Empreendedorismo

Dicas simples para montar um Plano de Negócios

Quando eu era pequeno, lembro que minha avó dizia que meu avô era do tipo que “soltava os cachorros e depois tentava colocar a coleira”. Eu nunca entendi isso muito bem, até porque eles tinham gatos em casa, e nenhum cão.

Depois que virei empreendedor, porém, entendi exatamente o que este dito popular significava — e notei como ele era parecido com o que todos nós que abrimos o próprio negócio fazemos, mesmo sem perceber. “Soltar os cachorros e depois prender” significa ir fazendo as coisas e depois tentar remediar, no caso de haver algum problema. É não perder a oportunidade e ir rápido em direção ao objetivo.

Apesar de o perfil empreendedor ser marcado também pela ousadia, hoje em dia a concorrência é muito grande e o “colocar a coleira depois”, ou remediar um problema só quando ele aparecer pode ser fatal para a empresa. Não podemos nos esquecer de que o índice de mortalidade precoce das empresas brasileiras — aquelas que fecham as portas no primeiro ano de vida — gira em torno de 16%. Isso é muita coisa!

Existe um aliado muito interessante neste processo: o Plano de Negócios. Nele, basicamente, você insere as informações de onde sua companhia está, aonde você quer que ela chegue e como será o trabalho para obter este resultado. É o norte de todas as suas atividades.

Já fiz um post explicando como tirar a empresa do papel, você se lembra? O de hoje, então, é um passo anterior: como colocar a sua empresa no papel. No Plano de Negócios deve estar contido tudo o que for referente à sua companhia. Veja mais sobre o assunto no artigo de hoje e entenda como montar o seu Plano de Negócios!

O que é o negócio?

Responda a algumas questões básicas sobre o ramo de negócios de sua empresa:

  • Qual foi a oportunidade de mercado que você visualizou?
  • Quais dores de seu público-alvo serão atendidas?
  • Qual é o segmento de atuação e diferenciais de sua empresa?

Para exemplificar, cito a definição de uma amiga que pretendia abrir uma loja de lingerie. Ela definiu assim o seu negócio: “Loja varejista de lingerie especializada em tamanhos grandes, com atendimento focado em mulheres de 30 a 50 anos que querem valorizar seu corpo sem necessariamente destacar sua silhueta ou suas curvas”. Ficou bem claro, não é mesmo?

Qual é o montante de capital a ser investido?

O montante de capital a ser investido é o resultado de dois cálculos. O primeiro é o dos valores utilizados para o início das atividades da empresa. Nele, é importante listar todos os itens que serão comprados ou os valores utilizados antes mesmo de seu negócio começar a atender ao público.

O segundo cálculo é o do capital de giro para manter sua empresa funcionando entre 6 meses e 1 ano, mesmo que ela não tenha um bom faturamento no início de sua existência.

Muitos empreendedores conseguem pensar no primeiro cálculo e iniciam suas atividades sem prever que os primeiros meses são os mais difíceis para a empresa, pois ela não tem clientes fidelizados, não é conhecida no mercado e os gastos com publicidade e promoções são maiores que o retorno trazido.

Um exemplo disso é o caso de três amigos meus que investiram mais de R$ 200 mil em um negócio inovador de vassouras ecológicas que custavam 20% a mais que as tradicionais, mas que duravam até 3 vezes mais. Por falta de capital de giro para a manutenção da empresa, precisaram encerrar as operações no 4º mês de existência da empresa.

Detalhe: venderam o maquinário pela metade do preço para um empresário que, 6 meses depois, tinha recuperado 200% do valor pago para eles. Ou seja, o negócio tinha grande chance de dar certo, mas eles não planejaram corretamente o montante de capital a ser investido.

Quais são os principais produtos e/ou serviços?

Quase todos os empreendedores começam seu plano de negócio por aqui, o que é um erro! Sua empresa, seus produtos ou serviços existem para suprir uma necessidade, solucionar um problema ou alavancar uma oportunidade que as pessoas vislumbram. Nenhum produto tem um fim em si mesmo.

Em outras palavras, ninguém compra uma roupa pelo simples fato de ela ser bonita, mas sua motivação pode ser o status social que a roupa traz, a necessidade de se vestir, uma questão de estilo de vida — como é o caso das roupas esportivas — ou por entenderem que o preço está abaixo do que seria justo para adquirir aquela roupa.

Então, antes de definir quais são os produtos ou serviços que sua empresa oferecerá, determine quais são as necessidades que eles atenderão e quais serão as motivações das pessoas para comprá-los.

Qual é o faturamento mensal estimado?

O faturamento é a soma total das vendas (quantidade de unidades vendidas multiplicada pelos valores dos produtos) que sua empresa realizará baseada no estudo de público-alvo que será atingido por ela.

No caso da minha amiga, sua loja ficava em um bairro de classe média, onde as estatísticas apontavam que a maioria da população eram mulheres de 30 a 50 anos que estavam com sobrepeso, ou seja, ela tinha um bom mercado para explorar.

