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Cultura de inovação: entenda o que é

Fico feliz em saber que você está interessado em entender o que é a cultura de inovação, pois essa é uma prática de empreendedores de sucesso que deve ser adotada por qualquer empresa preocupada em crescer, aprimorar os processos e lucrar.

 

Então, chega de enrolar e vamos logo ao que interessa! Descubra a seguir o que é cultura de inovação, quais são as vantagens e como implementar esse procedimento em sua empresa agora mesmo!

 

Por que pensar na inovação?

 

O que você faz com aquela máquina que você tem em casa ou no trabalho, que está velha e ultrapassada, e que começou a dar muitos problemas ou não é mais tão útil como costumava ser? Se você já passou por essa situação, provavelmente deve ter substituído essa máquina por uma mais nova, utiliza tecnologias inovadoras e tem resultados melhores.

 

As empresas também devem passar pelo mesmo processo: antes que fiquem ultrapassadas, elas devem buscar inovações constantes do mercado, para não ficarem para trás em relação à concorrência.

 

Onde entra a cultura de inovação?

 

Já vi muito empreendedor por aí que acaba confundindo inovação com novidade. Quer uma dica fácil para não cometer o mesmo erro? Enquanto a novidade tem a ver com a invenção, o foco da inovação é a geração de resultados que atendam às necessidades e expectativas do seu negócio, envolvendo retorno financeiro.

 

Outro erro comum é se preocupar com inovações que sejam apenas tecnológicas ou materiais. Existe uma importante inovação que precisa ser constantemente realizada, que é baseada nos conceitos, valores, princípios, normas internas e missão da empresa: a renovação da cultura organizacional — e é aqui que entra a cultura de inovação.

 

Assim como uma máquina que enferruja com o uso sucessivo e sem a manutenção adequada, a cultura de uma empresa também precisa passar por mudanças para que não se torne obsoleta e acabe “enferrujando” a organização como um todo.

 

A cultura de inovação deve ser uma filosofia permanente do seu negócio. Assim, tudo que envolve a empresa deve ter como pano de fundo a cultura de inovação, desde os processos, produtos e serviços, recursos humanos e financeiros, até o tratamento dado aos clientes e aos colaboradores, de modo que essa postura seja percebida por todos

 

Quais são os benefícios da cultura de inovação?

 

A cultura de inovação é uma prática importante para revitalizar e garantir o crescimento do seu negócio. E eu vou te contar o melhor: existe uma inovação para cada tipo de negócio, quer ver?

 

Se você já possui um produto ou serviço, você pode utilizar a inovação para trazer melhorias para oferecer aos seus clientes, garantindo também o lucro para seu negócio. Pode ser também que você precise inovar um processo interno, mudando assim a forma como seu produto ou serviço é criado ou oferecido, ou elaborando soluções para otimizar os processos do seu negócio.

 

Você pode ainda implementar a cultura de inovação para promover mudanças na missão e valores da sua empresa. Ou, quem sabe, implantar uma inovação de posição e começar a introduzir seu produto ou serviço em um novo mercado. As possibilidades são muitas, acredite.

 

Ainda não se convenceu? Vou mostrar então os números de um estudo que comprovam que uma empresa preocupada em inovar sua cultura constantemente é a que mais cresce! Ele foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e realizado com mais de 72 mil empresas com mais de dez funcionários. O estudo mostrou que, apesar de as empresas que se preocupam com a cultura de inovação representarem apenas 1,7% da amostra, elas são responsáveis por 25,9% do faturamento da indústria no Brasil, e por 13,2% do número de empregos gerados.

 

Vale a pena sair da zona de conforto para inovar?

 

Eu sei, a cultura de inovação parece muito interessante, mas mudanças podem despertar a insegurança, afinal, é mais fácil se prender ao que é conhecido. No entanto, para crescer e se desenvolver, você precisa tirar seu negócio da zona de conforto e apostar nas novidades. Não me refiro apenas a mudanças no tipo de produto ou serviço oferecido, mas também às pequenas inovações do dia a dia.

 

E sabe onde começa a cultura da inovação? Por você mesmo! Sabe aquela frase “o olho do dono engorda o boi”? Ela vale para o mundo dos negócios também. Todo empreendedor precisa encarar a inovação como uma vantagem competitiva que vai fazer com que sua empresa se destaque no mercado.

 

Como implementar a cultura de inovação no seu negócio?

 

Acho que agora você conseguiu entender a importância de aderir à cultura de inovação, não é mesmo? Deixa eu te dar algumas dicas de como desenvolver essa prática no seu negócio.

 

Uma característica fundamental para quem vai aderir à cultura da inovação é não ter o medo de errar e assumir riscos. Você é um empreendedor! Recupere aquela ousadia que transformou você em dono do próprio negócio e busque novos caminhos para sua empresa!

 

Procure ouvir quem tem novas ideias, mesmo que elas pareçam estranhas, e troque o “não”, dito de prontidão pelo “por que não?”. Muitas vezes, é a partindo de um ponto de vista totalmente inusitado que surge uma mudança gigantesca, que trará benefícios enormes para a sua organização.

 

O segundo passo é usar seu exemplo como inspiração para toda a empresa. Crie em seu negócio um ambiente que permita a troca de ideias e a liberdade, para que todos possam propor soluções para os desafios da empresa.

 

Explore as individualidades! Lembre-se de que cada profissional tem uma habilidade e conhecimento diferenciado e que será bastante útil no momento de encontrar soluções de inovação. E claro, não se esqueça de incentivar aqueles talentos que se destacam. Assim, você acaba fazendo com que outras pessoas também se sintam estimuladas a pensar em novas formas de inovação.

 

Como aplicar os resultados da inovação?

 

Ambiente pronto para ideias inovadoras, as soluções aparecendo. Tudo perfeito? Quase lá! O sucesso da cultura de inovação não depende apenas de um empreendedor aberto a propor e ouvir as propostas de inovação, mesmo que ele tenha conquistado a adesão de toda a equipe. Nada disso adianta se não existir planejamento.

