#ClicoResponde

Guia de como transformar sua empresa em uma franquia

1. Introdução
2. Entendendo as franquias

2.1 Um modelo de negócio

2.2 Como funciona

2.3 Tipos de franquias

3. Sete vantagens das franquias

3.1 Maior visibilidade para a marca

3.2 Expansão do negócio

3.3 Motivação

3.4 Investimento menor

3.5 Aumento da capacidade de negociação com fornecedores

3.6 Diminuição da carga trabalhista

3.7 Rápido crescimento do faturamento e da lucratividade

4. Os requisitos necessários

4.1 Marca e imagem no mercado

4.2 Mix de produtos e exclusividade de marcas

4.3 Potencial de negócio

4.4 Modelo financeiro

4.5 Conhecimento

5. A análise da situação da empresa

5.1 Você soluciona um problema ou oferece um produto ou serviço diferenciado?

5.2 Sua empresa está preparada ou pode se preparar para ser franqueadora?

5.3 Qual é a sua situação no mercado?

6. O contrato
7. Selecionando os franqueados
8. Conclusão

Há bastante tempo, as franquias deixaram de ser uma novidade no Brasil para se tornarem uma alternativa de negócio que é importante para vários segmentos do mercado.

Como veremos a seguir, esta modalidade pode ser capaz de oferecer benefícios tanto para fraqueados quanto para franqueadores, desde que sejam seguidos os critérios que serão apresentados nesse guia.

Nesse post, você descobrirá tudo o que precisa saber para começar a se planejar para transformar a sua empresa em uma franquia de sucesso. Começando com uma explicação de alguns conceitos referentes a este modelo de negócio e as vantagens que ele oferece, depois sobre os requisitos necessários para que a sua empresa seja franqueável e uma análise da situação do mercado de franquias no Brasil.

Você poderá conferir uma análise do que deve conter um contrato de franquia e também os pré-requisitos que você deve observar na seleção dos candidatos a se tornarem franqueados da sua empresa.

Que minhas dicas lhe sirvam como uma ferramenta útil para a expansão do seu negócio! Continue acompanhando e tenha uma ótima leitura!

Entendendo as franquiasentendendo-franquias

Na acepção empresarial, o termo “franquia” chegou ao Brasil nos anos 1960 como uma tradução direta do inglês “franchising”. Afinal, foi nos Estados Unidos que a acepção moderna desse conceito surgiu, em 1850, quando Isaac M. Singer deu início a esse novo modelo de negócio, criado para a distribuição das máquinas de costura que fabricava. Ao longo do século 20 as franquias se multiplicaram entre os norte-americanos, alcançando também outros países mundo afora.

Por aqui, em 1966 a escola de idiomas Yázigi deu os primeiros passos para o desenvolvimento do sistema no país. Durante as décadas de 1970 e 1980 esse conceito seguiu conquistando número cada vez maior de empresas adeptas, até que, em 1987, foi consagrado pela criação da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Desde então inúmeras empresas têm adotado a franquia como sistema de expansão das atividades.

Um modelo de negócio

Segundo o Sebrae, a franquia é aquela modalidade de negócio comercial que se destina à distribuição de produtos ou de serviços mediante condições que são estabelecidas em um contrato firmado entre franqueador e franqueado e que prevê licença para uso de marca e de tecnologia, para comercialização de produtos ou fornecimento de serviços cujos direitos são de propriedade do franqueador.

No Brasil, esse tipo de acordo é regulamentado pela Lei Federal nº 8.955/1994 e também por uma autorregulamentação da ABF, válida para seus associados.

Como funciona

O sistema de franquia funciona como uma forma de parceria que é regulada por um contrato que estabelece os direitos e obrigações do franqueador e do franqueado. Da parte do franqueado, de acordo com o tipo de contrato estabelecido, ele pode assumir o compromisso de transferir informações sobre o projeto do negócio e, se for o caso, a tecnologia necessária para que o ele funcione. Também cede o direito de uso da marca e pode prestar assessoria para a estruturação do empreendimento e acompanhar o desempenho.

Como remuneração o franqueador pode receber taxas de franquia, royalties, comissões junto a fornecedores e pagamento pelo fornecimento direto de produtos.

O franqueado, por sua vez, deve cumprir os acordos firmados com o franqueado, inclusive aqueles que dizem respeito ao padrão de utilização de marcas, instalações etc.

Tipos de franquias

De modo geral, as franquias podem ser:

De Primeira Geração, aquela pelas quais o franqueador licencia sua marca e o franqueado distribui produtos e serviços sem exclusividade;
De Segunda Geração que, além a concessão da marca, oferece maior suporte ao franqueado, que é obrigado a comprar as mercadorias do franqueador, cujos preços já incluem os royalties e taxas (neste caso, os produtos ou serviços são exclusivos da rede franqueada);
De Terceira Geração, pela qual, além da licença de uso da marca, o franqueador repassa todas as informações operacionais do negócio e presta serviços de assessoria e de acompanhamento;
De Quarta Geração, quando o franqueado passa a fazer parte de um Conselho que participa das decisões da empresa;
De Quinta Geração, que são idênticas às de quarta geração, porém com a garantia de recompra por parte do franqueador.

Também existe outra forma de pensar os tipos de franquias, que podem ser:

As de distribuição, que comercializa os produtos fabricados pelo franqueador, beneficiando-se da assistência técnica e do lucro comercial;
De serviços, pela qual o franqueado atua de acordo com técnicas e diretrizes estabelecidas pelo franqueador, obtendo licença sobre marca;
De indústria, na qual o franqueado fabrica e comercializa os produtos sob uma marca de propriedade do franqueador e de acordo com os padrões estabelecidos por ele.

Sete vantagens das franquias

Veja sete vantagens que o sistema de franquias oferece para o empreendedor:

Maior visibilidade para a marcamaior-visibilidade

Pelo sistema de franquia, a marca da empresa passa a ser exibida pelas várias unidades franqueadas. Como visibilidade é aspecto importante para a maioria dos segmentos que atuam com comércio e serviços, esse é um valor que deve ser bastante considerado no planejamento de quem deseja abrir a própria empresa para franquias.

