Finanças e Tributos

Modelos de tributação e impostos para empresas

Um dos momentos mais complicados para o empreendedor é definir o regime de tributação e impostos que a empresa vai ser inserida. Saiba como escolher.
Um dos momentos mais complicados para o empreendedor é definir o regime de tributação e impostos que a empresa vai ser inserida. Saiba como escolher.

Conheça as quatro formas previstas na legislação tributária e decida a melhor com o seu contador

O processo de formalização de uma empresa no Brasil é bem complexo. E um dos momentos mais complicados para o empreendedor é definir o regime de tributação que a companhia vai ser inserida.

Em primeiro lugar, é importante salientar que qualquer decisão dessas deve ser tomada junto a um contador. Ele conhece as normas fiscais e tributárias e poderá lhe auxiliar neste processo.

São quatro formas previstas na legislação tributária para recolher os tributos: lucro real, lucro presumindo, simples nacional e lucro arbitrado. Aqui vale um pouco da sua atenção para uma explicação adicional: o simples nacional abrange, ainda, o regime do Microempreendedor Individual (MEI), do qual falaremos lá na frente. Outro detalhe importante: o lucro arbitrado não é aplicado com muita frequência no País, por isso, manteremos os foco apenas nos quatro citados.

Lucro Real

O lucro real é obrigatório para algumas empresas, porque está diretamente ligado ao faturamento anual e às atividades econômicas. O pagamento do imposto de renda e da contribuição social (CSLL) é feito sobre o lucro líquido apurado no balanço patrimonial, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação tributária. O percentual do imposto de renda é de 15%, acrescido de mais 10% a R$ 20 mil por mês sobre o lucro excedente. Já a contribuição social é de 9%. As contribuições para o PIS (Programa de Integração Social) e para a Cofins (Financiamento da Seguridade Social) são tributados pelo regime não cumulativo, ou seja, aplica-se o percentual sobre o faturamento da empresa e toma-se o crédito sobre as entradas permitidas na legislação.

Lucro Presumido

É possível fazer a opção por este regime atribuindo um lucro tributável com base em um percentual sobre o faturamento, sendo de 8% para as atividades comercias e industriais, de 32% ou, excepcionalmente, de 16% para as atividades de serviços. O pagamento do IR e da CSLL é feito sobre o lucro líquido apurado. . O percentual do imposto de renda é de 15%, acrescido de mais 10% a R$ 20 mil por mês sobre o lucro excedente. Já a contribuição social é de 9%. As contribuições para o PIS (Programa de Integração Social) e para a Cofins (Financiamento da Seguridade Social) são tributados pelo regime cumulativo, ou seja, aplica-se o percentual sobre o faturamento da empresa.

Simples Nacional

Neste caso, o pagamento dos tributos é feito de forma unificada. Neste balaio já entram encargos previdenciários, normalmente arcados pelo empresário separadamente.

Microempreendedor individual (MEI)

Criado em 2008, serve para ajudar pessoas que trabalham por conta própria a legalizarem suas atividades. Quem escolhe se formalizar pelo MEI tem o limite de faturamento de R$ 60 mil ao ano e fica dentro do Simples Nacional (regime de tributação que deixa isento de tributos federais, como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). O custo mensal com o governo é de R$ 37,20, para comércio e indústria, R$ 41,20, para prestação de serviços, e R$ 42,20 para comércio e serviços. O próprio site do MEI explica que este valor que você paga é destinado à Previdência Social e ao ICMS (no caso de venda de produto) ou ao ISS (no caso de serviço). Desta forma, você recebe benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, etc.

Ajudou? Se tiver dúvidas, comente este post com sua pergunta. Toda sexta-feira, o #ClicoResponde a uma questão.

 

Tem uma pergunta? o #ClicoResponde

You Might Also Like

  • André Marques

    Bom pretendo abrir uma transportadora, que é uma prestadora de serviço, pretende trabalhar com agregados, posso me inscrever no MEI?