 

Por isso, você precisa criar um plano estratégico para colocar a proposta inovadora em prática. É nessa hora que você vai definir se os recursos financeiros serão suficientes, se existe uma equipe que vai conseguir colocar esse processo em prática e o tempo de ação.

 

Quer uma dica? Já ouviu falar do método 5W2H? Trata-se de uma ferramenta de gestão criada pelos japoneses e utilizada nos processos de inovação de muitas empresas. Não importa o tamanho ou o tipo do seu negócio, basta responder a estas 7 perguntas e você terá em mãos um plano prático para tirar as ideias do papel:

 

What: O que fazer?

Where: Onde a ação será feita e qual sua abrangência?

Why: Por que fazer? Quais serão os benefícios dessa inovação em curto e longo prazo para o seu negócio?

When: Quando a inovação será colocada em prática?

Who: Quem será o responsável pelo desenvolvimento de cada etapa?

How: Como esse processo será realizado e implementado?

How Much: Qual o recurso necessário para investir nessa ação?

E os resultados?

 

Por último, você precisa pensar também sobre quais são as métricas que podem avaliar como a inovação afeta o seu negócio. Se você não fizer uma análise direta do processo de inovação, não vai conseguir mensurar o grau de sucesso desse processo. Como a cultura da inovação está diretamente relacionada à realidade de cada negócio, a métrica ideal será aquela baseada nos indicadores da sua empresa.

 

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Gestão de Riscos: por que ela é importante e por que usar um software para isso?

No atual cenário econômico e social, nenhuma empresa pode falar em autonomia completa. São diversos os fatores de influência, como mercado, concorrência, clientes etc. Com essa perspectiva, a gestão de riscos torna-se essencial para mitigar problemas e aumentar a lucratividade de um negócio.

Ainda que pequenos empresários atribuam essas necessidades apenas para grandes negócios, o gerenciamento de riscos permite que empresas menores possam consolidar-se e obter um melhor ROI (Retorno Sobre Investimento).

Hoje eu vou explicar para vocês qual é a importância da gestão de riscos e por que usar sistemas de gestão especializados no seu negócio.

Qual a importância da gestão de riscos para a empresa?

Todo empreendimento, assim como todo projeto desenvolvido, tem diversas influências. A análise SWOT, por exemplo, permite identificar fatores internos (forças e fraquezas) e externos (oportunidades e ameaças).

Dessa forma, as fraquezas e as ameaças consistem nos riscos aos quais uma empresa ou projeto estão sujeitos. Esses riscos têm probabilidades diferentes de acontecer, e podem ter impactos variados.

Ao realizar a gestão de riscos, a empresa se torna capaz de identificar, analisar, avaliar e desenvolver estratégias de contingenciamento para tais situações. Ao promover tais ações, o negócio pode se beneficiar de diferentes formas, como:

  • Evitar perdas financeiras:as perdas financeiras relacionadas aos riscos são as mais frequentes. É muito comum perder documentos importantes pela ausência de um backup, por exemplo. A capacidade de mitigar esses problemas faz com que a empresa tenha mais segurança fiscal;
  • Otimizar os recursos operacionais:quando os riscos são identificados e gerenciados, abre-se uma oportunidade para otimizar os recursos operacionais disponíveis, uma vez que é possível identificar quais perdas estavam ocorrendo;
  • Aumentar a eficiência: um aspecto determinante de uma ameaça é que ela gasta tempo da equipe para ser contornada. Ao prever tais riscos e minimizá-los, o seu negócio ganha em produtividade e eficiência;
  • Melhorar a margem de lucro: quando uma empresa não identifica uma ameaça, ela precisa resolvê-la quando já se trata de um problema, aumentando o custo financeiro para reverter a situação e ocasionando perdas na margem de lucro. Com o gerenciamento de riscos, as chances de isso acontecer diminuem muito.

Entendeu por que a gestão de riscos vai melhorar o funcionamento da sua empresa e te dar mais segurança para o crescimento do negócio? Mas calma, ainda tenho mais uma etapa importante para te mostrar!

Por que usar softwares para realizar a gestão de riscos?

Agora que já contei sobre a importância de gerenciar riscos, a pergunta que fica é: como?

É fato que realizar essas análises manualmente pode demandar tempo e recursos que a empresa não possui. Para isso, a melhor solução que tenho para indicar são os softwares de gestão.

Em vez de fazer tudo manualmente, perdendo tempo e ocupando pessoal que poderia estar fazendo coisas mais importantes, você pode utilizar essas ferramentas. Veja alguns dos benefícios que eu considero essenciais:

Melhora a análise de riscos

Os softwares têm uma alta capacidade analítica, o que faz com que eles melhorem as análises de risco realizadas. Eles são capazes de identificar pequenas nuances nos aspectos internos e externos da empresa, que passariam despercebidos em uma análise manual.

Otimiza o monitoramento

Por trabalhar em tempo real, esse recurso permite otimizar o monitoramento, considerando algumas tendências e indícios que podem ameaçar o negócio — como um novo concorrente, mudanças na legislação, vencimento de licenças etc.

Integra os dados da empresa

Se cada área atuar de maneira isolada, dificilmente será possível identificar o contexto de ameaças e fraquezas. Dessa forma, ao possibilitar a integração dos dados da empresa, o software de gestão de risco oferece uma visão mais completa ao gestor, avaliando impactos e probabilidades de eventos indesejados.

Aumenta a transparência

Realizar o gerenciamento de riscos utilizando um software permite aumentar a transparência dos processos internos, ajudando na alocação de recursos e otimização de procedimentos que atualmente geram prejuízos para a companhia.

Auxilia a tomada de decisão

Um gestor que conhece melhor os processos internos — e que consegue identificar as ameaças relacionadas ao mercado e à concorrência — também tem mais base para identificar as oportunidades e tomar decisões mais estratégicas e eficientes para a empresa.

O uso de um software de gestão de riscos oferece várias vantagens para empresas de diferentes portes, mas é comum que o empreendedor tenha dúvidas e receios. Se esse é o seu caso, entre em contato comigo, ficarei feliz em ajudá-lo!