Expansão do negócio

Em curto espaço de tempo, uma franquia local pode alcançar um estado inteiro e até o nível nacional. Veja, por exemplo, a Los Paleteros, empresa que em 2012 inaugurou a primeira loja de paletas mexicanas em Balneário Camboriú (SC) e que hoje tem 100 lojas franqueadas espalhadas por quase todo o país.

Motivação

Geralmente a pessoa adquire uma franqueada entra para o negócio bastante motivada e disposta a trabalhar pelo melhor resultado. Como ela é dona de uma empresa própria sobre a qual realizou investimento ela se torna completamente envolvida com a atividade.

Investimento menor

Outra vantagem importante é a de obter a possibilidade de expansão a partir de um investimento menor do que seria aquele necessário para uma operação que utilizasse somente os recursos próprios.

Aumento da capacidade de negociação com fornecedores

Com a criação de uma rede de franquias surge a possibilidade de negociar com vantagens com os fornecedores, uma vez que o volume de compras aumenta de acordo com o aumento do número de franqueados.

Diminuição da carga trabalhista

Os contratos de trabalho realizados pelos franqueados não alcançam a franqueadora, o que diminui a carga trabalhista da empresa.

Rápido crescimento do faturamento e da lucratividade

Considerando que a ampliação de uma rede de franquias tem o investimento necessário pulverizado entre os franqueadores, é possível expandir o negócio em tempo mais curto, o que também torna rápido o aumento do faturamento e da lucratividade.

Os requisitos necessários

Marca e imagem no mercado

A força da marca é a base do modelo de franquia. É fundamental que ela seja capaz de ser reconhecida facilmente como um símbolo da qualidade dos produtos ou serviços que oferece.

Mix de produtos e exclusividade de marcas

Para obter sucesso na abertura de uma rede de franquias é fundamental que a empresa mantenha um mix de produtos ou de serviços consistente e que seja oferecido com exclusividade. Além disso, é preciso ofertar ao consumidor algum diferencial que seja capaz de alcançar bom posicionamento no mercado.

Potencial de negócio

O mix de produtos e de serviços deve oferecer à empresa real capacidade de expansão, sobretudo considerando que enfrentará forte concorrência. Ou seja: é preciso ter certeza de que o que a sua empresa tem a oferecer é capaz de conquistar o mercado.

Modelo financeiro

Também é essencial verificar se as margens de lucros do negócio permitem que tanto a empresa franqueadora quanto as unidades franqueadas tenham resultados compatíveis com os investimentos que deverão aportar na implantação e na operação do negócio, inclusive levando em conta os prazos de retorno e os riscos.

Conhecimento

A empresa franqueadora deve deter completo conhecimento sobre os processos e tecnologias necessários para o andamento do negócio. Todos devem ser suficientemente padronizados, bem definidos e estruturados. Além disso, é preciso que haja a capacidade para transferir esse conhecimento de maneira organizada e compatível com as necessidades das franquias que serão selecionadas.

A análise da situação da empresa

Nesse capítulo, abordarei algumas questões que você precisa responder para se certificar de que sua empresa está pronta para adotar esse modelo de negócio. Contudo, desde já, fica a recomendação para que esta análise seja feita com o suporte de especialistas em cada setor envolvido na análise — advogado, contador, profissional de marketing, publicitário, arquiteto, entre outros — que lhe ajudarão a responder com segurança o que segue apresentado.

Você soluciona um problema ou oferece um produto ou serviço diferenciado?

Poder oferecer produtos ou serviços que resolvam problemas ou que atendam necessidades ou desejos de maneira diferenciada e que agregam valor ao que o consumidor recebe aumenta bastante a capacidade competitiva da empresa.

Contudo, não basta o diferencial. É preciso analisar se ele é capaz de gerar uma demanda que justifique a criação de pelo menos 30 unidades franqueadas, número mínimo que os especialistas consideram necessários para que a adoção do modelo de franquia seja compensador. Menos do que isso é preferível investir em lojas próprias.

Sua empresa está preparada ou pode se preparar para ser franqueadora?empresa-preparada

A criação de uma rede de franquias exige que a empresa tenha uma estrutura interna específica para o modelo de negócio. Afinal, além dos fornecedores e dos clientes de lojas próprias também será necessário dar suporte aos franqueados e atender às demandas por novas concessões.

Ainda, é preciso analisar se a sua empresa é capaz de suportar o tempo de maturação do novo modelo, durante o qual é bastante possível que não haja lucro, considerando que a franquia é um tipo de negócio que traz retorno em médio ou em longo prazo.

Qual é a sua situação no mercado?

Uma franquia para valer a pena precisa ser duradoura. Portanto, você deve ser capaz de reconhecer qual a atual situação da sua empresa no mercado, buscando perceber se ela já está madura ou se pode alcançar essa maturidade em curto espaço de tempo.

Você também precisa entender o nível de saturação que o mercado que você explora apresenta e a capacidade que a sua empresa tem para permanecer no mercado por longo tempo. Afinal, criar uma rede de franquias em um segmento que esteja saturado ou que atenda uma situação de momento não é nada recomendável.

A sua empresa pode atender a uma região ampla?

Empresas que têm capacidade para atender apenas nichos de mercado muito localizados — seja pelo interesse do consumidor ou pela disponibilidade de matéria-prima — também não administram um tipo de negócio interessante para a formação de uma rede de franquias. Portanto, quanto mais ampla for a capacidade de abrangência geográfica do negócio, maior será o potencial de abertura de lojas e, consequentemente, de sucesso da rede.

O contratocontrato

A referência legal para a elaboração de um contrato de franquia deve tomar por base a já citada Lei nº8.955/1994 que regulamenta esse modelo de negócio no Brasil. Na elaboração de um bom contrato, que deve ser redigido sob a assistência de um advogado especializado no setor, é preciso ter muita atenção na especificação de direitos e de obrigações das partes envolvidas, a fim de não permitir que brechas permitam o surgimento de contratempos futuros, seja para o franqueador, seja para os franqueados.