Qual é o perfil dos principais clientes?

Esse é o principal item de sua pesquisa e dele derivam todos os outros. Se você não pesquisar bem as características do público-alvo, correrá sérios riscos de oferecer o produto errado, para as pessoas que não se interessam por ele.

Aqui é importante considerar a fixa etária do público-alvo, o grau de instrução, a religião, os hábitos em geral, a classe social, a renda mensal média, os lugares que ele frequenta, os gostos artísticos (muito importante saber disso para determinar a identidade visual de sua empresa, loja e embalagens de produtos), entre outros fatores.

Onde será localizada a empresa?

Do estudo do público-alvo nasce a melhor localização de sua empresa, pois seus hábitos podem indicar que sua empresa deveria ficar próxima a um local que as pessoas já frequentam, assim diminuiria a necessidade de sua divulgação. Por exemplo: uma loja de artigos religiosos deveria ficar próxima ao templo que as pessoas daquela religião frequentam, você não acha?

Quanto é o lucro estimado?

Descontadas todas as despesas com a manutenção do negócio (aluguel, água, luz, telefone, funcionários, impostos, reposição de estoque, entre outros), quanto de dinheiro sobre no final do mês? Este é o lucro estimado de sua futura empresa.

Em quanto tempo espera que o capital investido retorne?

O retorno sobre o investimento (ROI) é o indicador que mede a quantidade de tempo necessária para que o lucro da empresa possa cobrir o investimento inicial. Ou seja, durante algum tempo, o empresário estará trabalhando para recuperar o capital que investiu ao abrir o negócio.

No caso da fábrica de vassouras ecológicas, esse seria o momento em que os lucros já cobririam todos os valores usados na operação cotidiana da loja e ainda devolveriam os R$ 200 mil usados para a abertura da empresa.

É importante perceber que, até este momento, o empreendedor está com uma relação deficitária com sua empresa, pois ela não aumentou suas riquezas de forma real, somente a partir do momento que ela retorna o valor que foi investido é que o empresário começa a ter lucros. Por isso, torna-se indispensável a mudança de paradigma, isto é, um planejamento mais eficaz, focado em grandes resultados. É isso que eu vou mostrar a seguir. Acompanhe.

Conheça o Plano de Negócios

Este é o Plano de Negócios básico, mas existem ainda outros pontos muito importantes:

  • Quantidade de sócios e descritivos das atividades e atribuições de cada um deles;
  • Missão da empresa (se você tem uma loja de doces, a missão será, por exemplo, satisfazer o cliente através da produção de receitas saborosas, em um ambiente limpo e agradável);
  • Plano de marketing: como você vai fazer para que sua empresa seja conhecida (divulgação de anúncios, comerciais, etc.);
  • Regime tributário: qual será o regime tributário de sua empresa? Para isso, você precisará da ajuda de um contador;
  • Fonte de recursos dos investimentos;
  • Estudo de concorrentes: onde estão os principais concorrentes? Como eles cobram e qual é o diferencial do negócio deles?
  • Preço dos produtos: como ele será calculado, levando em consideração custos operacionais e margem de lucro?
  • Número de funcionários necessários para cumprir as funções do processo operacional total.

Estes são apenas alguns pontos dos processos. A base de tudo é entender qual a viabilidade financeira de sua empresa e como você vai fazer para chegar ao tão sonhado empreendimento rentável e equilibrado.

Flexibilidade na montagem do Plano de Negócios

Talvez você seja muito orgulhoso quando investe no seu próprio negócio, não ouvindo muito o que o mercado, aquela pesquisa, os clientes e os resultados estão lhe dizendo — ou, quer dizer, gritando a você. O que aprendi muito nessa vida é que ser flexível é uma das “ferramentas” — ou se você quiser chamar de qualidade — mais promissoras que temos em nossa personalidade.

O motivo é quase que banal: quando temos a capacidade de escutar ou de enxergar o que está à nossa frente, sabendo analisar o que está dando errado e o que está dando certo, conseguimos nos adaptar aos ambientes e realizar mudanças que visem o lucro e o sucesso do empreendimento.

Mesmo que você tenha muito apreço por determinada ideia, na hora de montar o plano de negócios você precisa estar preparado para ser flexível, porque irá levantar dados, tabelas e relatórios que irão dizer, por meio de estatísticas e pesquisas, se o projeto é viável ou não. É nessa hora que a flexibilidade ajuda, porque você pode encontrar uma forma de se adequar diante da dificuldade.

Acompanhamento do Plano de Negócios

Como estamos vendo, sem dúvida, montar um plano de negócios é um processo difícil e cheio de pormenores. Contudo, há um detalhe ao qual poucos empreendedores ficam atentos: a necessidade não apenas de implementar um Plano de Negócios, mas também de acompanhá-lo para verificar o andamento das mais variadas etapas.

Esse esquecimento se deve a diversos fatores como, por exemplo, a ansiedade de tirar a empresa do papel ou o estresse com outros assuntos. O fato é o seguinte: ao acompanhar todo o plano, a chance de errar se torna inexistente, uma vez que você saberá em que arriscar, o quanto investir e estimar se aquela estratégia dará certo em determinado momento.