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4 indicadores de produtividade importantes para o seu negócio

Vou começar o assunto com uma pergunta: você trabalha bem? Não sabe responder?

Sim, essa é de fato uma questão bem complicada, especialmente se você ainda não usa indicadores de produtividade em sua empresa. Eles são a chave para medir e, consequentemente, melhorar o seu desempenho nos negócios.

No começo, eu mesmo não usava muito esses indicadores, pois estava muito ocupado tentando produzir mais. E, claro, todos têm medo de parar para analisar a situação. Mas acredite, vale a pena.

Quando comecei a dedicar uma pequena porção do meu tempo a analisar meus indicadores de produtividade, encontrei vários problemas ao longo do caminho, mas aos poucos consegui melhorar a rentabilidade de todas as equipes. Ou seja, eu não precisei mais queimar neurônios para fechar o mês no positivo.

Aqui estão 4 dos indicadores que mais usei ao longo do tempo e que acredito que estejam entre os mais importantes para qualquer negócio. Dê uma olhada:

1. Ticket médio

Esse aqui é bem simples. Um “ticket” é o quanto seu cliente gastou em uma compra ou contratação. Chamamos de “médio” o valor que costuma sair na maioria desses pedidos ou serviços prestados. Em resumo, é o quanto em média você ganha por cliente atendido.

Esse é um dos principais indicadores de produtividade, especialmente para ver se o seu serviço está dando lucro ou prejuízo. Digamos que, antes de considerar esses números, meu ticket médio era de R$ 100.

Parece bom, não é? Mas e se eu disser que esse era também o custo de todo o serviço prestado, sem contar o trabalho de publicidade e atendimento? Quando descobri que estava tomando esse prejuízo, corri para aumentar meu ticket médio.

2. Taxa de vendas bem-sucedidas

Enquanto o primeiro indicador diz respeito apenas aos clientes que você conseguiu atender, este aqui leva todos em conta, incluindo os que não fecharam negócio. Foi um dos primeiros indicadores de produtividade que comecei a usar, já que, como todo novo empreendedor, eu botava a culpa dos prejuízos no número de vendas.

Basicamente, aqui está a proporção entre pessoas atendidas e clientes adquiridos. Uma taxa de 10% quer dizer que, a cada 10 contatos, apenas 1 traz dinheiro. E, dependendo do custo de cada conversa sem sucesso, isso pode ser um grande problema. Então tive que buscar uma taxa de vendas melhor, procurando pelos clientes mais interessados de antemão.

3. Número de reclamações

Esse é o famoso indicador de insatisfação. Sempre temido, mas que nunca deve ser ignorado. Eu já fui novo e estava acostumado a abafar críticas, já que elas são comuns quando um negócio está engatinhando.

Mas, logo eu percebi que valia a pena ouvir esses clientes e aprender com eles. Com o tempo, comecei a fazer uma análise melhor dessas críticas e tive até bons resultados na minha reputação.

4. Rotatividade de funcionários

Este é um indicador de produtividade que nem sempre recebe a devida atenção, mas que reflete bem o funcionamento das equipes e do trabalho de RH.

Já parou pra olhar quantos colaboradores são contratados e demitidos a cada mês? Já pensou que cada profissional que sai também está levando o seu tempo de experiência na casa e suas habilidades específicas? Bem, já era hora de pensar!

Áreas com muita rotatividade tendem a gerar bastante custo, especialmente em pequenas empresas, com poucos membros. Menor rotatividade também significa que a equipe terá mais tempo para se conhecer e trabalhar melhor junta. Enfim, todos ganham se você não precisar demitir funcionários frequentemente.

E isso é o mais importante que eu poderia passar agora sobre indicadores de produtividade. Se gostou e quiser continuar recebendo minhas dicas, assine a nossa newsletter! Você receberá uma mensagem sempre que eu tiver algo interessante a dizer!

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Conheça os benefícios de um sistema integrado de gestão

A tecnologia se espalhou em todos os ramos da sociedade. É claro que, no meio empresarial, não seria diferente. Hoje, podemos ver o uso de softwares e sistemas em todo tipo de empresa, de pequenos negócios locais a multinacionais. Pode-se dizer que esse tipo de solução deixou de ser um diferencial e passou a ser uma obrigação para qualquer tipo de organização.

Muitos, no entanto, ainda desconhecem o potencial das ferramentas de gestão e, por esse motivo, acabam permanecendo com processos manuais e ineficientes. O resultado é a perda na produtividade do negócio, é claro.

Para que você se convença de que precisa entrar de uma vez nessa nova era, resolvi trazer, neste post, os benefícios de um sistema integrado de gestão. Confira!

Garanta a produtividade

Em primeiro lugar, um sistema integrado de gestão pode fazer muito pela produtividade do seu negócio, uma vez que os processos manuais, mais lentos, representam também a possibilidade de que surjam os gargalos de produção, ou seja, tarefas que levam a empresa ao retrabalho ou a desperdiçar recursos.

Para que a sua equipe produza em níveis competitivos no mercado atual, ela precisa das ferramentas necessárias para isso. A automação, portanto, é a alternativa para garantir a otimização da produtividade.

Reduza os custos

Outro grande benefício do sistema integrado de gestão é a redução de custos do negócio. Em primeiro lugar, é bom lembrar que os sistemas internos reduzem a necessidade de mão de obra na empresa, o que significa um corte de gastos expressivo, principalmente quando consideramos todos os custos agregados, como os demissionais, os relacionados aos treinamentos internos, entre outros.

Além disso, como mostrei, com a redução dos gargalos de produção você evita o desperdício de recursos da sua empresa, ou seja, otimiza todo o capital do negócio. Assim, pode direcionar os recursos com muito mais facilidades.

Otimize a tomada de decisão

Durante o planejamento estratégico do negócio, o gestor precisa definir metas e objetivos, além de traçar os planos de ação. Para isso, precisa avaliar tanto o ambiente interno quanto o ambiente externo. A dificuldade encontrada pela maioria dos gestores é reunir os dados necessários para fazer esse tipo de análise.