Portanto, em linhas gerais, além da identificação das partes contratantes, o instrumento jurídico deve deixar claro que a empresa franqueadora é a detentora da marca, do nome comercial e do logotipo que identifica o negócio e que precisa estar registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e que servirá para ser aplicado na linha de serviços ou de produtos que serão fornecidos ou comercializados.

O contrato deve também ressaltar a capacidade técnica e a experiência que a empresa tem no segmento de mercado que explora e manifestar o interesse dela na expansão do negócio, utilizando como meio para tanto a permissão para que a franqueada faça uso da marca, do logotipo e das tecnologias licenciadas, da maneira como for ajustada no contrato.

Como obrigações da empresa franqueada, devem ser observadas as condições de cumprimento dos padrões de exposição, de divulgação e comercialização de produtos ou de prestação de serviços, de atendimento, de uso de marca, de decoração e arquitetura de lojas, entre outros que forem estabelecidos pelo franqueado. Também deve ser permitindo que este vistorie periodicamente o cumprimento desta parte do acordo.

Ainda, é preciso especificar a obrigatoriedade por parte da franqueada de manter no quadro de funcionários pessoal qualificado para atuar de acordo com os padrões estabelecidos e que sejam instruídos em cursos ministrados pela franqueadora.

O contrato também deve estabelecer os critérios de confidencialidade que devem ser respeitados pela franqueadora no que diz respeito a tecnologias, procedimentos e outras informações próprias do negócio, bem como a obrigatoriedade que esta terá de zelar pelo bom nome e pela reputação da franqueadora.

A franqueadora deve se obrigar a fornecer produtos, informações e tecnologias, além da forma como ela dará o suporte necessário para o bom desempenho da franqueada, conforme o que for estabelecido no contrato. Tudo deve estar de acordo com o manual da franquia, que deve ser mencionado no instrumento jurídico. Treinamento, precificação de produtos, formas de pagamento e outros critérios referentes à gestão do negócio também devem ser atribuídos à franqueadora.

O instrumento também fará a previsão dos valores e formas de pagamento referentes a cada item da franquia que for ajustado na negociação entre as partes — taxa de uso de marca, royalties, licença etc. — e estabelecer as multas e penalidades rescisórias.

Por fim, é fundamental que o contrato deixe claro a independência jurídica que deve existir entre a empresa franqueada e a franqueadora e os direitos sobre a propriedade de marcas, tecnologias etc.

Selecionando os franqueados

Para que uma rede de franquias tenha sucesso, além da qualidade dos produtos e dos serviços que a franqueadora tem a oferecer, é fundamental que os franqueados sejam capazes de cumprir os níveis de exigências que a padronização do negócio impõe. Daí a necessidade de selecionar os candidatos à franquia com bastante critério.

Entre esses critérios é preciso considerar:

Capacidade de absorção das várias informações pertinentes às tecnologias e aos processos inerentes ao negócio;

Disposição em atuar de acordo com os critérios de padronização na aplicação dessas tecnologias e processos;

Capacidade financeira para estruturar a franquia e para suportar o negócio ao longo do período de maturação;

Interesse e motivação para participar do empreendimento, inclusive para encarar desafios e contribuir para a expansão do negócio por meio uma participação ativa.

Conclusão

Como você pode perceber, adotar um sistema de rede de franquias pode ser uma alternativa bastante vantajosa para as empresas que pensam em expandir os negócios. Porém, para que uma decisão nesse sentido possa ser adotada é necessário fazer uma análise profunda do próprio empreendimento, a fim de detectar se é ou não conveniente partir para esse caminho.

Em casos positivos, é essencial que a empresa que deseja se tornar franqueadora se cerque de todos os cuidados jurídicos, técnicos e de seleção dos candidatos à franquia.

Por fim, vale mais uma vez ressaltar que, para cumprir todas as etapas com bastante segurança, é essencial se cercar de profissionais que sejam capacitados para lhe assessorar em cada uma das áreas que precisam ser consideradas.

Read More...

#ClicoResponde

Como fazer a gestão do primeiro ano da sua empresa

 

1. Introdução
2. O que fazer no primeiro ano de atuação

2.1 Finanças e contabilidade

2.2 Marketing

2.3 Vendas

2.4 TI

2.5 Fornecedores

2.6 Networking

3. Conclusão

Não é fácil abrir uma empresa, especialmente no Brasil. A princípio, precisamos pensar no conceito do negócio, no estudo de mercado, no teste das principais ideias, nos produtos e serviços etc.

Depois, vêm as questões burocráticas: guias, impostos, alvarás e por aí vai. E ainda tem a viabilização financeira! Resumo da ópera: não conseguimos abrir uma empresa da noite para o dia. É demorado, trabalhoso e bastante burocrático.

Então, depois que finalmente você testou as melhores ideias, escolheu o melhor modelo de negócio, levantou recursos e resolveu as questões burocráticas, é hora de descansar um pouco, certo? Errado! Dados do SEBRAE mostram que 30% das empresas têm que fechar as portas logo no primeiro ano de vida, então agora é hora de ter atenção!

Existem várias razões para que os negócios sejam tão frágeis no primeiro ano de vida. Passamos pela necessidade de criar uma clientela e nos estabelecermos no mercado, por uma situação financeira geralmente deficitária e pela nossa falta de experiência — e a dos funcionários.

Mas não é para desanimar! Esses dados não estão dizendo que sua empresa está fadada ao fracasso no primeiro ano. Muito pelo contrário: estão mostrando que para fazer sucesso, especialmente no começo, precisamos de muito trabalho e dedicação. Para ajudar você nessa empreitada, separei algumas dicas que vão auxiliar muito nos primeiros passos do seu negócio. As dicas estão separadas pelas principais áreas de um negócio e, se você segui-las, aumentará bastante as chances de sucesso da sua empresa no primeiro ano de atuação.

