Empresário e Pessoa física

Como gerir a bonificação de seus funcionários?

A motivação de funcionários é um desafio constante para as empresas. Tanto a produtividade quanto o bem-estar coletivo dependem largamente desse fator. Nesse sentido, a bonificação é uma ferramenta que abrange essas duas dimensões, de forma que gera uma expectativa positiva para o colaborador e representa uma recompensa concreta.

Quando se trata de gerir essas bonificações de funcionários, existem aspectos importantes a serem levados em conta, os quais devem ser profundamente conhecidos pelos gestores, evitando, assim, erros que possam atrapalhar a estratégia e desperdiçar recursos.

Pensando nisso, separei alguns pontos essenciais que te ajudarão a compreender como gerir a bonificação de seus funcionários. Veja a seguir:

Analisando os aspectos legais da bonificação

As relações trabalhistas no Brasil são reguladas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) cujas normas se estendem ao âmbito individual e coletivo das relações no trabalho.

A bonificação é prevista na CLT, pelo nome de gratificação, como sendo uma premiação além do salário do colaborador, utilizado para demonstrar reconhecimento pelo esforço do mesmo.

Ela pode ser concedida por vontade do empregador ou ajustada entre empregador e funcionário nos termos da lei. Alguns aspectos podem ser destacados:

  • A CLT não estipula um limite específico a ser pago;
  • O valor é integrado às demais verbas trabalhistas, desde que seja concedido com continuidade, sendo fortalecido pela frequência apenas;
  • Um acontecimento isolado não integra as verbas trabalhistas;
  • Pode ser classificada quanto à periodicidade, ao valor e à fonte de obrigação.

Potencializando seu valor motivacional na empresa

A forma pela qual uma ação será implementada na empresa poderá definir o seu efeito sobre os colaboradores. Muitas vezes, mudanças positivas, quando divulgadas de maneira errada (ou não divulgadas, apenas aplicadas), geram um efeito negativo na equipe, fazendo com que os gestores fiquem sem entender o porquê.

O que ocorre é que toda mudança com potencial de motivar necessita de um planejamento anterior à sua aplicação. Tudo que parece imposto de cima para baixo, falando em nível  hierárquico, traz desconfiança. Nesse sentido, estratégias de comunicação interna são essenciais para esclarecer os objetivos da ação, possibilitar feedback dos funcionários e potencializar seu valor.

Criando programas de bonificação eficientes

Um programa de bonificação eficiente deve ser planejado e estruturado a fim de atingir objetivos claramente definidos, seja o aumento da produtividade (definida por índices) ou a motivação de colaboradores para reverter um possível clima organizacional desfavorável (também mensurado por um diagnóstico organizacional).

Nesse sentido, é preciso estar atendo a pontos específicos que constituem as etapas de planejamento e estruturação do programa:

  1. O motivo da bonificação;
  2. Relação entre desempenho e bonificação;
  3. Definição de metas e parâmetros;
  4. Estratégias de comunicação.

Toda ação em gestão deve estar alinhada com a missão da empresa, os valores e as estratégias de negócios. Se a empresa obtém seu lucro a partir da força de vendas, o programa de bonificação deve estar relacionado a esse setor. Metas e investimento devem ser definidas segundo as possibilidades de retorno calculadas da força de vendas.

Uma empresa que sabe onde quer chegar tem maior capacidade de criar programas de sucesso. Agora entenda a importância de definir a visão da sua empresa, confira 5 motivos para fazer isso agora!

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O que é recuperação judicial? Ela pode garantir a vida de um negócio!

Já falei aqui sobre alguns erros de gestão cometidos por pequenos empreendedores e que podem ser fatais para seu negócio. No entanto, independentemente do tamanho, todas as empresas passam por momentos de dificuldade. Hoje em dia, existem instrumentos legais que podem te ajudar nesses períodos de crise e maior aperto. Em vez de simplesmente fechar sua empresa, que tal experimentar a recuperação judicial? Confira mais informações:

O que é a recuperação judicial? Quando solicitar?