Coloque o plano de negócios em prática e lembre-se de que sempre será necessário ficar de olho em qualquer mudança brusca nos resultados ou insatisfação dos clientes, para não perder dinheiro e não ter que arcar com as consequências mais sérias, como dívidas e reclamações. Por isso, observe os resultados e mantenha um monitoramento mais próximo e constante.

Lide com imprevistos

Em um plano de negócios, o que não falta são os imprevistos. Afinal, como lidar com eles? Então, venho aqui para lhes dizer que os acasos são o que deixam o sucesso ainda mais instigante.

Vocês podem até fazer uma analogia com a palavra desafio. Os imprevistos chegam para testar se você é capaz ou não de ultrapassar um obstáculo! E, para isso, você pode muito bem se apoiar ao marketing para dar a volta por cima e criar manobras rumo ao sucesso.

E então? O que você achou dessas dicas simples para montar um Plano de Negócios eficiente? Bem, agora que você já sabe como montar um, quem sabe você não vira um dos empreendedores que ficam milionários com menos de 30 anos? Mãos à obra!

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Tecnologia

Qual a diferença entre ERP e CRM?

O Guia Empreendedor é primo do Vouclicar.com – empresa que vende aplicativos de gestão em cloud computing para pequenos e médios negócios. Tenho bastante contato com a turma de vendas do site, o que gera um intercâmbio bem legal.

Eles me retornam as principais dúvidas dos clientes sobre as soluções e tecnologia em geral. Uma delas achei bem relevante e gostaria de compartilhar aqui com vocês: o que é ERP e qual a diferença entre ERP e CRM?

Vou começar pelo começo, explicando cada um individualmente. A resposta vai ficar bem clara depois disso.

ERP
O Enterprise Resource Planning (ERP) é o software de gestão mais básico de uma empresa. Ele é usado para garantir o controle financeiro, fiscal e contábil da organização.

O ERP integra informações sobre pagamento de despesas e recebimento de receitas, levando em conta o custo de tributo de cada uma das operações. Esse tipo de software é literalmente a base para a gestão de uma companhia.

CRM
Já o CRM, (do inglês Costumer Relationship Management ou Gestão do Relacionamento com o Cliente) é um sistema usado por empresas para cuidar de sua base de consumidores.

O CRM é vendido como software (no modelo de licença ou no modelo de software as a service/cloud computing). O principal objetivo desse sistema é assegurar e proteger as informações comerciais da empresa, ao mesmo tempo em que ajuda a identificar os melhores planos de ação e alternativas para aumentar as vendas, gerenciar metas e avaliar os vendedores.

Então, o ERP é o controle financeiro e gestão da empresa de uma forma completa, enquanto o CRM é o controle dos clientes e, por consequência, das vendas.

Agora você pode estar pensando: “Ok, Clico, entendi. Mas quais são os benefícios que cada um deles pode trazer para a minha empresa no dia a dia?” Por isso vou destacar as vantagens principais de cada um.

O ERP ajuda a:

• Reduzir os custos com TI, mão de obra, desperdícios, erros e retrabalhos;
• Reduzir os prazos de entrega, pois aumenta a produtividade;
• Facilitar a gestão do estoque e a compra e venda de mercadorias (você que é empresário sabe a importância disso);
• Melhorar a gestão tributária, evitando multas e diminuindo a dependência de contadores.

O CRM ajuda a:

• Reduzir gastos com papel;
• Reduzir o tempo gasto para procurar informações e documentos;
• Facilitar o treinamento da equipe através do software;
• Aumentar as vendas, pois permite passar mais tempo vendendo e menos tempo organizando informações.

Acho que agora ficou ainda mais claro, né? Talvez você até já tenha decidido qual dois dois sistemas deve ser implantado imediatamente na sua empresa. O próximo passo é saber como você pode fazer essa implantação. E fique tranquilo: isso vale para todos os tamanhos de organizações.

Implantação do sistema

Tenho visto por aí que essa etapa provoca dor de cabeça em alguns gestores, pois envolve mudanças organizacionais, alterando algumas tarefas e responsabilidades da equipe.

Nessa hora o fator humano é fundamental: chame seus colaboradores para participar da implantação. Peça sugestões de contribuição, até porque eles sabem o que pode ser melhorado. Ninguém deve ficar de fora!

Outro ponto importante é a escolha do fornecedor e do software (até já escrevi um post sobre isso). Opte por uma empresa experiente e que esteja à disposição para trabalhar em parceria, dando suporte e adaptando tudo para as suas necessidades. Junto com esse parceiro, você deverá decidir como a implantação será feita. Vocês terão que escolher se todos os módulos vão entrar em funcionamento juntos – em todos os departamentos da empresa – ou se a implementação será em etapas, pouco a pouco.

Qual é a hora certa para implementar um ERP?