O que fazer no primeiro ano de atuaçãogestão

Finanças e contabilidade

A maioria das empresas ainda é deficitária no primeiro ano de vida, situação que geralmente vai se prolongar por mais algum tempo. Isso acontece porque necessitamos de um grande aporte de recursos iniciais para questões como compra de equipamentos, contratação de funcionários, treinamento, pagamento da luva, pagamento de uma eventual franquia e estoque. Não é necessariamente um problema, já que grande parte dos negócios de sucesso começam em uma situação de dívidas, mas isso exige cuidado redobrado com a saúde financeira da empresa.

O ideal, caso seja viável, é ter uma pessoa exclusivamente responsável pelo exame minucioso das contas da empresa. Essa pessoa deve fazer o fluxo de caixa, as projeções financeiras e elaborar relatórios cuidadosos sobre a atual situação financeira do negócio e como ela vai se encaminhar no curto, médio e longo prazo. Para as questões tributárias e demandas ligadas à tributação e cumprimento tributário legal, recomendo inclusive a contratação de um contador.

Uma dica fundamental, principalmente para as empresas familiares de pequeno porte, é não misturar as finanças pessoais com as do negócio. O ideal é definir um pró-labore para você e seus sócios e evitar a todo custo retiradas extras do caixa, que podem atrapalhar o fluxo de caixa e confundir as projeções.

Falei sobre a necessidade de um negócio precisar de financiamento em seus primeiros passos, mas as dívidas devem ser contraídas com muita parcimônia. Estude as melhores taxas de juros e só realize um empréstimo se o investimento justificar esse endividamento.

Uma empresa nova deve também ser enxuta. Corte os custos desnecessários e tente ser o mais produtivo possível. Estude os processos, evite o retrabalho e elimine gastos supérfluos.

Marketing

É comum entre os pequenos empreendedores a ideia de que o marketing é um assunto para as grandes empresas. Com tantas necessidades, especialmente nos primeiros anos de vida, o marketing acaba sendo deixado para segundo plano ou sendo feito sem planejamento, de maneira simplória. Pois saiba que ele é um dos pilares de qualquer negócio e não deve ser visto como um gasto supérfluo. Até porque existem soluções bastante eficientes com baixo custo.

O primeiro passo é entender quem são os seus clientes, por qual motivo compram da sua empresa, onde eles estão e qual é a melhor forma de atingi-los. Dessa maneira, você saberá onde encontrar novos leads (potenciais clientes) e direcionar uma estratégia de marketing para esse público.

É fundamental entender a jornada do cliente, os passos que levam um potencial cliente a se tornar alguém que efetivamente compra da sua empresa. Do momento em que toma conhecimento do seu negócio até a hora em que compra, o cliente passa por diversas fases e você precisa elaborar estratégias para cada uma delas.

As redes sociais também são excelentes soluções para os negócios de menor porte, especialmente no começo de sua existência, quando a verba para marketing ainda é pequena. A grande vantagem das mídias sociais é que, caso não seja possível contratar uma empresa especializada num primeiro momento, você mesmo pode conseguir fazer um trabalho decente de comunicação.

Mas cuidado: usar as redes sociais não é simplesmente postar promoções no Facebook! É preciso se comunicar com os clientes, responder prontamente suas dúvidas e problemas, além de criar estratégias que atinjam efetivamente o seu público-alvo e criem uma presença on-line forte para sua empresa.

Vendas

gestão

Para uma empresa crescer saudável e sobreviver ao seu primeiro ano é essencial ter um setor de vendas bem estruturado e eficiente. Ele é a alma da empresa, porque é a ligação com os clientes e o canal por onde vão entrar os recursos financeiros para que o negócio cresça. Por isso, as vendas não podem ser um tiro no escuro. Elas devem vir acompanhadas de um planejamento cuidadoso e de acordo com a capacidade da empresa de atender as demandas dos clientes.

Primeiramente, é preciso compreender quais são as especificidades do seu negócio. É um e-commerce? Possui um ponto de venda em um shopping? Depende de visitas dos vendedores para os clientes? Entender quais são as características únicas do nosso negócio permite que consigamos desenvolver boas estratégias de vendas.

Falei ali em cima sobre planejamento cuidadoso e, para ele realmente ser eficiente, as métricas são muito importantes. Elas são dezenas, mas acho importante que você conheça as duas principais.

Taxa de conversão

É o número de potenciais clientes (também chamados de leads) que você precisa atrair para realizar uma venda. Você consegue obter este número dividindo o número de leads — pessoas que entraram em contato ou que sua empresa abordou de alguma forma — e dividir pelo número de clientes propriamente ditos. Com a taxa de conversão você vai saber com boa precisão quantas pessoas precisará abordar para fechar a sua meta de vendas.

Custo de aquisição por cliente

É o quanto a sua empresa gasta para atrair um novo comprador. Você obtém esse número dividindo todos os custos do setor de vendas e de marketing em um determinado período pelo número de pessoas que compraram. Quanto menor o custo de vendas, melhor, porque você pode investir em atingir um número maior de pessoas com os mesmos recursos.

Adquirir leads e transformá-los em clientes é fundamental, mas ainda mais importante (e difícil!) é torná-los fieis. Um cliente fiel é o ideal, porque, além de comprar novamente os seus produtos e serviços, ele ainda vai indicar para os amigos. Para fidelizar seus clientes você precisa fornecer o melhor atendimento possível e criar estratégias para encorajar novas compras, como programas de fidelidade e desconto para os clientes leais.

Outra coisa para você ficar atento: não se esqueça da concorrência! Conhecer o mercado e quem está competindo com a nossa empresa é essencial para estabelecer os nossos diferenciais. Você precisa criar um atrativo único, que faça com que as pessoas queiram comprar da sua empresa e não dos seus concorrentes.

TI

Para uma empresa ter sucesso não dá pra ficar atrás na tecnologia. Seu bom uso torna a empresa mais produtiva, permitindo cortar custos, centralizar processos e aumentar a eficiência. Por isso, a TI não pode ficar em segundo plano. Você vai precisar investir nessa área e, se possível, estruturar um setor responsável por questões tecnológicas.