Para evitar a falência de uma empresa, o direito permite que seus sócios requeiram a um juiz sua recuperação judicial. Em vez de fechar as portas de vez, essa é uma tentativa de reorganizar dívidas e pagamentos. As atividades continuam, assim como as relações de trabalho e também as dívidas dos credores. Afinal, tudo que você empreendedor quer é o sucesso do negócio, não é mesmo? E essa ferramenta pode ser usada por qualquer empresa, independentemente de tamanho e área de atuação. Encerrar as atividades por completo é mesmo a última opção!

Como ela funciona?

Mas então você deve estar se perguntando o que muda durante a recuperação judicial! Depois de realizado o pedido de recuperação ao juiz explicando a situação financeira da empresa e do despacho que a autoriza, é preciso apresentar um plano em até 60 dias. Os pagamentos de dívidas em aberto podem ser suspensos até que esse plano seja apresentado e aceito pelos credores. Calma, vou explicar melhor como esse plano funciona! O que você precisa saber neste momento é que os credores da empresa terão a possibilidade de contestá-lo, ou até mesmo chegar a um acordo sobre sua forma de pagamento.

Quais são as principais vantagens desse recurso para as empresas?

Existem diversas vantagens relacionadas à recuperação judicial. Primeiro, é importante lembrar que ela oferece uma chance para que você sobreviva a períodos de crise sem ter que fechar as portas. Para seus credores, isso também é uma vantagem, já que eles terão uma oportunidade de receber seu pagamento, ainda que não tenham uma garantia. Melhor ter a chance de receber, do que um calote, não é mesmo?

Antigamente, se a empresa não tinha como arcar com suas dívidas, os credores sem garantia ficavam completamente desamparados. Além disso, todo o processo de recuperação é supervisionado por um administrador judicial e pelo juiz, que analisam de forma transparente e minuciosa as finanças, a contabilidade, os planos de negócio e outros aspectos essenciais para a vida da empresa. Ou seja, as chances de recuperação são grandes!

O que deve constar em um plano de recuperação?

O plano de recuperação contém as condições de pagamento e funcionamento da empresa durante o período programado para a empresa sair dessa crise. É feito um plano de negócios, uma projeção de redução de custos (venda de bens, diminuição de certas áreas, redução de atividades, etc.), novos parcelamentos (ou até mesmo redução) de algumas dívidas, além de analisar a disponibilidade de fluxo de caixa para o pleno exercício das atividades empresariais.

Se o plano de recuperação não for cumprido à risca, aí sim é decretada a falência da empresa. Nesse caso, o empreendedor é afastado de suas atividades e os bens da empresa servem para quitar o restante das dívidas existentes.

O que achou dessas informações? Ainda tem alguma dúvida sobre a recuperação judicial? Deixe aqui seu comentário! Participe!

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As 8 melhores raças de cachorro para quem trabalha muito

Você trabalha muito, fica fora de casa a maior parte do dia, mas ama cachorros e gostaria muito de ter um de estimação? Eu sei que os cães são animais bastante sociáveis e gostam de atenção e companhia, mas andei pesquisando e descobri que algumas raças de cachorro têm um temperamento que permite que eles fiquem tranquilos mesmo estando sozinhos por um bom tempo. Fiz uma lista das melhores raças de cachorros e divido agora com você. Confira!

#1 Akita

Um cão de grande porte, o Akita é bastante corajoso e independente, por isso, não tem tantos problemas em ficar sozinho. Sendo bem treinado, é um cão doméstico educado e tranquilo, muito devoto a proteger os membros da casa. Porém, ele precisa de exercícios mentais e físicos diariamente, além de uma área segura para correr.

#2 Basset Hound

O Basset tem porte médio e é muito calmo, até mesmo preguiçoso. É independente e não gosta muito de colo, por isso, não sente tanto a ausência do dono por um período. Mas isso não significa que ele não precise de atenção quando o dono está em casa. Caminhadas diárias também são importantes para essa raça, tanto pela companhia quanto por sua tendência à obesidade.