Se você está se perguntando isso, saiba que é uma ótima questão. Basicamente, qualquer empresa que esteja sentindo dificuldades na organização de arquivos e fluxo das informações pode estar precisando de um ERP. E se você não tem certeza se está com as finanças 100%, vou te falar: nesse caso você precisa de um ERP para ontem!

Imagine descobrir só daqui a alguns meses que você estava operando no prejuízo e nem sabia. Isso pode acontecer se o seu fluxo de caixa não estiver rigorosamente organizado. O lado bom é um ERP ajuda a deixar tudo infinitamente mais fácil de controlar.

Mas como estou aqui para ajudar, me sinto na obrigação de dar um conselho: é melhor prevenir do que remediar. Nada substitui uma gestão da informação integrada e estruturada, independente do tamanho da empresa. Gerenciar uma empresa sem o uso de um ERP é mais ou menos como praticar um esporte com os olhos vendados.

E quando devo implementar um CRM?

O CRM é importante principalmente para quem trabalha com vendas, seja de produtos ou serviços. Se você depende de fechar novos contratos todos os meses, ir atrás de clientes, apresentar propostas e fazer acompanhamento, pode ter certeza que o CRM é para você.

Além disso, um sistema CRM pode ser muito útil no pós-venda, porque ele te ajuda a estar sempre em contato com o cliente, dando atenção e prestando suporte nos momentos certos. Assim a satisfação aumenta, facilitando a recomendação para outras pessoas que também podem se tornar clientes.

Eu diria que o ERP é mais urgente, mas o CRM pode fazer uma diferença absurda no seu processo de vendas. Então se você está sentindo que poderia usar melhor os recursos que já tem, não custa nada estudar essa possibilidade.

No fim das contas, quanto antes sua empresa puder contar com esse apoio da tecnologia, melhor. O trabalho do dia a dia é puxado para todos, e ter ferramentas que otimizam os recursos investidos é muito recompensador para toda a equipe. Mais do que nunca, esse é o momento em que o mercado está dando espaço para quem trabalha de forma inteligente.

Consegui te ajudar? Não deixe de conferir os links de outros posts relacionados aqui do lado, no “Saiba mais”. E se sobrou alguma dúvida, comente este post.

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Empresário e Pessoa física

Entenda o pró-labore e a divisão dos lucros

Saiba a diferença entre os dois para fazer a apuração corretamente

Quem era funcionário registrado e optou por abrir sua própria empresa nota que a burocracia é bem maior do que enfrentava anteriormente, em sua posição de colaborador. E numa coisa que muitos esbarram é a diferença entre pró-labore e divisão de lucros.

Uma boa fonte para explicar estes meandros é o Portal Tributário, local onde busquei as informações a seguir.

O que é pró-labore?

O pró-labore é como se fosse um salário, mas ao invés de ser destinado a um funcionário, é pago para um ou mais sócios da empresa por exercerem a função de administradores.

Vou te dar um exemplo: se uma empresa tem dois sócios, pode ser que ambos tenham entrado com o capital, mas que apenas um administre a companhia no dia a dia. Nesse caso, os dois receberão juros ou distribuição de lucros, mas o sócio-administrador precisa receber um pró-labore por seu trabalho mensal. Nada mais justo, né?

Sobre o pró-labore recaem os impostos que também são pagos pelos trabalhadores comuns, como contribuição previdenciária da empresa (20%) e da pessoa física (11%). Também é necessário reter imposto de renda na fonte — nesse caso o cálculo é baseado na tabela progressiva, onde a alíquota máxima é de 27,5%.

Quais são as obrigatoriedades do pró-labore?

Primeiramente, os administradores que receberão um pró-labore devem fazer parte do contrato social da organização, ou seja, devem ser sócios da empresa.

Em relação à contabilidade, o pró-labore deve ser registrado como uma despesa operacional da empresa. Com isso, incidem sobre ele alguns impostos específicos dependendo do regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), podendo chegar a percentuais bastante altos.

Na maioria dos casos, são retidos 11% de INSS. Se a empresa for optante pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, a taxa pode ser mais alta. O mesmo vale se o sócio trabalha em outra empresa, não importando se é como administrador ou empregado. Como você deve ter percebido, tudo deve ser feito em conjunto com um contador de confiança para evitar erros.

Como calcular o pró-labore?

O primeiro passo é estudar o mercado e entender as médias de remuneração, ao mesmo tempo em que se define as responsabilidades do administrador. Também é altamente aconselhável que a empresa estabeleça um valor maior do que o salário dos funcionários, dentro da capacidade do negócio, para evitar suspeitas de sonegação fiscal.

Esse valor deverá ser formalizado através de cláusulas específicas no próprio contrato social da empresa. Caso exista necessidade de alterar o valor de remuneração no futuro, isso só poderá ser feito com o consenso dos sócios ou outra forma de decisão que esteja estabelecida no contrato social. De modo geral, posso dizer que o contrato social é quem manda!

O que é a divisão dos lucros?

Essa modalidade é um pouco mais fácil de entender, que ver? Divisão de lucros é exatamente isso: a partilha do que sobrou da companhia entre seus donos. Por isso, a empresa precisa ter tido resultado positivo.