Hoje, existem várias ferramentas que permitem centralizar todos os controles (fluxo de caixa, relatório de vendas, etc) em um único lugar. Esse software pode ainda integrar praticamente todos os processos da empresa em um único lugar, o que torna o trabalho menos propício a erros humanos e evita o chamado retrabalho, que é quando uma mesma tarefa é realizada várias vezes. Esses são os softwares de gestão, também chamados de sistemas ERP.

Mas temos que saber exatamente qual é a melhor solução de sistema para nossa empresa! É preciso pesquisar e entender quais são as melhores opções, pois esse será um investimento muito importante no primeiro ano de vida do seu negócio. A compra de um software desse tipo geralmente é um investimento alto, por isso pode ser uma opção melhor a assinatura de um serviço mensal, por exemplo, que ainda possa oferecer mais opções quando o negócio começar a crescer.

Uma questão extremamente importante, mas que é muito negligenciada por empreendedores de primeira viagem, é a segurança. Você não precisa esperar algo dar problema para aprender essa lição! Invista em backup e segurança dos dados, de preferência por meio de uma empresa especializada em TI, que possa fornecer as melhores soluções para um negócio com as características do seu.

Outra tendência que cresceu muito nos últimos anos é o uso da nuvem. Cada vez mais empresas vêm oferecendo sistemas que rodam remotamente e isso é muito bom para nós, empreendedores. Primeiro porque traz agilidade e mobilidade, já que geralmente o aplicativo pode ser acessado de qualquer computador ou até mesmo de dispositivos móveis. Em segundo lugar, nós não precisamos investir em hardware pesado, já que os softwares passam a rodar nos servidores de alta tecnologia das empresas contratadas. Isso torna tudo mais barato e eficiente.

Fornecedoresgestão

Temos que tratar nossos fornecedores quase como se fossem sócios da empresa. A parceria com eles é muito importante, por isso você precisa ser muito criterioso na sua escolha, principalmente no primeiro ano do negócio. Ter bons fornecedores é a garantia de que o essencial para o funcionamento da empresa estará sempre em dia.

Pesquise muito! Faça uma análise criteriosa dos principais fornecedores do seu mercado e não foque apenas nos preços mais baratos. Conheça a história da empresa, seus números e o tipo de serviço que oferecem. Se possível, converse com empresas que trabalhem atualmente com os seus potenciais fornecedores e procure entender quais são as melhores opções para o seu negócio.

Uma vez escolhidos os fornecedores, também é muito importante saber como estabelecer uma relação de longo prazo, na base da confiança. Lembre-se sempre de que uma boa parceria é aquela que é benéfica para os dois lados, por isso tente sempre entender as necessidades do seu fornecedor, mesmo quando elas são referentes a aumento nos preços. Um fornecedor satisfeito em trabalhar com a sua empresa vai estar disposto a ajudar a resolver os seus problemas.

Networking

Por último, mas não menos importante, o networking! Especialmente no primeiro ano de vida, você precisa fazer com que a empresa seja vista e, para isso, não basta o marketing. Você, como empreendedor e representante do seu próprio negócio, precisa fazer com que as pessoas saibam em que ramo atua e para quais serviços podem contratá-lo.

A primeira porta são os amigos e conhecidos. Mesmo aqueles que não sejam potenciais clientes podem eventualmente conhecer pessoas que necessitarão da sua empresa, por isso converse muito com eles, apresente sua empresa e explique o que faz. Outra entrada muito importante é com antigos parceiros, principalmente se você trabalhou anteriormente em uma empresa no mesmo ramo de atuação da sua.

Sempre frequente círculos sociais em que possam existir potenciais clientes para sua empresa. Esses círculos podem ser eventos públicos, workshops, conferências e exposições de fornecedores. As pessoas que fazem parte da sua rede de contatos vão lhe fornecer novos clientes e podem oferecer as soluções para os problemas que a sua empresa vai enfrentar no primeiro ano de vida.

Conclusão

Ser um empreendedor dá muito trabalho e o primeiro ano de atuação da empresa pede ainda mais dedicação, esforço e cuidado. É como um filho, que exige muito mais dos pais nos primeiros anos de vida, quando ainda é um ser humano muito frágil. Porém, depois de algumas noites mal dormidas, ele aprende a andar com as próprias pernas e a se tornar mais independente. Assim também é uma empresa: com perseverança e disciplina, ela vai crescer e trazer muitas recompensas.

Para ter sucesso no primeiro ano é preciso constante análise e mudanças nos rumos. É muito mais fácil para uma empresa com vários anos de existência traçar comparações no longo prazo e saber como está caminhando. Para um negócio jovem, é preciso vigilância constante, para que nada passe desapercebido e estratégias possam ser corrigidas a tempo. Também por isso, nossas análises precisam ser muito mais criteriosas e precisas!

No primeiro ano de existência da empresa serão estabelecidas as bases para o futuro; por isso, você deve investir em criar essa estrutura com muito cuidado e dedicação. Ser empreendedor realmente dá muito trabalho, mas também traz recompensas incríveis!

Read More...

#ClicoResponde, Tecnologia

Utilize essas 7 ferramentas de produtividade e faça sua empresa crescer!

Pode até parecer estranho, mas um dos melhores insights sobre produtividade que eu já vi por aí está em um filme de romance! Em “Antes do amanhecer”, um pequeno clássico lá dos anos 90, há uma cena em que o jovem Jesse (interpretado por Ethan Hawke) diz que uma das coisas que o deixa louco é o papo de que a tecnologia nos faz economizar tempo.

Para o personagem, isso não faz sentido porque, afinal, ninguém consegue usar de fato o tempo que foi economizado com o uso da internet ou dos computadores. Mas então, será que não existem ferramentas de produtividade que realmente melhoram a nosso desempenho e fazem com que as empresas cresçam de forma saudável?