#3 Chow Chow

Extremamente fofo, o Chow Chow é discreto e pouco expressivo, além de independente, podendo ficar sozinho por algumas horas. Quando estiver com ele, é importante fazer atividades ao ar livre, pela manhã ou no fim da tarde.

#4 Lhasa apso

Essa raça é muito tranquila e independente, ou seja, pode passar várias horas do dia descansando. O Lhasa apso se adaptam a pequenos espaços, como em apartamentos. Mesmo podendo ficar bastante tempo sozinhos, eles são apegados aos donos e precisam de atenção.

#5 Schnauzer

O cão dessa raça é muito inteligente e possui certa independência, o que facilita para que ele fique bem enquanto sozinho. Apesar disso, o Schnauzer é bastante carinhoso e brincalhão, então quando tem o dono por perto, quer brincadeira e dedicação.

#6 Shar Pei

Muito autoconfiante, reservado e pouco expressivo, o Shar Pei é bem independente e não terá problemas em se ver sozinho durante um tempo. Embora não goste de estar sempre ao ar livre, é importante estimulá-lo por meio de exercícios físicos diariamente, como por um passeio ou com brincadeiras.

#7 Shih Tzu

De pequeno porte, o Shih Tzu é um cãozinho muito bonito e dócil. É bastante tranquilo e lida bem com a solidão, passando boa parte do dia aguardando seu dono sem muita ansiedade. Porém, esse cachorro é muito apegado, carinhoso e adora colo, por isso, ao chegar em casa, certamente ele te cobrará atenção e chamego.

#8 West Highlander Terrier

O cachorro dessa raça é calmo e independente, podendo ficar sozinho por um tempo sem problemas. Contudo, como tem muita energia para gastar e é bem brincalhão, é importante passear com ele diariamente.

É essencial lembrar que essas características podem variar de uma raça para outra e que o mais importante é trabalhar o comportamento e equilíbrio do seu animal de estimação.

E então, sabendo sobre essas raças de cachorro ficou mais fácil escolher um companheiro? Já tem experiência com algum desses animais e quer compartilhar comigo? Deixe o seu comentário!

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5 dicas simples que fazem toda diferença na gestão de pessoas

Muito tem se falado a respeito dos benefícios e do potencial que um verdadeiro líder pode alcançar com sua equipe. Isso acontece quando se mantém uma gestão diferenciada, tendo o time como foco. Nesse sentido, conseguir aumentar a produtividade do setor sem precisar aumentar a folha de pagamento é um dos principais objetivos — e, ao mesmo tempo, um grande desafio.

A seguir, vou listar algumas dicas que podem fazer toda a diferença na gestão de pessoas em sua empresa. Continue a leitura e saiba quais são elas!

Saiba ouvir

De forma geral, esse é certamente um dos maiores desafios atuais das pessoas. Muitos querem ser ouvidos, mas poucos são verdadeiramente capazes de ouvir os outros. E não falo apenas de sentar e escutar o que as pessoas têm a dizer, mas no sentido pleno de prestar atenção e realmente compreender as necessidades dos outros.

Quando um líder consegue ouvir o que seus colaboradores têm a dizer, ele pode acabar percebendo situações que vão muito além das palavras — e, até mesmo, identificar problemas que não são expostos abertamente. Além de melhorar a gestão de pessoas, isso ajuda a lidar melhor com a equipe!

Ofereça maior autonomia

Uma estrutura engessada, que limita as funções dos colaboradores, costuma ser bem desmotivante. Além disso, ela interfere na produtividade — com o excesso de burocracia, há a necessidade, por exemplo, de aguardar permissão para determinadas ações.

Quando o gestor oferece um pouco mais de autonomia para sua equipe, delega tarefas importantes e permite que certos assuntos sejam resolvidos sem interferência, a relação de confiança aumenta. Isso faz com que os colaboradores se sintam mais importantes e mais motivados com o trabalho.

Seja transparente

Esclarecer as situações que a empresa atravessa de forma verdadeira também é outro ponto que influencia positivamente na gestão de pessoas. Ao ser transparente, o gestor transmite maior confiança e faz com que seu time se sinta parte da empresa. Dessa forma, cada um toma conhecimento sobre a importância do seu trabalho e a quais resultados ele pode levar.