Claro que, com o software de gestão, você consegue fazer um levantamento de dados muito mais acurado e organizado, o que reverte em melhoria significativa na tomada de decisão. Afinal, você ganha em dinamismo e em fidedignidade.

Melhore o monitoramento

Por fim, os softwares de gestão podem ajudá-lo a melhorar muito o monitoramento das atividades da sua empresa, uma vez que, com eles, é possível acompanhar cada processo por meio de indicadores em tempo real.

Além disso, os sistemas são atualizados à medida que novas informações são coletadas, o que garante ao gestor um olhar acurado do seu negócio em qualquer momento que queira fazer uma avaliação do desempenho da empresa. Essa é a base, inclusive, para melhorar o planejamento estratégico do seu negócio.

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Guia de como transformar sua empresa em uma franquia

1. Introdução
2. Entendendo as franquias

2.1 Um modelo de negócio

2.2 Como funciona

2.3 Tipos de franquias

3. Sete vantagens das franquias

3.1 Maior visibilidade para a marca

3.2 Expansão do negócio

3.3 Motivação

3.4 Investimento menor

3.5 Aumento da capacidade de negociação com fornecedores

3.6 Diminuição da carga trabalhista

3.7 Rápido crescimento do faturamento e da lucratividade

4. Os requisitos necessários

4.1 Marca e imagem no mercado

4.2 Mix de produtos e exclusividade de marcas

4.3 Potencial de negócio

4.4 Modelo financeiro

4.5 Conhecimento

5. A análise da situação da empresa

5.1 Você soluciona um problema ou oferece um produto ou serviço diferenciado?

5.2 Sua empresa está preparada ou pode se preparar para ser franqueadora?

5.3 Qual é a sua situação no mercado?

6. O contrato
7. Selecionando os franqueados
8. Conclusão

Há bastante tempo, as franquias deixaram de ser uma novidade no Brasil para se tornarem uma alternativa de negócio que é importante para vários segmentos do mercado.

Como veremos a seguir, esta modalidade pode ser capaz de oferecer benefícios tanto para fraqueados quanto para franqueadores, desde que sejam seguidos os critérios que serão apresentados nesse guia.

Nesse post, você descobrirá tudo o que precisa saber para começar a se planejar para transformar a sua empresa em uma franquia de sucesso. Começando com uma explicação de alguns conceitos referentes a este modelo de negócio e as vantagens que ele oferece, depois sobre os requisitos necessários para que a sua empresa seja franqueável e uma análise da situação do mercado de franquias no Brasil.

Você poderá conferir uma análise do que deve conter um contrato de franquia e também os pré-requisitos que você deve observar na seleção dos candidatos a se tornarem franqueados da sua empresa.

Que minhas dicas lhe sirvam como uma ferramenta útil para a expansão do seu negócio! Continue acompanhando e tenha uma ótima leitura!

Entendendo as franquiasentendendo-franquias

Na acepção empresarial, o termo “franquia” chegou ao Brasil nos anos 1960 como uma tradução direta do inglês “franchising”. Afinal, foi nos Estados Unidos que a acepção moderna desse conceito surgiu, em 1850, quando Isaac M. Singer deu início a esse novo modelo de negócio, criado para a distribuição das máquinas de costura que fabricava. Ao longo do século 20 as franquias se multiplicaram entre os norte-americanos, alcançando também outros países mundo afora.

Por aqui, em 1966 a escola de idiomas Yázigi deu os primeiros passos para o desenvolvimento do sistema no país. Durante as décadas de 1970 e 1980 esse conceito seguiu conquistando número cada vez maior de empresas adeptas, até que, em 1987, foi consagrado pela criação da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Desde então inúmeras empresas têm adotado a franquia como sistema de expansão das atividades.

Um modelo de negócio

Segundo o Sebrae, a franquia é aquela modalidade de negócio comercial que se destina à distribuição de produtos ou de serviços mediante condições que são estabelecidas em um contrato firmado entre franqueador e franqueado e que prevê licença para uso de marca e de tecnologia, para comercialização de produtos ou fornecimento de serviços cujos direitos são de propriedade do franqueador.

No Brasil, esse tipo de acordo é regulamentado pela Lei Federal nº 8.955/1994 e também por uma autorregulamentação da ABF, válida para seus associados.

Como funciona

O sistema de franquia funciona como uma forma de parceria que é regulada por um contrato que estabelece os direitos e obrigações do franqueador e do franqueado. Da parte do franqueado, de acordo com o tipo de contrato estabelecido, ele pode assumir o compromisso de transferir informações sobre o projeto do negócio e, se for o caso, a tecnologia necessária para que o ele funcione. Também cede o direito de uso da marca e pode prestar assessoria para a estruturação do empreendimento e acompanhar o desempenho.

Como remuneração o franqueador pode receber taxas de franquia, royalties, comissões junto a fornecedores e pagamento pelo fornecimento direto de produtos.

O franqueado, por sua vez, deve cumprir os acordos firmados com o franqueado, inclusive aqueles que dizem respeito ao padrão de utilização de marcas, instalações etc.

Tipos de franquias

De modo geral, as franquias podem ser:

De Primeira Geração, aquela pelas quais o franqueador licencia sua marca e o franqueado distribui produtos e serviços sem exclusividade;
De Segunda Geração que, além a concessão da marca, oferece maior suporte ao franqueado, que é obrigado a comprar as mercadorias do franqueador, cujos preços já incluem os royalties e taxas (neste caso, os produtos ou serviços são exclusivos da rede franqueada);
De Terceira Geração, pela qual, além da licença de uso da marca, o franqueador repassa todas as informações operacionais do negócio e presta serviços de assessoria e de acompanhamento;
De Quarta Geração, quando o franqueado passa a fazer parte de um Conselho que participa das decisões da empresa;
De Quinta Geração, que são idênticas às de quarta geração, porém com a garantia de recompra por parte do franqueador.