Quais são as obrigatoriedades da divisão de lucros?

A divisão dos lucros depende de resultados positivos no caixa da empresa. Então, necessariamente, os valores devem ser apurados e demonstrados contabilmente. O lado bom é que, neste caso, não há contribuição previdenciária ou o Imposto de Renda (lucros apurados a partir de 1996), desde que satisfeitas todas as determinações legais.

É importante lembrar que não existe nenhuma lei que torne a distribuição do lucro obrigatória entre os funcionários. Ainda assim, a Lei n° 10.101 regula essa participação dos colaboradores nos resultados da empresa como um instrumento de incentivo à produtividade e integração entre o capital e o trabalho.

Como calcular a divisão de lucros?

A divisão dos lucros normalmente é proporcional à parcela de cotas de cada sócio na constituição do capital social, discriminada no contrato social. Por exemplo, se uma empresa foi constituída com R$ 50 mil de capital social e um sócio investiu R$ 30 mil, ele vai receber 60% do lucro. A periodicidade dessa distribuição também deve ser definida no contrato social.

Entretanto, se os sócios desejarem, poderão estabelecer outra forma de distribuição do lucro líquido no contrato social. A única obrigação é que essa distribuição não seja de 100% para apenas um dos sócios.

Mas afinal, qual dos dois é melhor: pró-labore ou divisão dos lucros?

Você sabe por que tantas empresas optam pela divisão dos lucros?

Muita gente acaba dando preferência para a divisão dos lucros porque ela é livre de impostos. Para não ter que pagar tributos, alguns sócios escolhem receber somente um pró-labore mínimo e a maior parte desse dinheiro junto com a parcela deles do lucro.

Mas não pense que a coisa é assim tão simples. Para lançar o pró-labore na divisão do lucro, a empresa precisa ter uma contabilidade muito bem-feita! Tudo tem que ser comprovado direitinho na escrituração contábil, separando o que é remuneração referente ao trabalho em si e o que diz respeito ao capital social da empresa.

Isso deve ser feito, por exemplo, através de cheques emitidos pela empresa (que é a pessoa jurídica) e depositados em nome do sócio (que é a pessoa física). Sem esquecer que tudo isso só vale se a empresa tiver lucro. Então é preciso ter um DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) muito bem apurado.

Na dúvida, leia este outro artigo que eu escrevi: Como saber se sua empresa está dando lucro?

E o pró-labore?

Apesar de ser mais difícil de entender no primeiro momento, o pró-labore é um pouco mais simples de ser feito, já que é mais parecido com um salário. Além disso, o sócio pode receber pró-labore mesmo que a empresa tenha prejuízo.

Imagine se um sócio depende desse dinheiro para pagar suas contas ou sustentar a família. Ninguém garante que a empresa vai dar lucro absolutamente todos os meses, certo? Pode ser que, nesse caso, o pró-labore seja a melhor opção.

E se a sua contabilidade ainda não estiver 100% organizada, também é melhor fugir da divisão dos lucros, porque você pode acabar se complicando com a Receita. Ninguém gosta de tomar multa, não é mesmo?

Como você viu, as duas opções têm vantagens e desvantagens. Você precisa avaliar qual é a mais compatível com a realidade atual do seu negócio. Assim, ninguém terá problemas e todos sairão satisfeitos.

Espero que tenha ajudado! Se ainda ficou alguma dúvida sobre este assunto, mande pra gente. Toda sexta-feira o #ClicoResponde a uma dúvida. 🙂

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Comunicação

10 dicas para montar seu cartão de visitas

Logo que você inicia uma nova empresa, mil compromissos e ocupações aparecem. Organizar as contas, contratar funcionários, acionar os fornecedores e por aí vai. Entre essas tarefas, uma das mais importantes é mostrar sua empresa para os possíveis clientes, criar canais de comunicação e tornar o contato fácil — e isso vale para  qualquer tipo de empreendimento, independentemente da área!

Com o boom do universo digital, grande parte das empresas investem em canais de comunicação online, mas elas se esquecem de que um bom e velho aperto de mão pode ser a melhor das soluções em muitos casos. E junto com o aperto de mão, nada melhor do que um cartão de visitas elegante, bonito e bem feito. Para isso eu separei 10 dicas valiosas para você montar o seu cartão de visitas! Preparado? Vamos lá!

1. Crie um layout bacana

Como eu disse, o cartão precisa ser bonito, não é legal fazer uma coisa qualquer. Por isso, é importante contar com profissionais para criar o layout do seu cartão de visitas. Designers estudam pontos importantes para a composição da arte, desde cores até tipografia e formatos. Esse estudo faz toda a diferença na criação do seu cartão e ajuda a passar a mensagem certa sobre o seu negócio. Eu não estou dizendo que você não pode fazer um excelente trabalho por conta própria ou através de outras alternativas, mas contar com um profissional é sempre bom!