Ofereça feedbacks positivos

Muitos gestores acabam chamando seus colaboradores para uma conversa apenas quando têm algum ponto negativo para tratar. Pontuar as falhas é importante para que elas possam ser corrigidas — porém, quando se fala somente do lado negativo, corre-se o risco de fazer com que as pessoas se sintam desmotivadas, como se nenhum trabalho fosse o suficiente para se destacar e trazer bons resultados.

Nesse ponto, para fazer a diferença, lembre-se: elogie seus colaboradores em público e corrija em particular. Nada de chamar a atenção na frente de outras pessoas!

Planeje as reuniões

Acredito que ninguém gosta de reuniões. Normalmente elas demoram mais do que o necessário, perdem o foco, comprometem a produtividade e, em alguns casos, acabam não resolvendo coisa alguma! Por isso, quando o gestor planeja as reuniões, é objetivo e segue a pauta, os funcionários se sentem mais confortáveis. Por mais simples que pareça, mesmo essas atitudes podem fazer diferença.

Para transformar a gestão de pessoas e conseguir colaboradores mais engajados e com um melhor desempenho, é necessário investir na formação de bons líderes — e que esses gestores estejam cientes de que devem trabalhar junto com sua equipe, em vez de fazê-la trabalhar para ele.

E então, gostou das minhas dicas de gestão de pessoas? Para melhorar ainda mais nesse departamento, confira também o post que preparei sobre os 5 erros de gestão de pessoas que a sua empresa não pode cometer!

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Aprenda a calcular horas trabalhadas de uma vez por todas

Um dia desses, eu estava conversando com um amigo que acabou de abrir uma empresa e surgiu uma dúvida: como o empregador deve calcular as horas trabalhadas? Fiz uma pesquisa rápida pela internet e encontrei muitos sites que explicavam o cálculo de forma complexa e que indicavam programas para fazer as contas automaticamente. Mas para quem está começando, é difícil investir em softwares avançados ou contratar empresas especializadas.

Acredito que, assim como meu amigo, muitos empreendedores têm esta dúvida. Pensando nisso, vou falar um pouco sobre a jornada de trabalho, os diferentes tipos e como calcular horas trabalhadas para cada uma delas. Se você é um novo empresário ou tem curiosidade sobre o assunto, vem comigo!

O que é jornada de trabalho?

É o tempo que o empregado fica à disposição do empregador. De acordo com a Constituição, o limite máximo da jornada de trabalho é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Isso significa que o empregado poderá trabalhar, até o limite da lei, durante 6 ou 8 horas por dia, ou até menos, tudo de acordo com o combinado entre as duas partes na contratação.

Todas as horas trabalhadas além desse limite, antes e depois do expediente e nos finais de semana e feriados, são consideradas horas extras.

Como calcular horas trabalhadas?

Para fazer o cálculo da jornada de trabalho regular, você precisa saber qual é a sua carga horária de trabalho semanal e o valor da sua remuneração. Pelo que pesquisei, geralmente é considerado para o cálculo da hora de trabalho o mês composto por 5 semanas.

Então, se a jornada de trabalho na sua empresa é de 44 horas semanais, de segunda a sábado, até 8 horas diárias, temos um total de 220 horas por mês (44 horas por semana x 5 semanas por mês = 220 horas mensais). Vamos supor que o salário do seu empregado, nesse caso, é de R$ 2.000,00. Dividimos o salário mensal por 220 e temos o valor do salário-hora que, nesse exemplo, é de R$ 9,09.

Outro exemplo: se a jornada for de 36 horas, o divisor da remuneração será 180 (36 horas por semana x 5 semanas por mês = 180 horas mensais). Nesse caso, é só dividir o salário por 180 para obter o valor do salário-hora. Para um salário de R$ 1.500,00, por exemplo, o salário-hora será R$ 8,33.

Como calcular o valor da hora extra?