Também existe outra forma de pensar os tipos de franquias, que podem ser:

As de distribuição, que comercializa os produtos fabricados pelo franqueador, beneficiando-se da assistência técnica e do lucro comercial;
De serviços, pela qual o franqueado atua de acordo com técnicas e diretrizes estabelecidas pelo franqueador, obtendo licença sobre marca;
De indústria, na qual o franqueado fabrica e comercializa os produtos sob uma marca de propriedade do franqueador e de acordo com os padrões estabelecidos por ele.

Sete vantagens das franquias

Veja sete vantagens que o sistema de franquias oferece para o empreendedor:

Maior visibilidade para a marcamaior-visibilidade

Pelo sistema de franquia, a marca da empresa passa a ser exibida pelas várias unidades franqueadas. Como visibilidade é aspecto importante para a maioria dos segmentos que atuam com comércio e serviços, esse é um valor que deve ser bastante considerado no planejamento de quem deseja abrir a própria empresa para franquias.

Expansão do negócio

Em curto espaço de tempo, uma franquia local pode alcançar um estado inteiro e até o nível nacional. Veja, por exemplo, a Los Paleteros, empresa que em 2012 inaugurou a primeira loja de paletas mexicanas em Balneário Camboriú (SC) e que hoje tem 100 lojas franqueadas espalhadas por quase todo o país.

Motivação

Geralmente a pessoa adquire uma franqueada entra para o negócio bastante motivada e disposta a trabalhar pelo melhor resultado. Como ela é dona de uma empresa própria sobre a qual realizou investimento ela se torna completamente envolvida com a atividade.

Investimento menor

Outra vantagem importante é a de obter a possibilidade de expansão a partir de um investimento menor do que seria aquele necessário para uma operação que utilizasse somente os recursos próprios.

Aumento da capacidade de negociação com fornecedores

Com a criação de uma rede de franquias surge a possibilidade de negociar com vantagens com os fornecedores, uma vez que o volume de compras aumenta de acordo com o aumento do número de franqueados.

Diminuição da carga trabalhista

Os contratos de trabalho realizados pelos franqueados não alcançam a franqueadora, o que diminui a carga trabalhista da empresa.

Rápido crescimento do faturamento e da lucratividade

Considerando que a ampliação de uma rede de franquias tem o investimento necessário pulverizado entre os franqueadores, é possível expandir o negócio em tempo mais curto, o que também torna rápido o aumento do faturamento e da lucratividade.

Os requisitos necessários

Marca e imagem no mercado

A força da marca é a base do modelo de franquia. É fundamental que ela seja capaz de ser reconhecida facilmente como um símbolo da qualidade dos produtos ou serviços que oferece.

Mix de produtos e exclusividade de marcas

Para obter sucesso na abertura de uma rede de franquias é fundamental que a empresa mantenha um mix de produtos ou de serviços consistente e que seja oferecido com exclusividade. Além disso, é preciso ofertar ao consumidor algum diferencial que seja capaz de alcançar bom posicionamento no mercado.

Potencial de negócio

O mix de produtos e de serviços deve oferecer à empresa real capacidade de expansão, sobretudo considerando que enfrentará forte concorrência. Ou seja: é preciso ter certeza de que o que a sua empresa tem a oferecer é capaz de conquistar o mercado.

Modelo financeiro

Também é essencial verificar se as margens de lucros do negócio permitem que tanto a empresa franqueadora quanto as unidades franqueadas tenham resultados compatíveis com os investimentos que deverão aportar na implantação e na operação do negócio, inclusive levando em conta os prazos de retorno e os riscos.

Conhecimento

A empresa franqueadora deve deter completo conhecimento sobre os processos e tecnologias necessários para o andamento do negócio. Todos devem ser suficientemente padronizados, bem definidos e estruturados. Além disso, é preciso que haja a capacidade para transferir esse conhecimento de maneira organizada e compatível com as necessidades das franquias que serão selecionadas.

A análise da situação da empresa

Nesse capítulo, abordarei algumas questões que você precisa responder para se certificar de que sua empresa está pronta para adotar esse modelo de negócio. Contudo, desde já, fica a recomendação para que esta análise seja feita com o suporte de especialistas em cada setor envolvido na análise — advogado, contador, profissional de marketing, publicitário, arquiteto, entre outros — que lhe ajudarão a responder com segurança o que segue apresentado.

Você soluciona um problema ou oferece um produto ou serviço diferenciado?

Poder oferecer produtos ou serviços que resolvam problemas ou que atendam necessidades ou desejos de maneira diferenciada e que agregam valor ao que o consumidor recebe aumenta bastante a capacidade competitiva da empresa.

Contudo, não basta o diferencial. É preciso analisar se ele é capaz de gerar uma demanda que justifique a criação de pelo menos 30 unidades franqueadas, número mínimo que os especialistas consideram necessários para que a adoção do modelo de franquia seja compensador. Menos do que isso é preferível investir em lojas próprias.

Sua empresa está preparada ou pode se preparar para ser franqueadora?empresa-preparada

A criação de uma rede de franquias exige que a empresa tenha uma estrutura interna específica para o modelo de negócio. Afinal, além dos fornecedores e dos clientes de lojas próprias também será necessário dar suporte aos franqueados e atender às demandas por novas concessões.

Ainda, é preciso analisar se a sua empresa é capaz de suportar o tempo de maturação do novo modelo, durante o qual é bastante possível que não haja lucro, considerando que a franquia é um tipo de negócio que traz retorno em médio ou em longo prazo.

Qual é a sua situação no mercado?

Uma franquia para valer a pena precisa ser duradoura. Portanto, você deve ser capaz de reconhecer qual a atual situação da sua empresa no mercado, buscando perceber se ela já está madura ou se pode alcançar essa maturidade em curto espaço de tempo.

Você também precisa entender o nível de saturação que o mercado que você explora apresenta e a capacidade que a sua empresa tem para permanecer no mercado por longo tempo. Afinal, criar uma rede de franquias em um segmento que esteja saturado ou que atenda uma situação de momento não é nada recomendável.