2. Use formatos padronizados

Existe uma norma, a ISO 7810, que define três formatos básicos para cartões de visitas. Faça um dentro dos padrões, assim você evita que seu cartão fique “sobrando” dentro da carteleira do seu cliente ou que não possa ser escaneado por estar em um formato inadequado.

3. Imprima em boas gráfica

Nada de comprar um papel mais bonitinho e fazer a impressão em sua casa. O serviço de impressão realmente não é caro e existem muitos sites nos quais você submete o arquivo do modelo para posteriormente receber os cartões impressos. Além disso, gráficas especializadas possuem o tipo correto de papel, corte e máquinas de impressão que vão garantir a qualidade do seu cartão. Imagine cortar formatos diferenciados à mão, em casa? Eu prefiro não arriscar!

4. Tipos de informações

O objetivo principal de um cartão de visitas é você ser encontrado com facilidade. Por isso, é importantíssimo que ele venha com o seu nome, marca da empresa (se você tiver uma — se não tiver, crie uma o mais rápido possível!), telefone principal, telefone adicional (se puder, deixar um número de celular é bem simpático, porque mostra disponibilidade), endereço comercial e do site na web, além, claro, do e-mail.

As redes sociais são muito importantes atualmente. Uma nova curtida no Facebook é mais um cliente acompanhando o conteúdo que a sua empresa gera, ou mais um visitante que pode se tornar um cliente e realizar uma compra. Insira as redes sociais em que a sua empresa se encontra juntamente com as informações de contato. Afinal, elas também são uma forma de contactar a sua empresa. Se você ainda não tem redes sociais para o seu negócio, crie agora! Eu criei as constas da minha empresa logo que a gente começou, não dá pra perder tempo.

5. Uma cara 3.0

Com o mundo digital cada vez mais presente em nosso dia a dia, que tal colocar um QR Code em seu cartão de visitas com as informações sobre o seu site, por exemplo? Fica simpático e moderno. Aproveite as interações entre smartphones e websites para tornar o seu cartão de visitas ainda mais útil.

6. Menos é mais

Eu sei, todo mundo já teve aquela vontade de colocar milhares de informações em um cartão para que o seu cliente consiga achá-lo de toda maneira. Eu também já passei por isso. Mas menos sempre é mais! Se você anda apenas com o seu celular, qual a necessidade de colocar 4 telefones diferentes? Você também não precisa colocar o e-mail de todas as pessoas do seu setor, nem criar um cartão com 4 cores diferentes. Mantenha o básico!

7. Use a frente e o verso

Cartões de visitas não são flyers, eles tem o tamanho reduzido e você precisa aproveitá-lo bem. Isso inclui utilizar os dois lados! A frente e o verso são seus aliados, um pode apresentar a sua marca e a sua empresa, enquanto o outro contém as informações mais importantes para chegar até você. Pense bem nessa divisão e leve isso em conta ao ter as primeiras ideias de layout.

8. As cores são o segredo

A teoria das cores mostra que cada cor invoca algum tipo de ação, reação ou sentimento. O cartão de visitas pode ser uma forma de incentivar isso nos seus clientes. Obedecendo o manual de identidade visual da sua empresa, trabalhe cores no seu cartão de visitas que vão provocar as ações desejadas no seu cliente e passar a mensagem certa sobre o seu negócio.

9. Inove sem esquecer para que ele serve

Cartões modernos possuem vários formatos interessantes. Cortes diferentes nas bordas, QR codes, transparência e por aí vai. Mas a única coisa que você não pode esquecer é a sua função básica. O cartão de visitas ainda precisa apresentar a sua empresa e deixar à mão as informações de contato necessárias para o seu cliente.

10. Ele precisa caber na carteira

Os layouts padrão ajudam (e muito) na hora de decidir o formato do seu cartão de visitas, mas muitas vezes você pode querer fazer algo diferente e ir por outro caminho. Agora, imagine um cartão excepcional criado para o seu negócio, mas que não pode ser guardado em uma carteira? Bom, eu não me lembraria desse cartão, simplesmente porque não teria formas práticas de guardá-lo, provavelmente o esqueceria no bolso.

Os cartões de visita são importantes para apresentar um negócio e ser achado facilmente por seus clientes (ou possíveis clientes). Montar um bom cartão não é tão difícil, mas um bom planejamento garante um trabalho excelente! Siga minhas dicas e me conte como ficou o seu cartão de visitas! Aproveite para deixar suas dúvidas e sugestões nos comentários, até mais!

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Finanças e Tributos

A importância do contador para sua empresa

Já falei bastante aqui no blog sobre a importância do contador para qualquer empreendimento, afinal, quando uma empresa sai do papel e entra no mercado, as coisas começam a se complicar bastante e esse profissional tem papel fundamental para que tudo funciona da melhor forma.

Basta que comecem as burocracias, as papeladas, as dificuldades e tudo aquilo que não foi imaginado quando a ideia estava linda, leve e solta na mente criativa do futuro empresário para que a presença de um especialista em contabilidade seja mais do que desejada!