Já falamos um pouco sobre a hora extra aqui no blog. Para efetuar o cálculo, o seu valor deverá ser 50% superior ao valor da hora normal. Nos exemplos acima, teremos:

  • Para o salário de R$ 9,09 a hora, o valor da hora extra seria R$ 13,64.
  • Para o salário de R$ 8,33 a hora, o valor da hora extra seria R$ 12,50.

Estabelecido o valor do salário-hora para a hora extra, é só multiplicar pela quantidade de horas extras realizadas no mês.

Para as horas complementares realizadas nos finais de semana e feriados, o valor da hora extra deverá ser 100% superior ao valor da hora normal trabalhada. Assim, você precisará dobrar o valor do salário-hora para calcular o valor da hora extra realizada nesses dias.

E no caso da jornada de trabalho noturna?

A hora trabalhada no período noturno é calculada de forma diferente daquela trabalhada durante o dia — já explicamos todos os detalhes sobre o período de trabalho noturno.

Para calculá-la, você precisa ter em mente que a hora noturna não tem 60 minutos, mas 52 minutos e 30 segundos. É importante lembrar também que o valor da hora extra noturna deve ser 50% superior ao valor da hora de trabalho normal. Assim, o valor do salário deverá ser dividido pela quantidade de horas normais realizadas e o resultado somado de 50% do valor da hora de trabalho normal.

Viu como é possível fazer o cálculo das horas trabalhadas? Seguindo as dicas acima, você mesmo poderá calcular o salário final de seus funcionários, sem maiores complicações. E para mais informações como essas, assine a newsletter e fique por dentro de tudo o que rola no mundo do empreendedorismo!

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Entenda o pró-labore e a divisão dos lucros

Saiba a diferença entre os dois para fazer a apuração corretamente

Quem era funcionário registrado e optou por abrir sua própria empresa nota que a burocracia é bem maior do que enfrentava anteriormente, em sua posição de colaborador. E numa coisa que muitos esbarram é a diferença entre pró-labore e divisão de lucros.

Uma boa fonte para explicar estes meandros é o Portal Tributário, local onde busquei as informações a seguir.

O que é pró-labore?

O pró-labore é como se fosse um salário, mas ao invés de ser destinado a um funcionário, é pago para um ou mais sócios da empresa por exercerem a função de administradores.

Vou te dar um exemplo: se uma empresa tem dois sócios, pode ser que ambos tenham entrado com o capital, mas que apenas um administre a companhia no dia a dia. Nesse caso, os dois receberão juros ou distribuição de lucros, mas o sócio-administrador precisa receber um pró-labore por seu trabalho mensal. Nada mais justo, né?

Sobre o pró-labore recaem os impostos que também são pagos pelos trabalhadores comuns, como contribuição previdenciária da empresa (20%) e da pessoa física (11%). Também é necessário reter imposto de renda na fonte — nesse caso o cálculo é baseado na tabela progressiva, onde a alíquota máxima é de 27,5%.

Quais são as obrigatoriedades do pró-labore?

Primeiramente, os administradores que receberão um pró-labore devem fazer parte do contrato social da organização, ou seja, devem ser sócios da empresa.

Em relação à contabilidade, o pró-labore deve ser registrado como uma despesa operacional da empresa. Com isso, incidem sobre ele alguns impostos específicos dependendo do regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), podendo chegar a percentuais bastante altos.

Na maioria dos casos, são retidos 11% de INSS. Se a empresa for optante pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, a taxa pode ser mais alta. O mesmo vale se o sócio trabalha em outra empresa, não importando se é como administrador ou empregado. Como você deve ter percebido, tudo deve ser feito em conjunto com um contador de confiança para evitar erros.

Como calcular o pró-labore?

O primeiro passo é estudar o mercado e entender as médias de remuneração, ao mesmo tempo em que se define as responsabilidades do administrador. Também é altamente aconselhável que a empresa estabeleça um valor maior do que o salário dos funcionários, dentro da capacidade do negócio, para evitar suspeitas de sonegação fiscal.