A sua empresa pode atender a uma região ampla?

Empresas que têm capacidade para atender apenas nichos de mercado muito localizados — seja pelo interesse do consumidor ou pela disponibilidade de matéria-prima — também não administram um tipo de negócio interessante para a formação de uma rede de franquias. Portanto, quanto mais ampla for a capacidade de abrangência geográfica do negócio, maior será o potencial de abertura de lojas e, consequentemente, de sucesso da rede.

O contratocontrato

A referência legal para a elaboração de um contrato de franquia deve tomar por base a já citada Lei nº8.955/1994 que regulamenta esse modelo de negócio no Brasil. Na elaboração de um bom contrato, que deve ser redigido sob a assistência de um advogado especializado no setor, é preciso ter muita atenção na especificação de direitos e de obrigações das partes envolvidas, a fim de não permitir que brechas permitam o surgimento de contratempos futuros, seja para o franqueador, seja para os franqueados.

Portanto, em linhas gerais, além da identificação das partes contratantes, o instrumento jurídico deve deixar claro que a empresa franqueadora é a detentora da marca, do nome comercial e do logotipo que identifica o negócio e que precisa estar registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e que servirá para ser aplicado na linha de serviços ou de produtos que serão fornecidos ou comercializados.

O contrato deve também ressaltar a capacidade técnica e a experiência que a empresa tem no segmento de mercado que explora e manifestar o interesse dela na expansão do negócio, utilizando como meio para tanto a permissão para que a franqueada faça uso da marca, do logotipo e das tecnologias licenciadas, da maneira como for ajustada no contrato.

Como obrigações da empresa franqueada, devem ser observadas as condições de cumprimento dos padrões de exposição, de divulgação e comercialização de produtos ou de prestação de serviços, de atendimento, de uso de marca, de decoração e arquitetura de lojas, entre outros que forem estabelecidos pelo franqueado. Também deve ser permitindo que este vistorie periodicamente o cumprimento desta parte do acordo.

Ainda, é preciso especificar a obrigatoriedade por parte da franqueada de manter no quadro de funcionários pessoal qualificado para atuar de acordo com os padrões estabelecidos e que sejam instruídos em cursos ministrados pela franqueadora.

O contrato também deve estabelecer os critérios de confidencialidade que devem ser respeitados pela franqueadora no que diz respeito a tecnologias, procedimentos e outras informações próprias do negócio, bem como a obrigatoriedade que esta terá de zelar pelo bom nome e pela reputação da franqueadora.

A franqueadora deve se obrigar a fornecer produtos, informações e tecnologias, além da forma como ela dará o suporte necessário para o bom desempenho da franqueada, conforme o que for estabelecido no contrato. Tudo deve estar de acordo com o manual da franquia, que deve ser mencionado no instrumento jurídico. Treinamento, precificação de produtos, formas de pagamento e outros critérios referentes à gestão do negócio também devem ser atribuídos à franqueadora.

O instrumento também fará a previsão dos valores e formas de pagamento referentes a cada item da franquia que for ajustado na negociação entre as partes — taxa de uso de marca, royalties, licença etc. — e estabelecer as multas e penalidades rescisórias.

Por fim, é fundamental que o contrato deixe claro a independência jurídica que deve existir entre a empresa franqueada e a franqueadora e os direitos sobre a propriedade de marcas, tecnologias etc.

Selecionando os franqueados

Para que uma rede de franquias tenha sucesso, além da qualidade dos produtos e dos serviços que a franqueadora tem a oferecer, é fundamental que os franqueados sejam capazes de cumprir os níveis de exigências que a padronização do negócio impõe. Daí a necessidade de selecionar os candidatos à franquia com bastante critério.

Entre esses critérios é preciso considerar:

Capacidade de absorção das várias informações pertinentes às tecnologias e aos processos inerentes ao negócio;

Disposição em atuar de acordo com os critérios de padronização na aplicação dessas tecnologias e processos;

Capacidade financeira para estruturar a franquia e para suportar o negócio ao longo do período de maturação;

Interesse e motivação para participar do empreendimento, inclusive para encarar desafios e contribuir para a expansão do negócio por meio uma participação ativa.

Conclusão

Como você pode perceber, adotar um sistema de rede de franquias pode ser uma alternativa bastante vantajosa para as empresas que pensam em expandir os negócios. Porém, para que uma decisão nesse sentido possa ser adotada é necessário fazer uma análise profunda do próprio empreendimento, a fim de detectar se é ou não conveniente partir para esse caminho.

Em casos positivos, é essencial que a empresa que deseja se tornar franqueadora se cerque de todos os cuidados jurídicos, técnicos e de seleção dos candidatos à franquia.

Por fim, vale mais uma vez ressaltar que, para cumprir todas as etapas com bastante segurança, é essencial se cercar de profissionais que sejam capacitados para lhe assessorar em cada uma das áreas que precisam ser consideradas.

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#ClicoResponde

Como fazer a gestão do primeiro ano da sua empresa

 

1. Introdução
2. O que fazer no primeiro ano de atuação

2.1 Finanças e contabilidade

2.2 Marketing

2.3 Vendas

2.4 TI

2.5 Fornecedores

2.6 Networking

3. Conclusão

Não é fácil abrir uma empresa, especialmente no Brasil. A princípio, precisamos pensar no conceito do negócio, no estudo de mercado, no teste das principais ideias, nos produtos e serviços etc.

Depois, vêm as questões burocráticas: guias, impostos, alvarás e por aí vai. E ainda tem a viabilização financeira! Resumo da ópera: não conseguimos abrir uma empresa da noite para o dia. É demorado, trabalhoso e bastante burocrático.

Então, depois que finalmente você testou as melhores ideias, escolheu o melhor modelo de negócio, levantou recursos e resolveu as questões burocráticas, é hora de descansar um pouco, certo? Errado! Dados do SEBRAE mostram que 30% das empresas têm que fechar as portas logo no primeiro ano de vida, então agora é hora de ter atenção!