No artigo de hoje eu vou falar um pouco mais sobre o que o contador faz, os tributos que ele calcula e as diferentes áreas onde ele pode atuar! Vamos começar?

Primeiro passo: objetivos básicos

Um importante passo neste processo é a escolha do profissional para cuidar da gestão contábil da sua empresa. Fui atrás, mais uma vez, do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP) para entender melhor a importância do contador e qual o objetivo deste profissional (mais uma vez, porque vocês se lembram do post Imposto de Renda 2014: o que o empresário precisa saber?). E a resposta é direta: é papel do contabilista entender da legislação fiscal, trabalhista, tributária e previdenciária. “Sem o parecer dele, é impossível, no Brasil, ter uma gestão eficiente dos negócios”, segundo Cibele Costa, que é diretora administrativa da Organização Contábil Francisca de Paula e especialista em controladoria e gestão estratégica de negócios.

Quais são as áreas onde ele pode atuar?

A importância do contador é enorme. Entre outras atividades, é ele que deve, antes de você abrir sua empresa, ajudá-lo a identificar qual o melhor regime tributário para a atividade que a sua companhia for exercer. Ele também pode lhe ajudar com os cuidados que você deve ter com a gestão de sua conta corrente corporativa, dar dicas de planejamento tributário e cuidar da emissão de notas fiscais e, em alguns casos, até mesmo do pagamento de impostos. Além disso, esse profissional pode atuar em diversas outras áreas:

Gestão

Depois de contribuir para os processos de abertura da empresa, ele também pode atuar na área de gestão — e isso vai desde a elaboração dos contratos de trabalho e reunião de toda a documentação necessária. Posteriormente, é esse profissional que ficará responsável por fazer o fechamento da folha de pagamento, contabilizando também faltas e horas extras.

Quando pensamos na parte financeira, ele precisa estar por dentro das movimentações: contas, fluxo de caixa, empréstimos e investimentos. É o contador também que produz as demonstrações financeiras obrigatórias, além de calcular e emitir as guias de tributos a serem pagos.

Auditoria Contábil

Ele também pode atuar na área da auditoria, verificando as informações que estão contidas nos registros contábeis dos empreendimentos, tais como balanço patrimonial, fluxo de caixa, entre outros. Isso evita irregularidades e ajuda a combater fraudes.

Atuária

Podemos entender a atuária como a ciência que ajuda a calcular os riscos e contribui para elaborar planos de seguros (calculando premiações e indenizações através de probabilidade), de previdência (calculando fundos e produzindo relatórios de avaliação) e capitalização (pesquisando e gerenciando fundos de investimento, atuando como uma espécie de consultor financeiro).

Perícia Contábil

O contador que trabalha na área de perícia contábil atua oferecendo opiniões técnicas buscando a solução de casos judiciais (indicado pelo juiz) e extrajudiciais (contratado por uma das partes). Ele é o profissional que vai elaborar um laudo pericial com provas, buscando solucionar o problema.

Controladoria

O contador que trabalha na área de controladoria auxilia os administradores em suas decisões, oferecendo informações de controle financeiro, fiscal e até de performance, baseados nos planos do empreendimento. Ele ajuda a definir padrões de controle, apontando a existência de algum desvio não planejado e, então, sugere possíveis caminhos e soluções aos gestores do negócio.

Quais tributos o contador calcula?

Uma das funções mais importantes do contador é o cálculo de tributos. Num país altamente burocrático como o Brasil, esse papel é fundamental para evitar multas e juros exorbitantes, que podem minar o fluxo de caixa e levar o empreendimento à bancarrota. Além do Imposto de Renda (IR), ele calculará outros tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (o famoso IPI), o INSS (Imposto Nacional do Seguro Social), o PIS (Programa de Integração Social), o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o IOS (Imposto sobre Operações Financeiras/Seguros), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), entre outros.

Questões legal

O Código Civil de 2003 trouxe diversas determinações relevantes para a atividade do profissional de contabilidade — e também mais responsabilidades para este papel. Desde o início deste ano, o contabilista passou de escrivão para corresponsável por qualquer erro enviado ao Fisco. Desde esta determinação, o artigo 1.179 determina também que “o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de Contabilidade e levantar, anualmente, o Balanço Patrimonial”.

A contabilidade é algo muito sério. Pode parecer trivial e não estratégico, mas isso é um total engano. Um dos exemplos envolve o regime tributário que foi escolhido para atividade de sua empresa: não é permitido exercer atividades ou vender serviços que estejam fora do escopo de registro, o que é chamado de “objeto social”.

Segundo o site Portal da Contabilidade, outros dois artigos ainda influenciam a atividade deste profissional:

“Os artigos 1.180 e 1.181 do novo Código Civil brasileiro determinam a obrigatoriedade da autenticação do Livro Diário no órgão de registro competente.

No Diário, serão lançadas, com individualização, clareza e caracterização do documento respectivo, todas as operações relativas ao exercício da empresa. O Balanço Patrimonial deverá ser lançado no Diário e firmado pelo empresário e pelo responsável pela Contabilidade (contador ou técnico em contabilidade legalmente habilitado) (artigo 1.184).