A resposta é simples: claro que existem! E, para comprovar isso, traremos aqui uma lista com 7 aplicativos que irão aumentar a produtividade das suas equipes e fazer com que sua empresa cresça ainda mais. Continue lendo e confira!

Rescue Time

Em 2009, o Orkut ainda reinava absoluto como rede social favorita do público brasileiro, e nomes como Snapchat e Instagram sequer existiam no mercado. No entanto, mesmo com poucas opções, o nosso tempo gasto com esse tipo de site já passava das 4 horas e meia por mês, segundo uma pesquisa realizada na época pela Nielsen/IBOPE. Bem, se antigamente esse número já era bastante alto, imagine como é agora!

Quanto a isso, para saber se a sua produtividade está sendo atrapalhada por causa da timeline do Facebook ou dos grupos do Whatsapp, a melhor pedida é instalar o Rescue Time, um app que mede quanto tempo é gasto com programas e sites de trabalho, comunicação e entretenimento. Algo que, no final do mês, pode indicar se, de fato, você e sua empresa estão rendendo tanto como poderiam.

Forest

Percebeu que seu nível de produtividade pode não ser dos melhores? Nesse caso, uma boa dica para melhorar seu rendimento é instalar o app Forest. Diferente de outros programas de foco que existem por aí, o barato do Forest é que ele tem uma pegada mais gameficada, mais lúdica.

O que acontece aqui é o seguinte: você instala o Forest no celular ou no computador, e, quando começa uma tarefa, ele planta uma “sementinha virtual”. Se o usuário conseguir ficar pelo menos 30 minutos focado na tarefa, a plantinha cresce e vira uma árvore; se não conseguir, ela morre. Simples assim!

Trello

Sua empresa precisa lidar com vários colaboradores diferentes para vários projetos diferentes? Então, a melhor pedida para arrumar o meio de campo é usar o Trello, o famoso sistema que usa um esquema de gerenciamento de tarefas baseado em “listas”, em que é possível delegar trabalhos e administrar o andamento deles em uma só plataforma.

Toggl

Desenvolvido por uma equipe de programadores da Estônia, o Toggl é uma espécie de cronometro que é ligado quando a pessoa começa uma determinada tarefa e pausa ou para quando ela é concluída. Desse jeito, é possível saber ao certo quanto tempo foi gasto com cada projeto (ou partes dele) e até precificar melhor a hora trabalhada dos seus colaboradores.

Google Drive

Uma das coisas que pode atrapalhar bastante a produtividade da sua empresa é não ter um sistema que armazene todos os documentos importantes em um só lugar. Imagine só ter que pegar uma determinada planilha do Excel no computador de um gerente que faltou ao trabalho porque estava doente, imagens do projeto na máquina de outro funcionário, e ainda esperar o estagiário chegar à tarde para ter acesso à pasta onde ele salvou um dos documentos mais importantes? É muita dor de cabeça!

Por isso, nada melhor do que contar com aplicativos como o Google Drive, em que você não apenas consegue compartilhar os arquivos com toda a equipe (ou só com os colaboradores que desejar) como também pode ter acesso a tudo isso de qualquer lugar do mundo via internet. Uma ideia que ajuda não apenas a economizar tempo, mas também papel e dinheiro com impressão!

Weekdone

Instalou o Rescue Time, fez com que todo mundo focasse no trabalho com ajuda do Forest, dividiu as tarefas no Trello, monitorou o tempo com o Toggl e compartilhou tudo com o Google Drive? Ótimo! Mas será que todos esses apps estão fazendo com que sua empresa chegue onde é preciso para poder crescer? Só tem um jeito de saber isso: por meio dos KPIs, os indicadores-chave de desempenho!

Com ajuda desses indicadores, é possível ver se o seu negócio está de fato obtendo o retorno que deveria (como o aumento das vendas ou a diminuição no retrabalho das tarefas). E até para conferir isso existe um app que pode te ajudar. Nesse caso, me refiro ao Weekdone, um programinha em que você pode criar metas (tangíveis, claro) e medir o sucesso de cada uma ao longo da semana ou do mês.

Google Fit

“Espera ai, mas o Google Fit não é um programa de exercícios?” — Sim, isso mesmo. Mas quem disse que a prática de exercícios não pode influenciar na produtividade das suas equipes? De acordo com um estudo feito pela Universidade de Harvard, pequenas caminhadas ao longo dia, por exemplo, já são o suficiente para trazer os seguintes benefícios:

  • aumento da concentração
  • aumento da capacidade de memória
  • aprendizagem mais rápida
  • maior resistência mental a trabalhos
  • aumento da criatividade
  • redução do estresse

De olho nisso, várias empresas já estão criando programas internos que fazem com que os funcionários andem pelo menos alguns minutos durante o horário de trabalho. Algo que pode ser acompanhado por meio dos gráficos do Google Fit — que basta estar instalado no celular para acompanhar toda a movimentação ao longo do dia.

Viu só como não faltam ferramentas de produtividade por aí para que você possa tirar o melhor proveito da sua equipe e do seu negócio? Pois, então, que tal instalar algumas delas agora mesmo para ver que, sim, é possível usar a tecnologia para poupar tempo em nosso dia a dia?

E aí, curtiu a lista? Aproveite também para conferir outro post com as 5 dicas simples que fazem toda diferença na gestão de pessoas!

Read More...

#ClicoResponde

Retorno do investimento: conheça o indicador que te ensina a medir!

Uma das principais preocupações quando se abre um negócio é saber quando que ele vai cobrir os gastos de seu investimento inicial e passar a te dar lucro. Esse fator, muitas vezes, acaba sendo até o motivo de muitas pessoas não se arriscarem a empreender por não conhecer métodos que contribuam para calcular quando virá o retorno do investimento realizado.

Pensando em contribuir para minimizar essa inquietação, encorajar os que ainda não se aventuraram no mundo do empreendedorismo e auxiliar os que já estão nessa jornada, eu separei algumas informações preciosas que vão colaborar para que você consiga calcular seu payback. Confira!