Existem várias razões para que os negócios sejam tão frágeis no primeiro ano de vida. Passamos pela necessidade de criar uma clientela e nos estabelecermos no mercado, por uma situação financeira geralmente deficitária e pela nossa falta de experiência — e a dos funcionários.

Mas não é para desanimar! Esses dados não estão dizendo que sua empresa está fadada ao fracasso no primeiro ano. Muito pelo contrário: estão mostrando que para fazer sucesso, especialmente no começo, precisamos de muito trabalho e dedicação. Para ajudar você nessa empreitada, separei algumas dicas que vão auxiliar muito nos primeiros passos do seu negócio. As dicas estão separadas pelas principais áreas de um negócio e, se você segui-las, aumentará bastante as chances de sucesso da sua empresa no primeiro ano de atuação.

O que fazer no primeiro ano de atuaçãogestão

Finanças e contabilidade

A maioria das empresas ainda é deficitária no primeiro ano de vida, situação que geralmente vai se prolongar por mais algum tempo. Isso acontece porque necessitamos de um grande aporte de recursos iniciais para questões como compra de equipamentos, contratação de funcionários, treinamento, pagamento da luva, pagamento de uma eventual franquia e estoque. Não é necessariamente um problema, já que grande parte dos negócios de sucesso começam em uma situação de dívidas, mas isso exige cuidado redobrado com a saúde financeira da empresa.

O ideal, caso seja viável, é ter uma pessoa exclusivamente responsável pelo exame minucioso das contas da empresa. Essa pessoa deve fazer o fluxo de caixa, as projeções financeiras e elaborar relatórios cuidadosos sobre a atual situação financeira do negócio e como ela vai se encaminhar no curto, médio e longo prazo. Para as questões tributárias e demandas ligadas à tributação e cumprimento tributário legal, recomendo inclusive a contratação de um contador.

Uma dica fundamental, principalmente para as empresas familiares de pequeno porte, é não misturar as finanças pessoais com as do negócio. O ideal é definir um pró-labore para você e seus sócios e evitar a todo custo retiradas extras do caixa, que podem atrapalhar o fluxo de caixa e confundir as projeções.

Falei sobre a necessidade de um negócio precisar de financiamento em seus primeiros passos, mas as dívidas devem ser contraídas com muita parcimônia. Estude as melhores taxas de juros e só realize um empréstimo se o investimento justificar esse endividamento.

Uma empresa nova deve também ser enxuta. Corte os custos desnecessários e tente ser o mais produtivo possível. Estude os processos, evite o retrabalho e elimine gastos supérfluos.

Marketing

É comum entre os pequenos empreendedores a ideia de que o marketing é um assunto para as grandes empresas. Com tantas necessidades, especialmente nos primeiros anos de vida, o marketing acaba sendo deixado para segundo plano ou sendo feito sem planejamento, de maneira simplória. Pois saiba que ele é um dos pilares de qualquer negócio e não deve ser visto como um gasto supérfluo. Até porque existem soluções bastante eficientes com baixo custo.

O primeiro passo é entender quem são os seus clientes, por qual motivo compram da sua empresa, onde eles estão e qual é a melhor forma de atingi-los. Dessa maneira, você saberá onde encontrar novos leads (potenciais clientes) e direcionar uma estratégia de marketing para esse público.

É fundamental entender a jornada do cliente, os passos que levam um potencial cliente a se tornar alguém que efetivamente compra da sua empresa. Do momento em que toma conhecimento do seu negócio até a hora em que compra, o cliente passa por diversas fases e você precisa elaborar estratégias para cada uma delas.

As redes sociais também são excelentes soluções para os negócios de menor porte, especialmente no começo de sua existência, quando a verba para marketing ainda é pequena. A grande vantagem das mídias sociais é que, caso não seja possível contratar uma empresa especializada num primeiro momento, você mesmo pode conseguir fazer um trabalho decente de comunicação.

Mas cuidado: usar as redes sociais não é simplesmente postar promoções no Facebook! É preciso se comunicar com os clientes, responder prontamente suas dúvidas e problemas, além de criar estratégias que atinjam efetivamente o seu público-alvo e criem uma presença on-line forte para sua empresa.

Vendas

gestão

Para uma empresa crescer saudável e sobreviver ao seu primeiro ano é essencial ter um setor de vendas bem estruturado e eficiente. Ele é a alma da empresa, porque é a ligação com os clientes e o canal por onde vão entrar os recursos financeiros para que o negócio cresça. Por isso, as vendas não podem ser um tiro no escuro. Elas devem vir acompanhadas de um planejamento cuidadoso e de acordo com a capacidade da empresa de atender as demandas dos clientes.

Primeiramente, é preciso compreender quais são as especificidades do seu negócio. É um e-commerce? Possui um ponto de venda em um shopping? Depende de visitas dos vendedores para os clientes? Entender quais são as características únicas do nosso negócio permite que consigamos desenvolver boas estratégias de vendas.

Falei ali em cima sobre planejamento cuidadoso e, para ele realmente ser eficiente, as métricas são muito importantes. Elas são dezenas, mas acho importante que você conheça as duas principais.

Taxa de conversão

É o número de potenciais clientes (também chamados de leads) que você precisa atrair para realizar uma venda. Você consegue obter este número dividindo o número de leads — pessoas que entraram em contato ou que sua empresa abordou de alguma forma — e dividir pelo número de clientes propriamente ditos. Com a taxa de conversão você vai saber com boa precisão quantas pessoas precisará abordar para fechar a sua meta de vendas.

Custo de aquisição por cliente

É o quanto a sua empresa gasta para atrair um novo comprador. Você obtém esse número dividindo todos os custos do setor de vendas e de marketing em um determinado período pelo número de pessoas que compraram. Quanto menor o custo de vendas, melhor, porque você pode investir em atingir um número maior de pessoas com os mesmos recursos.