Portanto, a partir do novo Código, não existe mais dúvida sobre a obrigatoriedade de todos os empresários e as sociedades empresárias manterem sua escrituração contábil regular, especialmente em atendimento ao que estabelece o artigo 1.078, quanto à prestação de contas e deliberação sobre o balanço patrimonial e a demonstração de resultado, cuja ata deverá atender ao que prevê o artigo 1.075, para ser arquivada e averbada na Junta Comercial. ”

Com esse artigo mais completo, eu tentei mostrar a importância do contador e as formas como ele pode e deve atuar. Esse profissional é essencial, especialmente em um país tão burocrático quanto o Brasil. Por isso, muita atenção na hora de escolher o seu: ele pode ser determinante para o seu sucesso!

 

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Comunicação

Como deve ser a primeira estratégia de marketing de uma empresa?

Vejo por aí muita gente achando que distribuir uns panfletos e dar uns cartões é o suficiente para conquistar os primeiros clientes da empresa e ter sucesso. Eu me canso de dizer: “pessoal, vocês estão subestimando o poder de uma boa estratégia de marketing”. Mas, por incrível que pareça, eles continuam não me ouvindo e inventando gambiarras pra conseguir divulgar suas novas empresas.

Estava pensando nisso esta manhã e resolvi escrever esse post contando o que eu fiz para montar a primeira estratégia de marketing da minha empresa e gerar as primeiras vendas. São passos básicos e essenciais para qualquer empresa que está querendo se destacar no mercado e com certeza você vai conseguir implementá-los na sua. Preparado? Então vamos lá!

Nunca ignore a importância do planejamento

Você já deve ter lido meu post sobre o Plano de Negócios. Lá eu mostrei como ele é essencial para começar qualquer empresa. Pois bem, no marketing, ter um planejamento também é essencial para conseguir tirar sua estratégia do papel. Quando eu comecei a empreender, jamais teria conseguido ter sucesso com as ações de divulgação da minha empresa sem um Plano de Marketing para me guiar. Sem ele era bem capaz de eu ter saído atirando para todos os lados, gastando muito dinheiro com um monte de propagandas para conseguir poucos cliente.

Esse passo é essencial para servir como base para todas as suas estratégias, no presente e no futuro. Ele vai te ajudar a definir exatamente o que deve ser feito, quando e como. Assim, fica muito mais fácil começar a se divulgar para o mercado. E o melhor: ele serve para qualquer tipo de empresa, das maiores até as menores.

Defina quem é a sua marca

Imagine se você saísse por aí falando sobre si mesmo para um monte de pessoas sem nem saber direito quem você é. Parece sem noção, não é? Provavelmente você não saberia muito bem o que falar, cada pessoa te veria de um jeito diferente e no final tudo daria errado. Pois é assim que sua empresa vai parecer se ela não definir uma identidade antes de começar a se divulgar para o mundo.

Quando eu falo de identidade, falo exatamente de definir quem é a sua empresa. Quais são suas características? O que faz ela ser única? Quais são os diferenciais dos seus produtos e serviços? Imagina o quanto é mais fácil falar sobre si mesmo depois de responder essas perguntas. Você será capaz de apresentar adequadamente a empresa para outras pessoas e irá convencê-las muito mais facilmente a fechar um negócio.

Conheça seu público a fundo

O Clico não é bobo não! Quando coloquei em prática minha primeira ação de marketing, queria saber exatamente com quem eu iria falar pra não sair jogando coisas ao vento. E posso te dizer que tive sucesso por causa disso. Você também pode fazer isso também, basta se preocupar em conhecer seu público.

Seu público não pode ser “todo mundo”, porque não é todo mundo que vai querer comprar seu produto (se você tem uma fórmula pra conseguir vender pra todo tipo de pessoa, me avisa). Por isso é importante definir com mais precisão quem é o tipo de pessoa que tem mais chances de se interessar pelo que sua empresa oferece. É nelas que sua estratégia de marketing deverá focar.

Determine objetivos para sua empresa

E por último, mas não menos importante, ter metas é indispensável para qualquer negócio. Quando tinha acabado de abrir minha empresa, eu tinha o objetivo de conseguir um certo número de clientes no final do primeiro ano (não vou contar quantos para não te assustar). Posso até não ter conseguido, mas pode ter certeza que o que me fez chegar quase lá foi ter foco na meta. Com ela em mente, eu buscava entender o que precisava ser feito para alcançá-la, onde era melhor divulgar minha empresa, o quanto eu teria que gastar para conquistar novos clientes e tudo mais. Afinal, não tem como seguir um caminho sem saber onde se quer chegar, seja no marketing, nos negócios ou na vida.

Espero que as minhas dicas tenham te ajudado a entender melhor tudo que sua primeira estratégia de marketing precisa para ter sucesso. Lembre-se que estou aqui para te auxiliar em qualquer dúvida ou problema que você tenha. É só deixar um comentário que logo te respondo!

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