Esse valor deverá ser formalizado através de cláusulas específicas no próprio contrato social da empresa. Caso exista necessidade de alterar o valor de remuneração no futuro, isso só poderá ser feito com o consenso dos sócios ou outra forma de decisão que esteja estabelecida no contrato social. De modo geral, posso dizer que o contrato social é quem manda!

O que é a divisão dos lucros?

Essa modalidade é um pouco mais fácil de entender, que ver? Divisão de lucros é exatamente isso: a partilha do que sobrou da companhia entre seus donos. Por isso, a empresa precisa ter tido resultado positivo.

Quais são as obrigatoriedades da divisão de lucros?

A divisão dos lucros depende de resultados positivos no caixa da empresa. Então, necessariamente, os valores devem ser apurados e demonstrados contabilmente. O lado bom é que, neste caso, não há contribuição previdenciária ou o Imposto de Renda (lucros apurados a partir de 1996), desde que satisfeitas todas as determinações legais.

É importante lembrar que não existe nenhuma lei que torne a distribuição do lucro obrigatória entre os funcionários. Ainda assim, a Lei n° 10.101 regula essa participação dos colaboradores nos resultados da empresa como um instrumento de incentivo à produtividade e integração entre o capital e o trabalho.

Como calcular a divisão de lucros?

A divisão dos lucros normalmente é proporcional à parcela de cotas de cada sócio na constituição do capital social, discriminada no contrato social. Por exemplo, se uma empresa foi constituída com R$ 50 mil de capital social e um sócio investiu R$ 30 mil, ele vai receber 60% do lucro. A periodicidade dessa distribuição também deve ser definida no contrato social.

Entretanto, se os sócios desejarem, poderão estabelecer outra forma de distribuição do lucro líquido no contrato social. A única obrigação é que essa distribuição não seja de 100% para apenas um dos sócios.

Mas afinal, qual dos dois é melhor: pró-labore ou divisão dos lucros?

Você sabe por que tantas empresas optam pela divisão dos lucros?

Muita gente acaba dando preferência para a divisão dos lucros porque ela é livre de impostos. Para não ter que pagar tributos, alguns sócios escolhem receber somente um pró-labore mínimo e a maior parte desse dinheiro junto com a parcela deles do lucro.

Mas não pense que a coisa é assim tão simples. Para lançar o pró-labore na divisão do lucro, a empresa precisa ter uma contabilidade muito bem-feita! Tudo tem que ser comprovado direitinho na escrituração contábil, separando o que é remuneração referente ao trabalho em si e o que diz respeito ao capital social da empresa.

Isso deve ser feito, por exemplo, através de cheques emitidos pela empresa (que é a pessoa jurídica) e depositados em nome do sócio (que é a pessoa física). Sem esquecer que tudo isso só vale se a empresa tiver lucro. Então é preciso ter um DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) muito bem apurado.

Na dúvida, leia este outro artigo que eu escrevi: Como saber se sua empresa está dando lucro?

E o pró-labore?

Apesar de ser mais difícil de entender no primeiro momento, o pró-labore é um pouco mais simples de ser feito, já que é mais parecido com um salário. Além disso, o sócio pode receber pró-labore mesmo que a empresa tenha prejuízo.

Imagine se um sócio depende desse dinheiro para pagar suas contas ou sustentar a família. Ninguém garante que a empresa vai dar lucro absolutamente todos os meses, certo? Pode ser que, nesse caso, o pró-labore seja a melhor opção.

E se a sua contabilidade ainda não estiver 100% organizada, também é melhor fugir da divisão dos lucros, porque você pode acabar se complicando com a Receita. Ninguém gosta de tomar multa, não é mesmo?

Como você viu, as duas opções têm vantagens e desvantagens. Você precisa avaliar qual é a mais compatível com a realidade atual do seu negócio. Assim, ninguém terá problemas e todos sairão satisfeitos.

Espero que tenha ajudado! Se ainda ficou alguma dúvida sobre este assunto, mande pra gente. Toda sexta-feira o #ClicoResponde a uma dúvida. 🙂

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