Adquirir leads e transformá-los em clientes é fundamental, mas ainda mais importante (e difícil!) é torná-los fieis. Um cliente fiel é o ideal, porque, além de comprar novamente os seus produtos e serviços, ele ainda vai indicar para os amigos. Para fidelizar seus clientes você precisa fornecer o melhor atendimento possível e criar estratégias para encorajar novas compras, como programas de fidelidade e desconto para os clientes leais.

Outra coisa para você ficar atento: não se esqueça da concorrência! Conhecer o mercado e quem está competindo com a nossa empresa é essencial para estabelecer os nossos diferenciais. Você precisa criar um atrativo único, que faça com que as pessoas queiram comprar da sua empresa e não dos seus concorrentes.

TI

Para uma empresa ter sucesso não dá pra ficar atrás na tecnologia. Seu bom uso torna a empresa mais produtiva, permitindo cortar custos, centralizar processos e aumentar a eficiência. Por isso, a TI não pode ficar em segundo plano. Você vai precisar investir nessa área e, se possível, estruturar um setor responsável por questões tecnológicas.

Hoje, existem várias ferramentas que permitem centralizar todos os controles (fluxo de caixa, relatório de vendas, etc) em um único lugar. Esse software pode ainda integrar praticamente todos os processos da empresa em um único lugar, o que torna o trabalho menos propício a erros humanos e evita o chamado retrabalho, que é quando uma mesma tarefa é realizada várias vezes. Esses são os softwares de gestão, também chamados de sistemas ERP.

Mas temos que saber exatamente qual é a melhor solução de sistema para nossa empresa! É preciso pesquisar e entender quais são as melhores opções, pois esse será um investimento muito importante no primeiro ano de vida do seu negócio. A compra de um software desse tipo geralmente é um investimento alto, por isso pode ser uma opção melhor a assinatura de um serviço mensal, por exemplo, que ainda possa oferecer mais opções quando o negócio começar a crescer.

Uma questão extremamente importante, mas que é muito negligenciada por empreendedores de primeira viagem, é a segurança. Você não precisa esperar algo dar problema para aprender essa lição! Invista em backup e segurança dos dados, de preferência por meio de uma empresa especializada em TI, que possa fornecer as melhores soluções para um negócio com as características do seu.

Outra tendência que cresceu muito nos últimos anos é o uso da nuvem. Cada vez mais empresas vêm oferecendo sistemas que rodam remotamente e isso é muito bom para nós, empreendedores. Primeiro porque traz agilidade e mobilidade, já que geralmente o aplicativo pode ser acessado de qualquer computador ou até mesmo de dispositivos móveis. Em segundo lugar, nós não precisamos investir em hardware pesado, já que os softwares passam a rodar nos servidores de alta tecnologia das empresas contratadas. Isso torna tudo mais barato e eficiente.

Fornecedoresgestão

Temos que tratar nossos fornecedores quase como se fossem sócios da empresa. A parceria com eles é muito importante, por isso você precisa ser muito criterioso na sua escolha, principalmente no primeiro ano do negócio. Ter bons fornecedores é a garantia de que o essencial para o funcionamento da empresa estará sempre em dia.

Pesquise muito! Faça uma análise criteriosa dos principais fornecedores do seu mercado e não foque apenas nos preços mais baratos. Conheça a história da empresa, seus números e o tipo de serviço que oferecem. Se possível, converse com empresas que trabalhem atualmente com os seus potenciais fornecedores e procure entender quais são as melhores opções para o seu negócio.

Uma vez escolhidos os fornecedores, também é muito importante saber como estabelecer uma relação de longo prazo, na base da confiança. Lembre-se sempre de que uma boa parceria é aquela que é benéfica para os dois lados, por isso tente sempre entender as necessidades do seu fornecedor, mesmo quando elas são referentes a aumento nos preços. Um fornecedor satisfeito em trabalhar com a sua empresa vai estar disposto a ajudar a resolver os seus problemas.

Networking

Por último, mas não menos importante, o networking! Especialmente no primeiro ano de vida, você precisa fazer com que a empresa seja vista e, para isso, não basta o marketing. Você, como empreendedor e representante do seu próprio negócio, precisa fazer com que as pessoas saibam em que ramo atua e para quais serviços podem contratá-lo.

A primeira porta são os amigos e conhecidos. Mesmo aqueles que não sejam potenciais clientes podem eventualmente conhecer pessoas que necessitarão da sua empresa, por isso converse muito com eles, apresente sua empresa e explique o que faz. Outra entrada muito importante é com antigos parceiros, principalmente se você trabalhou anteriormente em uma empresa no mesmo ramo de atuação da sua.

Sempre frequente círculos sociais em que possam existir potenciais clientes para sua empresa. Esses círculos podem ser eventos públicos, workshops, conferências e exposições de fornecedores. As pessoas que fazem parte da sua rede de contatos vão lhe fornecer novos clientes e podem oferecer as soluções para os problemas que a sua empresa vai enfrentar no primeiro ano de vida.

Conclusão

Ser um empreendedor dá muito trabalho e o primeiro ano de atuação da empresa pede ainda mais dedicação, esforço e cuidado. É como um filho, que exige muito mais dos pais nos primeiros anos de vida, quando ainda é um ser humano muito frágil. Porém, depois de algumas noites mal dormidas, ele aprende a andar com as próprias pernas e a se tornar mais independente. Assim também é uma empresa: com perseverança e disciplina, ela vai crescer e trazer muitas recompensas.

Para ter sucesso no primeiro ano é preciso constante análise e mudanças nos rumos. É muito mais fácil para uma empresa com vários anos de existência traçar comparações no longo prazo e saber como está caminhando. Para um negócio jovem, é preciso vigilância constante, para que nada passe desapercebido e estratégias possam ser corrigidas a tempo. Também por isso, nossas análises precisam ser muito mais criteriosas e precisas!

No primeiro ano de existência da empresa serão estabelecidas as bases para o futuro; por isso, você deve investir em criar essa estrutura com muito cuidado e dedicação. Ser empreendedor realmente dá muito trabalho, mas também traz recompensas incríveis!

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