O que é payback?

A definição deste termo corresponde ao cálculo do tempo que uma empresa ou projeto necessita para retornar ao investidor o capital inicial que foi investido. Há dois tipos de payback, o simples e o descontado.

O simples considera o valor que foi investido e as entradas no caixa. Quando o que entrar foi equivalente ou maior do que foi investido, é possível encontrar o tempo que demorou para isso acontecer.

Já o descontado considera uma taxa de juros, pois não consideram que uma quantia investida há 3 anos pode ser considerada exatamente a mesma alguns anos depois. Por isso, pode haver uma diferença dependendo de qual cálculo optar. Você pode calcular online.

Quais as vantagens do método?

O cálculo para se chegar no resultado é de fácil compreensão, o que facilita para o empreendedor. Com o método, é capaz de ter uma ideia do grau de liquidez da empresa e de alguns riscos do projeto.

É possível também utilizar o método como forma para ter mais segurança do rumo dos negócios da empresa, além de adequar possíveis estratégias quando concluir que os riscos são grandes.

Quais as desvantagens do método?

O payback não considera os fluxos de caixa após ter recuperado o capital inicial investido, além de poder ser aplicado somente a fluxos de caixa convencional, ou seja, não pode existir no fluxo mais de uma mudança de sinal.

Qual a diferença entre ROI e payback?

O ROI (Return on Investment ou Retorno Sobre Investimento, em português) é uma métrica bastante conhecida no mundo dos negócios por poder estar vinculada à diversas áreas presentes na empresa. É bastante utilizada em estratégias de marketing e comunicação digital, principalmente por serem estratégias que alguns acabam definindo por intangíveis.

Essa métrica pode ser utilizada permanentemente acompanhando diversas estratégias adotada pela empresa em diferentes fases do negócio, enquanto que o payback está bastante vinculado com o investimento inicial utilizado.

Depois dessas explicações, você tem conteúdo suficiente para planejar e dar passos mais seguros rumo ao sucesso do seu negócio. Fazer estes cálculos permite que você tenha em mente (e no papel) prazos e datas importantes até mesmo para programar novos investimentos e gerar inovação no produto/serviço que oferece.

Lembre-se sempre que é importante sempre estar atento aos detalhes da rotina do seu empreendimento. Pensando nisso, separei para você um outro texto que fiz tirando algumas dúvidas de como gerir melhor as finanças do seu negócio. Fique de olho nas novidades no blog, a dinamicidade do mundo do empreendedorismo requer atualizações permanentes para sempre estar em busca de melhorias!

Read More...

#ClicoResponde

Gestão de pequenas empresas: 5 erros comuns e como evitá-los

Eu sempre fico muito feliz com histórias de empreendedores de sucesso. Ao mesmo tempo, fico triste quando vejo um pequeno empreendedor cometendo erros que podem levar ao fracasso, quando são perfeitamente evitáveis.

Então, meu amigo empresário, para que a sua seja mais uma história de sucesso, resolvi escrever esse post para falar sobre erros comuns na gestão de pequenas empresas que você pode e deve evitar. Vem comigo, precisamos conversar sobre erros.

1 – Negligenciar a gestão financeira

Muitos pequenos empresários são bons nos processos de produção, mas não entendem conceitos básicos importantes para a saúde financeira da empresa, como fluxo de caixa e capital de giro, por exemplo. Assumir gastos sem saber exatamente quais serão as futuras consequências para o orçamento da empresa pode ser fatal para sua saúde financeira. Então, por mais que essa não seja sua tarefa favorita, você precisa aprender a ‘mexer’ com esses assuntos que envolvem números.

Outro erro comum, também ligado à falta de gestão financeira,  é misturar o seu dinheiro com o da empresa. Mantenha contas separadas: os recursos de sua conta como PF (pessoa física) não devem ser misturados com os recursos da PJ (pessoa jurídica) e vice-versa.

2 – Esquecer da assistência ao cliente

Sim, eu sei que tem época que você está enterrado no trabalho até o pescoço, mas nada justifica a negligência no trato com o cliente. Afinal, ele é determinante para o seu sucesso ou fracasso. Seu cliente quer contar com sua assistência e atenção, principalmente nos casos de uma eventual reclamação. Então, além da qualidade do produto oferecido, capriche no atendimento e assistência ao cliente: se você falhar nesse quesito, seu concorrente vai ficar feliz pela chance de ocupar seu espaço.

3 – Não delegar tarefas

Sabe por que você anda enterrado no trabalho e não tem tempo nem de respirar? Provavelmente, porque não delega tarefas. Tenho um amigo que acordava às cinco da manhã para abrir a padaria, receber o caminhão de leite, controlar o trabalho do padeiro, preparar tudo para abrir as portas às seis da manhã e só encerrava o expediente às 10 da noite. Nem preciso dizer que ele perdia todos os aniversários dos filhos e encontros de família e acabou no hospital com um princípio de enfarte.

Evite esse erro comum na gestão de pequenas empresas que pode ter sérias consequências para você e para os seus negócios. Não tente abraçar o mundo sozinho: invista na qualificação de sua equipe edelegue tarefas!

4 – Não mensurar produtividade

Para não cometer esse erro, comece sabendo o que é produtividade. De modo simples, é a relação entre os resultados alcançados e os recursos investidos nesses resultados durante um certo período de tempo. Ou seja, a produtividade é a relação entre lucro obtido e os recursos que você teve de investir para chegar a esse resultado. Então, mais lucro com menos recursos significa produtividade mais alta, não é?

Ao medir a produtividade de sua pequena empresa, você vai identificar modos de aprimorar processos e otimizar custos. E não se preocupe se o processo parece complicado: há aplicativos e programas de computador com sistemas de gestão para facilitar sua vida.

5 – Não investir em tecnologia

Meu amigo pequeno empresário, vá por mim: não seja um dinossauro em meio a tantos recursos tecnológicos disponíveis atualmente. Há tecnologia para tudo hoje em dia, desde as máquinas cada vez mais sofisticadas que otimizam processos de produção e aumentam a produtividade até os softwares para a gestão de sua pequena empresa. Não importa se você atua em serviços, comércio, saúde, educação ou outro ramo, no Vouclicar.com você encontrará um software sob medida para sua empresa.

