as áreas onde ele pode atuar?

A importância do contador é enorme. Entre outras atividades, é ele que deve, antes de você abrir sua empresa, ajudá-lo a identificar qual o melhor regime tributário para a atividade que a sua companhia for exercer. Ele também pode lhe ajudar com os cuidados que você deve ter com a gestão de sua conta corrente corporativa, dar dicas de planejamento tributário e cuidar da emissão de notas fiscais e, em alguns casos, até mesmo do pagamento de impostos. Além disso, esse profissional pode atuar em diversas outras áreas:

Gestão

Depois de contribuir para os processos de abertura da empresa, ele também pode atuar na área de gestão — e isso vai desde a elaboração dos contratos de trabalho e reunião de toda a documentação necessária. Posteriormente, é esse profissional que ficará responsável por fazer o fechamento da folha de pagamento, contabilizando também faltas e horas extras.

Quando pensamos na parte financeira, ele precisa estar por dentro das movimentações: contas, fluxo de caixa, empréstimos e investimentos. É o contador também que produz as demonstrações financeiras obrigatórias, além de calcular e emitir as guias de tributos a serem pagos.

Auditoria Contábil

Ele também pode atuar na área da auditoria, verificando as informações que estão contidas nos registros contábeis dos empreendimentos, tais como balanço patrimonial, fluxo de caixa, entre outros. Isso evita irregularidades e ajuda a combater fraudes.

Atuária

Podemos entender a atuária como a ciência que ajuda a calcular os riscos e contribui para elaborar planos de seguros (calculando premiações e indenizações através de probabilidade), de previdência (calculando fundos e produzindo relatórios de avaliação) e capitalização (pesquisando e gerenciando fundos de investimento, atuando como uma espécie de consultor financeiro).

Perícia Contábil

O contador que trabalha na área de perícia contábil atua oferecendo opiniões técnicas buscando a solução de casos judiciais (indicado pelo juiz) e extrajudiciais (contratado por uma das partes). Ele é o profissional que vai elaborar um laudo pericial com provas, buscando solucionar o problema.

Controladoria

O contador que trabalha na área de controladoria auxilia os administradores em suas decisões, oferecendo informações de controle financeiro, fiscal e até de performance, baseados nos planos do empreendimento. Ele ajuda a definir padrões de controle, apontando a existência de algum desvio não planejado e, então, sugere possíveis caminhos e soluções aos gestores do negócio.

Quais tributos o contador calcula?

Uma das funções mais importantes do contador é o cálculo de tributos. Num país altamente burocrático como o Brasil, esse papel é fundamental para evitar multas e juros exorbitantes, que podem minar o fluxo de caixa e levar o empreendimento à bancarrota. Além do Imposto de Renda (IR), ele calculará outros tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (o famoso IPI), o INSS (Imposto Nacional do Seguro Social), o PIS (Programa de Integração Social), o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o IOS (Imposto sobre Operações Financeiras/Seguros), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), entre outros.

Questões legal

O Código Civil de 2003 trouxe diversas determinações relevantes para a atividade do profissional de contabilidade — e também mais responsabilidades para este papel. Desde o início deste ano, o contabilista passou de escrivão para corresponsável por qualquer erro enviado ao Fisco. Desde esta determinação, o artigo 1.179 determina também que “o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de Contabilidade e levantar, anualmente, o Balanço Patrimonial”.

A contabilidade é algo muito sério. Pode parecer trivial e não estratégico, mas isso é um total engano. Um dos exemplos envolve o regime tributário que foi escolhido para atividade de sua empresa: não é permitido exercer atividades ou vender serviços que estejam fora do escopo de registro, o que é chamado de “objeto social”.

Segundo o site Portal da Contabilidade, outros dois artigos ainda influenciam a atividade deste profissional:

“Os artigos 1.180 e 1.181 do novo Código Civil brasileiro determinam a obrigatoriedade da autenticação do Livro Diário no órgão de registro competente.

No Diário, serão lançadas, com individualização, clareza e caracterização do documento respectivo, todas as operações relativas ao exercício da empresa. O Balanço Patrimonial deverá ser lançado no Diário e firmado pelo empresário e pelo responsável pela Contabilidade (contador ou técnico em contabilidade legalmente habilitado) (artigo 1.184).

Portanto, a partir do novo Código, não existe mais dúvida sobre a obrigatoriedade de todos os empresários e as sociedades empresárias manterem sua escrituração contábil regular, especialmente em atendimento ao que estabelece o artigo 1.078, quanto à prestação de contas e deliberação sobre o balanço patrimonial e a demonstração de resultado, cuja ata deverá atender ao que prevê o artigo 1.075, para ser arquivada e averbada na Junta Comercial. ”

Com esse artigo mais completo, eu tentei mostrar a importância do contador e as formas como ele pode e deve atuar. Esse profissional é essencial, especialmente em um país tão burocrático quanto o Brasil. Por isso, muita atenção na hora de escolher o seu: ele pode ser determinante para o seu sucesso!

 

Read More...