Read More...

#ClicoResponde, Empreendedorismo

Como abrir um consultório médico?

Hoje quero falar com você que está pensando em ter seu próprio consultório médico. Sei que, como em toda carreira, existem prós e contras no que diz respeito a trabalhar de forma autônoma, por isso é importante um planejamento e um estudo de quais são as vantagens e dificuldades para quem quer exercer a Medicina em seu próprio consultório.

Pensei um pouco na carreira de alguns médicos que conheço e decidi trazer dicas valiosas que podem te ajudar a organizar as ideias na hora de montar um consultório. Vamos lá?

Estrutura de um consultório médico

É importante planejar como será seu espaço antes de sair procurando um imóvel por aí. Basicamente, um consultório precisa de uma recepção, com uma sala de espera para os pacientes e banheiros, além da sala para as consultas. Sua especialização pede um espaço para a realização de exames? Então coloque isso no seu planejamento.

Um conselho que dou é buscar por um lugar que permita que a estrutura seja aumentada caso haja necessidade. Se você escolher um local muito pequeno, quando seu número de pacientes crescer pode ser que seja necessário mudar de endereço, o que implicará em custo e desgaste, será praticamente um novo começo.

Lembre-se também de listar e providenciar todos os materiais e equipamentos que vai utilizar em seu atendimento, pesquisando entre fornecedores quais oferecerão melhor preço e qualidade naquilo que terá que adquirir.

Localização

Levando em conta qual será o público-alvo de seu consultório médico, escolha um local que atenda às necessidades de seus futuros pacientes. Eu acredito que o principal a ser observado é a facilidade de acesso ao local. Verifique se existem muitas linhas de ônibus e metrô na região, pois isso permitirá que o consultório seja frequentado por quem depende do transporte público. Por outro lado, é importante também oferecer facilidade de estacionamento para quem estiver em seu veículo próprio. Sempre digo que imóveis em regiões mais centrais e comerciais são mais acessíveis e têm mais visibilidade, portanto devem ter preferência na hora da escolha, mesmo que o custo seja mais elevado.

Documentação

Como toda empresa, antes de iniciar o funcionamento será preciso ter os documentos e registros obrigatórios. Sei que cada área de atuação tem exigências diferentes, por isso o que indico é que você procure qual é o órgão responsável pela expedição de licenças e autorizações para o tipo de atividade que você pretende exercer. Busque conhecer também as exigências legais da Vigilância Sanitária para consultórios médicos. Ah! Uma dica importante que não poderia deixar de te dar: faça isso com antecedência, pois alguns processos podem demorar e você não quer — nem pode! — começar a trabalhar sem ter todos os documentos, não é mesmo?

Questões administrativas

Já vi muitos médicos que começam montando seus consultórios em conjunto com outros profissionais. Pode ser com algum colega de outra especialidade ou até mesmo outro tipo de profissional da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. Nesse caso, você terá com quem dividir os gastos e todas as preocupações acerca das questões administrativas, porém, obviamente, terá um pouco menos de autonomia nas decisões do espaço.

Independentemente se for trabalhar sozinho no consultório ou dividi-lo com outros profissionais, você precisará de, pelo menos, dois outros funcionários: uma recepcionista ou secretária para o atendimento e a organização da rotina diária e um contador para lidar com as questões burocráticas. Assim sendo, precisará estar ciente de como é feita uma contratação e tudo que envolve esse processo. Eu considero interessante pensar em buscar empresas de recrutamento, que poderão te ajudar bastante nessas questões, indicando candidatos às vagas e orientando acerca do processo.

Gerenciamento do consultório

Depois de tudo isso definido, é hora de pensar em como seu consultório será gerenciado. Acredito que o sistema de fichas de pacientes e arquivos em papel já está um tanto obsoleto, tanto por uma questão de espaço quanto praticidade e agilidade. O ideal é pensar em implantar um software de gestão para cuidar de todos os seus registros. A tecnologia está aí para ser utilizada e facilitar a vida de todo gestor de negócios. Um software simples será o suficiente para ajudar na organização de seu consultório médico, possibilitando que os prontuários e histórico dos pacientes estejam acessíveis eletronicamente. O agendamento online também é uma excelente opção a ser considerada.

Cuidados importantes

Não é algo fácil de dizer, mas você precisa saber que os clientes — no seu caso, pacientes — não surgem automaticamente logo que você inicia seu negócio. Você precisará pensar em meios de divulgação de seu novo consultório médico. Isso provavelmente exigirá algum investimento, portanto inclua a estratégia de marketing em seu planejamento.

Inclusive, ao pensar nos recursos iniciais, é bom considerar manter uma reserva para as despesas fixas enquanto ainda estiver começando, pois pode acontecer de o número de pacientes ser baixo nesse período. O boca a boca será sua maior publicidade, mas isso não é algo imediato.

Considero importante alertá-lo também com relação à necessidade de ter um diferencial em seu consultório, para atrair os seus pacientes. Conheço muita gente que reclama sobre o tipo de atendimento de muitos profissionais. A maioria das pessoas espera de um médico um atendimento humano e atencioso, por isso eu arrisco dizer que o simples fato de buscar ser um profissional desse tipo já poderá ser um grande diferencial que destacará seu consultório entre tantos outros. Isso vale também para a secretária que trabalhará com você. Uma profissional simpática e que sabe recepcionar bem os pacientes certamente fará toda a diferença em seu negócio.

Caso considere a ideia de dividir o consultório com outros profissionais, é preciso pensar nos possíveis conflitos e divergências de opiniões que podem surgir. Sugiro que você leia esse meu outro artigo que fala sobre o que é preciso pensar antes de escolher um sócio. Lá você encontrará ótimas dicas de como realmente funciona trabalhar em conjunto com outra pessoa.

Read More...